sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Heddon - Um visionário em artificiais

Aoooooooo sertão pescatício desse sertão traireiro sô!!!
Como fiz na postagem anterior sobre a marca Rapala, irei contar a história de outra isca, que pra eu, além de ter marcado minha vida pescatícia com suas iscas, faz parte da história da pescaria esportiva, e seu nome chama-se HEDDON, e muitos de vocês conhecem com certeza.

Então ótima leitura a todos e vamos aprender um pouco mais sobre esta fantástica isca e também sobre seu criador, que foi um visionário para sua época.


O INÍCIO DE UMA LENDA, UM NEGÓCIO E UM LEGADO!

A história da Heddon acontece por volta para o final do século XIX, quando James Heddon, um apicultor nos Estados Unidos estava à espera de seu amigo para desfrutar juntos um dia de pesca. Visto que seu  companheiro de pesca demorava para chegar, o bom e velho James Heddon decidiu se divertir brincando com uma pequena faca e um pedaço de madeira.
James Heddon, este cara foi muito visionário para sua época
Como a lâmina da faca foi moldando este pedaço inanimado de madeira, este foi transformado em um sapo e, uma vez terminado, Heddon decidiu acrescentar alguns anzóis.

Era algo desse tipo, além de feio, não tinha movimento algum mas que atraiu um bass enorme!
Pescando com seu amigo, James Heddon decidiu testar a sua nova criação, então ele jogou o sapo de madeira e, para sua surpresa, um enorme black bass engoliu a isca. Ele tinha começado o legado Heddon.


Imaginem o tamanho do Bass no fim do século XIX quando ninguém quase pescava profissionalmente!!!

UM PRÓSPERO NEGÓCIO EM TORNO DE UMA ISCA
A partir do momento que o Black Bass abocanhou sua isca criação Heddon, ele percebeu que tinha tudo a ver com que ganho financeiro.


É por isso que o velho apicultor começou a melhorar essa grosseira isca e, assim, com sua faca, ele conseguiu criar uma nova e muito melhor isca que trabalhou como um encanto com predadores que habitam as águas da área.


Assim, ele criou um ano mais tarde, "Dowagiac Bait Casting" uma isca projetada para a superfície, e que se tornou o primeiro reforço oficial da Heddon e que começou a ser comercializado para os pescadores locais.

Essa isca era muito feia, mas que lhe deu o início do seu legado!
Tendo em vista a ampla aceitação entre os pescadores que tiveram com esta nova atração, graças à sua tremenda eficácia, James Heddon decidiu criar uma empresa para vender suas criações em uma escala maior.


Por essa razão a empresa "Heddon Company" foi fundado em 1902. Os inícios foram difíceis, uma vez que James foi esculpindo suas criações em sua própria mesa de cozinha a mão até que em 1910 assinou um contrato com um fornecedor de vendas canadenses e colocou sua fábrica em Dowagiac, Michigan.


Antiga fábrica da Heddon em Michigan, que agora é Museu
James Heddon morreu em 1911 e não podia sequer imaginar o enorme sucesso que alcançaria suas iscas, mas seus filhos William e Charles decidiram continuar o negócio de seu pai e juntos ajudaram a transformá-lo em uma gigante da indústria da pesca.








A HEDDON É UMA DAS EMPRESAS QUE MAIS FABRICAM ISCAS ESDRÚXULAS MAS FUNCIONAIS, UMA ISCA MAIS ESQUISITA QUE A OUTRA!

Os filhos de James não só continuaram o legado deixado por seu pai, mas tinham uma visão comercial mais ampla e a marca Heddon continuou a crescer, e por volta de 1950, a empresa fabricou mais de 12.000 unidades por dia. Durante esses anos, a empresa também produziu outros produtos, como varas, carretilhas, molinetes e outros acessórios de pesca.

