sábado, 25 de junho de 2011

TRAÍRA DE DENTRO DO MATO!

Conheça uma técnica pouco praticada e excepcional para pescar as traíras que ficam  literalmente “amoitadas” na vegetação que tem coberto lagos e açudes da região sudeste após a intensa temporada de chuvas do verão.
 Com as fortes chuvas que castigam a região Sudeste do país nos meses de outubro a fevereiro, alguns açudes alcançam seu nível máximo, proporcionando uma condição de pesca única durante o ano. Este aumento do nível da água dos lagos pode acontecer no verão e perdurar até meados de outono. A água invade áreas de baixios que até então estavam secas e alguns pontos ficam repletos de vegetação. E, por maior que seja a quantidade de chuva, as plantas localizadas nas margens de lagos e açudes podem filtrar a água evitando o acúmulo de sedimentos para dentro da área de pesca, não podendo apenas filtrar a decantação de matéria orgânica que pelo excesso de chuva vem a sujar a água e a deixar barrenta.


Quanto maior o nível da água, maior é o aumento de plantas nas margens. Somando-se a isso  às altas temperaturas das duas estações (verão e início de outono), cria-se um ambiente muito propício para capturar os peixes que acabam migrando para as regiões mais rasas do açude – a superfície!.

A princípio, quanto mais água na represa, maiores são as chances de o peixe ficar espalhado em toda a sua extensão, dificultando, de certa forma, a pescaria. Dependendo da espécie, no entanto, a concentração pode ocorrer em alguns pontos que até então estavam completamente sem água.
Nessa modalidade, a “caçada” da traíra é feita dentro da vegetação submersa onde ficam escondidas esperando a próxima presa fácil para uma refeição rápida e satisfatória. Capturá-las nessas condições é um grande desafio e os ataques, quase sempre espetaculares.
Devido ao tipo de estrutura em que as traíras se encontram, o pescador deve procurar utilizar iscas que passem, sem problema algum, pela vegetação existente no local. Em pescaria recente, encontrei peixes em locais onde realmente parecia não haver água alguma, de tão coberta que estavam pela vegetação. Era preciso conduzir o meu bote inflável no meio do capinzeiro para atingir os melhores pontos, nos fundos da lagoa. Mas valeu a pena porque ao lançar a isca no meio daquele mundaréu de plantas, as vezes só se ouvia o estouro da traíra na isca sem ao menos vê-la muitas vezes, mas quando dava para ver era como se fosse o filme tubarão pois ela surgia do nada cortando a superfície com sua barbatana dorsal e abocanhava a pobre isca sem chance de pelo menos gritar por socorro. Algumas vezes a traíra atacava com tal voracidade que saltava totalmente fora d’água para encravar suas presas caninas na isca de superfície e tal cena era cinematográfica!
O pior de tudo (ou o melhor) é quando os ataques aconteciam praticamente do lado do bote dando um puta susto sem prévio aviso! A adrenalina subia a 1000!!!
Debaixo da vegetação, a traíra não se intimida muito com a presença do bote e justamente nos horários de sol alto, as Hoplias procuram se abrigar em estruturas com pouca luminosidade e sendo assim, locais com muita vegetação dentro da água pode ser um ótimo pesqueiro para traíras grandes.
Quando o peixe é fisgado nesses locais, é preciso “rebocá-lo” por cima do capim, caso a estrutura esteja muito fechada pois é a única maneira de trazer a traíra até o barco e por isso eu indico o uso de linha MULTIFILAMENTO pra tal pescaria pela resistência que tal possui e durabilidade de não se partir como as MONOS comuns. Saíam alguns exemplares acima de 2kg mas muitas se emaranharam no capim soltando a isca do anzol e fugindo sem mostrar o lombo para um click apenas.

MUITAS VEZES TEMOS QUE TENTAR VÁRIOS TIPOS DE CORES PARA CONSEGUIR PEGAR NOSSO TÃO SONHADO TROFÉU DE TRAÍRA
As imitações de frogs de silicone (tipo shaders) são as melhores para tal pescaria pois além de não se enroscar no capim submerso como aconteceria com um plug com garatéia comum, atraem mais por imitar um alimento propício daquelas redondezas e caso venha ocorrer alguns pequenos rasgos na isca, pode consertá-la passando um isqueiro que a mesma se regenera e cola os buracos pequenos, salvando a isca por mais algumas pescarias.
Quando iscadas ao anzol que possui um desenho específico pra tal isca, criam um formato onde a torna capaz por passar por qualquer “floresta amazônica” da superfície aquática. O anzol fica com a ponta voltada pra cima dentro da isca e pronto pra penetrar na mandíbula dura e óssea da traíra.

O consagrado modelo ZARA, agora desenvolvido em silicone e sem garatéias, é outro bom exemplo de isca para estas estruturas. Quando acoplado ao anzol, de preferência com formato WIDE GRAP, seu nado é igual ao de uma isca zara convencional de garatéia, trabalhando em “Z” na superfície com pequenos toques de ponta de vara. Em pontos com pouca água ou nenhuma, ela passa com total tranqüilidade.
ISCA DE SILICONE TIPO "ZARA"
E como trabalhar as iscas? Os sapos de silicone quando recolhido continuamente, produzem o efeito de uma isca “Buzzbait”, mas bem mais sutil. O movimento de suas pernas causam um pequeno turbilhão que é mortal para as traíras, que podem perceber as vibrações da isca de longe. Toques sutis na ponta de vara intercalados com pausas também são muito eficientes, principalmente em locais mais fechados. É importante ter uma boa gama de cores dentro da caixa de pesca pois a traíra tem dia que preferem cores escuras como o preto, mas tem dias que elas preferem cores mais claras como branco e verde-limão.
A sua utilização em pesca desembarcada também é de grande valia pelo fato de não se enroscar facilmente e ter que entrar na água pra tentar salvar a querida isca e também poder explorar um leque maior de território sem ter medo de enroscá-la.




 E pra finalizar, pode vir a chuva sobre o açude sem dó que com esta isca você realmente vai conseguir seu objetivo, pegar um grande troféu na superfície que eu já fiz inúmeras vezes e que dinheiro alguma paga por tal prazer de presenciar o ataque insano desse peixe tão belo que é a traíra!

Matéria retirado da revista Pesca Esportiva  - Fotos: César Pansera

Um comentário:

  1. caaaaaaaaara....eu tbm sou viciado em traira
    meu peixe favorito...apesar de pescar de tudo
    mais n eh sempre q da pra gente ir num rio e tal...
    ai fds sempre to nas represas e córregos da região...
    vamo animar ai cara...tem nenhum post de agosto ainda...kkkkkk
    sabado ou domingo to lah batendo ponto...vo tirar umas fotos...qualquer coisa t mando um relato
    ;)

    abrass

    ResponderExcluir