Esta isca chamada de "ZARA MOUSE", já não fabricada mais desde os anos de 99, foi a isca que fez eu GAMAR em iscas de superfície e ver os estouros mais espetaculares das traíras lá no sítio!!
A MARCA "HEDDON" HOJE EM DIA
William morreu em 1941 e depois Charles em 1955. Após a morte de Charles, foi quando os herdeiros do negócio Heddon transferiram o negócio para receber uma oferta suculenta para aproveitar os direitos de iscas que tinha criado o pai da Heddon.
Depois de várias mudanças de propriedade ainda hoje você pode encontrar essas famosas iscas, que evoluíram com o tempo, e continuar a desenhar os espelhos dágua para muitos predadores, tais como Bass e Pike acham as iscas Heddon completamente irresistíveis.

ZARA SPOOK (Aparição) é o carro chefe da empresa hoje em dia, principalmente aqui no Brasil, pra turma que lida com os tucunarés gigantescos do Amazonas
Resumindo a prosa pescadozada: Heddon é um sinônimo de pescaria produtiva e de uma isca que tem história e fez sua própria, e se tratando das nossas hoplias, as bichas não resistem mesmo e se tiver uma bocuda por perto rondando, pode ter certeza que ela vai abocanhar esta isca com toda certeza, principalmente se for uma de superfície como uma Zara Spook ou um Baby Torpedo.

Fontes: http://www.heddonmuseum.org
http://www.cotodepezca.com/senuelos-heddon-una-marca-historia

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Relembrando uma pescaria boa demais da conta sô!

Aooooooooo sertão véio sô do céu!!!
Tava fuçando umas fotos antigas e vi justamente esta, que para eu, foi a melhor pescaria que fiz lá no sítio até hoje. Isso aconteceu em 1996 acho, bem no comecinho quando comecei a pinxar hoplias de verdade, e naquela manhã eu peguei estas 4 traíras, a menor deu 700g e a maior deu 2kg!

Fisguei todas com uma frog preta de marca desconhecida, mas era uma isca achatada e com 2 pernas, inteiramente de silicone preto com uns riscos brancos.

Deu uma bela fritada de traíra em rodela na janta pra turma lá no sítio sô!!
Até hoje espero que aconteça uma pescaria dessa novamente, mas aquele dia eu tava com o rabo virado para a lua mesmo, porque depois a tarde meu tio João, meu tio Tonho e meu padrinho Paulo Japa desceram comigo pra ver a mágica da artificial que tinha pego tanta traira grande em uma manhã só, mas não deu um puxão sequer, muito menos uma batida na flor dágua.

Naquela época (1995 pra ser mais exato), para eles era novidade pescar com artificial e na verdade quem introduziu esta ideologia de artificial lá no sítio e mostrou isso fui EU, com muito custo e várias iscas perdidas e tiração de sarro deles dizendo que NUNCA iria conseguir pescar um peixe com estas iscas de plástico, mas provei ao contrário!!!!

Foi a melhor época da minha vida, sabendo que posava por lá umas 2 semanas a fio e não precisava trabalhar, apenas pescar, assistir Power Rangers primeira versão e curtir a vida como ela deve ser curtida, essa memória realmente, pra eu,  NÃO TEM PREÇO!

Era algo parecido com isso, mas o corpo era mais achatado ainda

Resumindo a prosa moçada: Daí eu acabei perdendo as 2 frogs que eu tinha + o spinnerbait Blue Fox de 2 colheres branco que eu tinha e praticamente acabou minha pescaria com artificial naquelas férias, fiquei apenas lidando com os curimbas e piavas na ceva com vara telescópica, porque naquela época era "PROOOBE" e não tinha grana pra comprar mais iscas e minha mãe não me dava uma isquinha sequer sô! hihihihihi

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ 2016 SÔ !!!!


AOOOOOOOOO SERTÃO VÉIO DESSE MEU RINCÃO BOIADEEEEERO SÔ DO CÉÉÉU!!!

SÓ QUERO QUE ESTE ANO DE 2016 SEJA MUITO MELHOR PARA TODOS E PRINCIPALMENTE PARA NÓS, PESCADOZADA DE TRAÍRA DESSE NOSSO PAÍS MARAVILHOSO CHAMADO BRASIL, E ETERNAMENTE GRATO POR TODOS MEUS SEGUIDORES E FÃS QUE ADMIRAM E SE IDENTIFICAM COM ESTE MEU  TRABALHO DE DIVULGAR ESTE PEIXE TÃO, MAS TÃÃÃO QUERIDO PELOS BRASILEIROS E TÃO DISSEMINADO POR ESTE BRASIL AFORA CHAMADA DE TRAÍRA, HOPLIAS, CHARUTO, DITACUJA, LOBÓ, WOLF FISH E O QUE MAIS QUISEREM.

FELIZ ANO NOVO A TODOS E VAMOS PESCAR MUUUUITO MAIS NESTE 2016 E QUE ESTE ANO TRAGA MUITAS ALEGRIAS PARA TODOS, POIS EU PROMETO A TODOS QUE TRAREI MAIS MATÉRIAS E RELATOS DA TURMA DESSE SERTÃO AFORA SÔ!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

RAPALA - Uma lenda em forma de isca!!!!

Aoooo sertão véio desse mundão sem porteeeeeeera sô!!!!
Hoje irei fazer um post que para eu, é uma honra, mesmo não sendo pago por este post por essa empresa gigantesca e marcante para todos os pescadores esportivos desse mundão véio (quero iscas grátis viu VMC!!! hihihihi) e não há quem não conheça ou que já não tenha ouvido falar dessa mega empresa de artificiais chamada RAPALA!


SINÔNIMO DE UMA LENDA, SEM MAIS.
Ela é um sinônimo de história, beleza, detalhe e por que não STATUS, principalmente nos dias de hoje que a CRISE tá assolando o Brasil e ter uma isca dessas que custa, no mínimo, R$ 50,00, ter na caixas algumas dessas é de deixar os colegas de pesca meio enciumado e te chamar de playboy com toda certeza sô! hihihiih

Lauri Rapala e seus filhos
Eu mesmo devo ter umas 06 Rapalas que adquiri nos meados de 1996 e que na época não eram tão caras e as guardo a 7 chaves na minha caixa de pesca e não pesco com elas de jeito manera e as aposentei, principalmente por serem tão, mas tããããão CARAS e, podem falar o que quiserem, são verdadeiras jóias no nosso mundo da pesca esportiva, posso compará-las a um ovo de pedras preciosas do meu amigo russo Peter Carl Fabergé (eu acho que nem tinha nascido ainda em 1920 quando ele morreu! hihihihihi).

O Homem é tão fantástico que já foi publicada sua biografia pelo escritor John E. Mitchell, chamado, RAPALA Legendary Fishing Lures
A história dessa empresa, ou melhor, do HOMEM que criou esta empresa é tão impressionante que me faz repensar o quão ponto uma pessoa pode chegar na criatividade para poder sustentar seus filhos e muito mais a CRIATIVIDADE de desenvolver algo que revolucionou o mundo pesca para todo sempre! Uma pessoa dessas foi tão, mas tãããããããão visionária que chego a pensar se era realmente desse mundo, pela genialidade, paciência e perseverança pra poder desenvolver algo tão magnífico e perfeita que é esta isca chamada RAPALA.

Eu pularia neste cesto cheio de Rapalas com certeza sô! hihihihihi

Agora chega de expressar o quanto amo esta isca e sou grato por ela existir em minha vida e vamos conhecer a história dessa pessoa nada menos que FODÁSTICA e muito mais que FANTÁSTICA, chamada LAURI RAPALA, o pai da pesca esportiva atual, sem sombra de dúvidas!


RAPALA trabalhando sua madeira tipo BALSA

O NASCIMENTO E VIDA DE UMA LENDA
Nascido em Sysmä, na Finlândia, Lauri Rapala compartilhou de sua casa com florestas perenes e centenas de lagos. Na idade de sete anos, sua mãe Mari mudou-se para a paróquia de Asikkala, cerca de 60 milhas a partir de Helsínquia. Os clérigos na freguesia não conseguiam lembrar o sobrenome de Mari, Saarinen, e então ele simplesmente trocou por RAPALA, na aldeia em Sysmä município a partir do qual eles haviam se mudado. A palavra finlandesa RAPA, significa "lama". Crianças finlandesas desta época eram geralmente colocadas para trabalhar assim que tornou-se capaz, Lauri fez o mesmo.

LAURI E RISTO RAPALA
Lauri conheceu Elma Leppänen quando ele estava na casa dos vinte anos, e eles se casaram em 1928. Eles moravam em casa de seus pais em Riihilahti até 1933. A economia da Europa estava em uma recessão durante este período, e isso piorou como os efeitos da Grande Depressão nos Estados Unidos chegou à Europa. Ele trabalhou como lenhador durante o inverno, e peão de fazendeiro ou pescador comercial no verão. Eles tiveram cinco filhos, Reino, Risto, Ensio, Esko, e Kauko.


Foto de Antonio Lopes da Silva - http://revistaaruana.blogspot.com.br

O PRINCÍPIO DE TUDO
Tudo começou em 1930 com um pescador finlandês rústico e humilde, Lauri Rapala, o qual fez uma observação genial e simplistica: Ao pescar no lago Päijänne na Finlândia, Lauri discretamente observou o comportamento dos peixes e anotou que os predadores famintos devorávam, de forma sistemática, os cardumes de peixinhos menores – e em particular aqueles peixes que estão debilitados ou feridos e cujo nado era irregular. E assim começa a maior história da pesca esportiva de todos os tempos...


Foto de Antonio Lopes da Silva - http://revistaaruana.blogspot.com.br

O EREMITA AMIGO
Lauri idealizou que se ele podesse talhar uma isca que imitasse os movimentos de um peixinho ferido, poderia então realizar um grande número de capturas, obtendo assim uma renda maior ao invés de dispender tanto tempo ocioso no reparo de espinhéis e redes. Depois de muita tentativa e erro, e com a ajuda de um eremita-pescador que vivia numa ilha do lago Päijänne, Toivo Pylväläinen, e amigo de Lauri, ele criou uma atração com a oscilação direita para imitar um peixe ferido.


Toivo e sua vida simples em sua choupana de pescador na Finlândia
Lauri Rapala e seu amigo Toivo Pylväläinen

E foi assim que em 1936, Lauri Rapala iniciou seu projeto na produção de sua primeira isca artificial - a qual começou a tomar forma usando cortiça, uma lixa e faca de couros de sapateiro. O papel de alumínio, que servia de invólucro para as barras de chocolate, foi utilizado para imitar as escamas e a pelicula de negativos fotográficos derretida revestia e protegia o acabamento – mas o mais importante é que a isca imitava com perfeição a ação de nado de um peixinho ferido. A história e lenda reportam capturas de 270 kilos diários com sua nova isca e a reputação assim crescia sendo o resto, como dizem, parte da história.



Foto de Antonio Lopes da Silva - http://revistaaruana.blogspot.com.br

A primeira isca foi um prelúdio para seus descendentes – o Original Floating legendário da Rapala – com um movimento que os peixes não podem resistir – uma isca que ajudou aos pescadores experimentar a maior emoção nas pescarias no mundo inteiro.


Original Floating, o marco para o início de uma mega marca e uma lenda


Lauri Rapala entalhando uma isca em balsa, gênio!

Como os pescadores começaram a fisgar mais peixes e até peixes de maior porte com as iscas da Rapala, tornou-se evidente que o que provocava os peixes era a ação sedutora e o balanço especial da isca. Pois embora houvessem diferenças entre os peixes em qualquer parte do mundo, os predadores e os peixes menores seguem todos o mesmo padrão de comportamento. Os peixes maiores atacam os peixes pequenos feridos. Por isso, Lauri testou cada isca para se certificar que o nado verdadeiro fosse idêntico à “ação original peixinho-ferido.” Não era a forma mais rápida para se fazer uma isca artificial, mas era a única maneira de se fazer uma Rapala (até hoje todas as iscas Rapala são ajustadas a mão e testadas em tanque para garantir um nado perfeito e equilibrado). A ação de uma Rapala e tão distinta como uma impressão digital de uma pessoa, uma ação que nenhuma outra fábrica de iscas pôde duplicar.


Um dos tanques de testes na fábrica da Rapala

Quando irrompeu a guerra na Europa, em 1939, a escassez se levantou, e Lauri começou a fazer suas iscas de casca de árvore. Durante a guerra, sua atração havia conseguido alguma promoção. Dinamite foi por vezes utilizado para obter peixe, mas Lauri disse que sua isca iria pegar mais peixes. Ele e seus amigos fizeram um concurso, e ele o que tinha sido "apanhado" com dinamite, pegando 78 peixes em poucas horas.


Foto de Antonio Lopes da Silva - http://revistaaruana.blogspot.com.br

Depois da guerra, a demanda por suas iscas aumentou, então ele contou com a ajuda de seus filhos, ensinando-lhes a arte de fazer as iscas. Ensio se saiu tão bem que ele alcançou um prêmio de artesanato nacional com isso. Elma ficava com a contabilidade, e escreveu e projetou a cópia promocional para as caixas das iscas. Eles desenvolveram máquinas para melhorar a eficiência e a qualidade das atrações, para tê-las lixadas e polidas, e para tornar a atração dos corpos idênticos.

O COMEÇO DE UMA NOVA ERA PESCATÍCIA
E assim com cada viagem de pesca inesquecível, cada tarde bem sucedida de sábado com um filho num lago local da pesca, a lenda da Rapala foi crescendo, e uma confiança profunda nas iscas Rapala começou a tomar forma entre os pescadores. Pescadores amadores transformaram-se profissionais. Os pais transformaram-se heróis. E mais e mais pescadores começaram a procurar as iscas artificiais da Rapala.


Um dos gerentes comerciais mostrando a Original Float na fábrica

Para milhões, o sucesso podia ser medido pelo número de crescimento dos peixes na categoria de troféu, capturados com as iscas Rapala (até ao presente momento nenhuma outra marca de iscas artificiais é detentora de tantos recordes mundiais). E porque nós da Rapala somos pescadores em primeiro lugar, sabemos não somente do que nossos colegas pescadores necessitam, mas também o que não podem deixar de ter, como quando a Shad Rap entrou em cena de forma dramática. 


Caixas onde eles guardam a isca semi pronta antes de dar o acabamento

A reputação da habilidade incomparável da Shad Rap em fisgar peixes alastrou-se como um incêndio florestal. As iscas esgotaram-se em quase todas as lojas de pesca. Algumas lojas alugavam as Shad Rap por dia – e até mesmo por hora (sim, era tão boa...). Vinte anos mais tarde a Shad Rap ainda é uma das iscas mais bem sucedidas da Rapala.


Rapala Shad Rap, uma das iscas que mais se parecem com lambari fugindo de uma traíra que eu já vi!
Este modelo em especial é para profundidade

Da mesma forma, as fileteiras introduzidas pela Rapala facilitaram a experiência de pesca para milhões. Até então, os pescadores tiveram uma longa história de dificuldades ao escamar e filetar os peixes. O design afiado e a flexibilidade original das facas da Rapala fizeram o trabalho de escamar e filetar mais fácil, e tanto é que até hoje a Rapala ainda tem as facas de filetar mais vendidas no mundo.


Fish’n Fillet da Rapala, lendária faca fileteira!

E assim iniciava-se a pedra fundamental da Rapala. Os sucessos da Original Floating, Shad Rap e do Fish’n Fillet foram seguidos por outros produtos da Rapala que adentravam aos poucos nas caixas de pesca e nos livros da história. Iscas como os Magnums, Rattlin’ Rapala, CountDown, Skitter Walk, Twitchin’ Rap, X-Rap e o Tail Dancer da edição limitada.









Existe uma razão pela qual mais pescadores no mundo inteiro depositam sua fé na Rapala. É uma confiança que propagou-se a todos os continentes e em mais de 140 países – e é comprovada pelos mais de 20 milhões de iscas da Rapala vendidos todos os anos. Resumindo de forma simples, os produtos da Rapala transformam os pescadores em pescadores melhores. Não existe pressa para se introduzir algo novo, e todos os produtos chegam manufaturados com cuidado e anos da experiência. Não existem atalhos, nem meios termos. É uma herança da qualidade que pode ser vista em cada isca, cada faca de filetar, cada ferramenta, e cada lançamento como o que se vê nas nossas linhas de pesca de qualidade superior. É uma herança que continua com ofertas novas da Rapala; como as varas de alto nível nos grafites mais requintados, super-linhas de multifilamento, iscas novas revolucionárias com ações e revestimentos novos, etc. – em poucas palavras, maneiras novas de fisgar mais peixes.


Edição Limitada do ANGRY BIRDS para atrair a criançada a pescar, os caras são poderosos mesmo!





O doce sabor do sucesso permanece por muito tempo, pescaria após pescaria bem sucedida. Ainda depois de uma inumerável quantidade de robalos, tucunarés, dourados, traíras, trairões, etc. pescados no Brasil, a Rapala continua a resistir à prova do tempo. Através de altos e baixos na indústria. Através das frentes mais frias e recessões. Porque com Rapala, uma verdade simples prevalece: aquilo que é irresistível para um peixe – será sempre irresistível ao pescador esportivo também.

Estátua em homenagem a Lauri Rapala, falecido em 1974 na Finlândia
AQUI SEGUE UM VIDEO EM ESPANHOL (DÁ PRA ENTENDER SIM) SOBRE A VIDA DE LAURI RAPALA E SUA LENDÁRIA ISCA.

Resumindo essa prosa maravilhosa pescadozada: Lauri Rapala foi e sempre será o CARA que plantou a pedra magma inicial neste meio pescatício nosso de hoje em dia e foi um cara tão FODÁSTICO que vai ser difícil, ou quase impossível, aparecer alguém com algo tão brilhante neste nosso meio da pesca, que, se aparecer, eu acho que estarei embaixo da terra em forma de adubo faz tempo sô!!! Principalmente porque naquela época não existia smartphone, redes sociais e internet para apodrecer a mente das pessoas e deixá-las mais preguiçosas para pensar e criar algo espetacular! hihihihihi

Fontes: http://www.normark.com.br/empresa/historia-rapala/

http://revistaaruana.blogspot.com.br/2015/01/rapala-historia-de-uma-isca-artificial.html

http://realsreels.com/baits/historyofthefinishminnow.html

http://fishinghistory.blogspot.com.br/2008/07/finnish-minnow-by-henrik-londen-update.html

http://seura.fi/ihmiset/tarinat/katosi-hyvasta-virasta-aloitti-uuden-elaman-paijanteen-erikoinen-erakko-opetti-rapalan-perustajalle-kuinka-tehda-uistimia/

https://en.wikipedia.org/wiki/Lauri_Rapala

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Chatterbait, uma isca perfeita para as Hoplias!

Oláááá trem bão, pescatício desse meu sertão brasileeero sô!
Hoje irei postar uma matéria, também da revista Pesca & Cia que eu achei simplesmente DEMAIS e um material muito bacana pra turma que quer começar a pinxar hoplias com esta isca que pode ser o verdadeiro coringa em sua caixa de pesca.

Eu estou simplesmente amando esta isca, tanto quanto amo spinnerbait e frogs, mas estou aprendendo também a utilizá-la pois é uma isca nova em minha vida pescatícia e estou aprendendo cada dia e arremesso que faço com esta pequenina isca. 

Então ótima leitura a todos e vamos aprender um pouco mais sobre esta modalidade de isca.

Linda Hoplias capturada no Chatterbait preto e vermelho

UMA ISCA CRIADA PARA O BLACK BASS, MAS QUE CHEGA PARA FAZER SUCESSO NA PESCARIA DE TRAÍRA!

Uma isca diferente, parte rubber jig, parte spinnerbait e jig head. Assim é a chatterbait, ar­tificial que surgiu nos Estados Unidos em meados do ano de 2000 e logo virou uma mania, afinal, a artificial tinha ajudado alguns pescadores a conseguirem uma boa classificação em uma com­petição de black bass, no Texas.

No Japão, pode-se dizer que essa mania começou com o pescador Katsukata Imae, campeão da JB World. Em 2009, quando essa artificial foi lançada, virou febre praticamente em todos os lagos do Japão e principalmente no Biwa. Em 2010 ele fez algumas alterações no desenho da artificial, melhorando muito o seu rendimento. 

AS CHATTERBAITS FEITAS NO BRASIL PODEM PASSAR POR UMA SÉRIE DE ADAPTAÇÕES, TORNANDO AS MAIS EFICAZES E PRODUTIVAS.

E como a maioria das iscas ar­tificiais de água doce lançadas no mundo são desenhadas com a intenção de pescar o black bass, logo os grandes fabricantes de artificiais começaram a projetar suas chat­terbaits e a melhorar o formato da cabeça, lâmina, anzol e cerdas. Afinal, o mercado de competições, tanto o profissional como o amador, rendem milhares de dólares nos EUA, Japão e Europa. 

Fábio Zurlini com uma bela hoplias pega com a tal isca
Infelizmente, os países da Améri­ca do Sul ainda não tiram proveito da pescaria do bass, a grande maio­ria por não possuírem a espécie, outros, como o Brasil, por não conseguirem enxergar o valor dessa incrível espécie.

RAIO-X DA ISCA
Esta incrível isca é dotada de uma cabeça metálica, similar aos spinnerbaits, uma saia de borracha ou silicone, similar ao rubber jig, e frontal uma lâmina que poderá ser feita de aço inox ou alumínio. Esta pequena chapa, que pode ser reta ou curva, é determinante para sua incrível ação. 


Esta barbela metálica tem a função de imprimir vibração na isca, provocando um grande deslocamento de ação uma ação bastante natural. Além dessas características, o pescador vai ter a seu favor o bri­lho da lâmina e uma proteção aos enroscos, pois, ao nadar, se a artificial colidir com a estrutura, a barbela tende a proteger a ponta do anzol, diminuindo as chances de ficar presa. 

A chatterbait é praticamente um spinnerbait sem o V de arame sem as colheres com uma chapinha de metal na frente que deixa as hoplias enlouquecidas!

Para dar maior vida às chatters, o pescador pode adicionar os traillers. Aqui, uma imensidão de modelos pode ser usada. Eu prefiro as de cauda reta, do tipo paddletail e shads. O trailler ajuda a conseguir uma apresentação mais suave, o que é ideal para dias em que o peixe está mais manhoso.


O Pescador Sidney Henrique (grande pescador e desenvolvedor de chatterbaits e spinnerbaits do Brasil) fazendo uma de suas criações para a reportagem.
Entre os modelos disponíveis no mercado, costumo usar os de peso l/4oz, 3/8 oz e 1/2 oz, de procedência japonesa, como Megabass, Imakatsu e Jackall. Ainda integram meu estojo de pesca os materiais da americana Z-Man e uma artificial made in Brasil, feita pelo pescador Sidney Henrique Candido, de Guaxupé (MG). Ele produz a chatter de forma artesanal, com matéria-prima do exterior e sua ação é similar à das importada. Eu testei e aprovo.


A PRINCIPAL FUNÇÃO DA ISCA É A CAPACIDADE DE VIBRAÇÃO QUE ATRAI OS PEIXES EM TODAS SITUAÇÕES.

NOVO ALVO
Que a chatterbait funciona para o black bass todo mundo já percebeu. Por aqui, no Brasil, os pescadores já utilizam esse tipo de isca para a pesca da traíra. Na primeira vez em que eu a utilizei, tive uma pescaria fantásti­ca, realmente surpreendente. Foram diversas traíras de grande porte em apenas meio período de pesca. Infe­lizmente, pescava sozinho e não con­segui fazer fotos minhas segurando o peixe, apenas do exemplar na grama. 

Esta Hoplias não resistiu a esta tentação de isca

Assim como acontece com o black bass, as traíras sentem a vibração da chatterbait de longe. Como essa artificial é normalmente trabalhada com recolhimento contínuo, quando o peixe sente que ela está passando ao seu lado, ataca de imediato, o que chamamos de ataque por reação. Nessa situação, o peixe primeiro abocanha e depois vai ver se o que mordeu é um alimento ou não, pois ele aproveita a oportunidade para poupar energia, uma vez que a co­mida bateu em sua porta.


COMO E ONDE TRABALHAR
A traíra parece atacar a chatterbait por raiva, tamanha a violência em­pregada na hora do ataque. 

Mas antes de colocá-las em ação, primeiro você deve escolher a cor de sua artificial. Hoje posso falar que as duas cores marcantes para a pesca da espécie são a vermelha e a preta. Isso acontece provavelmente porque elas ficam mais destacadas na cor de água em que costumo pescar, que tende a ser uma água limpa, mas levemente barrenta, comum nos açudes de todo o País. 

Caso o local em que você for pescar tenha a água limpa, uma isca com cerdas transparentes, com dorso mais escuro ou cores escuras e natu­rais (green pumpkin), é quase certo que terá bons resultados. 

Depois da cor, você terá que des­cobrir a melhor faixa de captura, o que é relativamente fácil porque a chatter pode ser trabalhada em qual­quer profundidade, basta variar o seu recolhimento de rápido para lento.


Por esse motivo gosto de usar a chatterbait para explorar regiões do lago que tenham uma maior pro­fundidade, com paus e pedras, ou até mesmo nas laterais da vegetação. 

Geralmente são lugares em que o pescador deixa de pescar por não ter uma isca apropriada que alcance o ponto desejado ou por ter medo de usar um plug que acabe enroscado. A chatterbait vai acabar funcionando como um spinnerbait.

COMO TRABALHAR
Como diz meu amigo e guia Braguinha, não é o pescador que define forma e trabalho da isca, mas o peixe e como ele estará comendo. 

Seguindo esta linha de raciocínio, vario a velocidade de recolhimento ou de caída da isca dentro das se­guintes formas de trabalho: no fundo, com recolhimento contínuo em que a isca percorrerá uma grande área pelo fundo, passando ao lado das estrutu­ras; recolhimento na meia-água, que é realizado com o recolhimento e eventualmente com paradas ou to­ques para capturar o peixe suspenso; e finalmente o rápido logo abaixo da superfície, que é mortal para as traíras. 

Para isso, o recolhimento continuo deve ser acelerado assim que a isca tocar a água e não parar de recolher. Ela vem passando pelas estruturas e, ao bater, a breve pausa que ela faz no nado é o momento em que o peixe costuma atacar. Se você parar de recolher quando estiver passando pela estrutura, é provável que ela enrosque.


TER UM EQUIPAMENTO BALANCEADO É GARANTIA CERTA DE EMOÇÃO NA PESCA DE TRAÍRAS COM CHATTERBAIT

OQUE UTILIZAR
Vou começar pelas varas. Hoje uti­lizo dois modelos acima e 6'. A primeira é uma Cyclone da Megabass, F4-66X para linhas de 8 a 20 lb e ação regular. Uso esse modelo para iscas menores e trabalho mais lento, sem exercer muita pressão na ponta da vara. Com ela trabalho um mais fundo e consigo uma boa vibração. 

Chatterbait e seu trabalho de vibração e atração para as ditacujas

O outro modelo é uma Elseil, F4-6.1IX, também da Megabass. Ela tam­bém é indicada para linhas de 8 a 201b, só que tem uma ação mais rápida que a anterior. Por ela ser mais comprida e rápida, consigo maior distância nos arremessos, trabalhar um chatter mais passado (cerca de 10 g a 14g) e rápido (aquele usado rente à superfície), sem comprometer a fisgada.


Para formar o conjunto, uso carre­tilha de perfil baixo, que é bastante confortável e anatômica, abastecida com linha da marca Sunline. 


Para o recolhimento contínuo, uso a Machinegun Cast de 12 lb. Trata-se de uma linha de náilon, extrema­mente macia, o que ajuda a ganhar distância nos arremessos. Sua cor marrom praticamente a deixa invi­sível nos lagos onde pesco.

Se a intenção for uma linha de res­posta mais rápida para fisgadas pre­cisas e mais sensível para percepção de estruturas em locais mais fundos, uso FC Sniper de 12 lb, que é um fluorcarbono transparente.


Matéria: Revista Pesca & Cia - Fevereiro 2014
Texto: Pescador Fábio Zurlini