sexta-feira, 18 de maio de 2018

Rio Itapetininga de outras épocas...

Aooooooooooo sertão da roça véia sô!!!
Estou postando aqui umas fotos de uma era que não existe mais aqui na minha região, de um rio que praticamente foi a primeira coisa que os pioneiros que acamparam por estas bandas viram naquele momento... o saudoso e caudaloso rio Itapetininga.
Todos os moradores daqui da cidade, com certeza já pescaram tambiú, ximborê, bananinha, piava, curimba, mandi, tabarana e até dourado, uma vez na vida nesse rio que tem um significado muito importante para a cidade, pena que ele está, hoje em dia, depredado, desgastado, poluído em algumas partes, assoreado, "caçadores" passam tarrafa e rede a torto e direita neste belo rio, mas há vários movimentos de proteção e Ibama que vivem de olho nessa cambada do cão.


A exemplo de muitas cidades da região, Itapetininga também se desenvolveu na esteira do tropeirismo. O local foi ponto de descanso dos tropeiros, que montavam ranchos e arraiais para o pouso, antes de seguirem em direção ao Sul. O primeiro núcleo de tropeiros na região de Itapetininga surgiu em 1724, quando descobriu-se que o pasto no local era abundante e a terra fértil para o plantio. A estes fatores somou-se a distância da vila de Sorocaba - doze léguas - que correspondia a uma jornada de tropa solta. Por volta de 1760, um grupo de portugueses, chefiado por Domingos José Vieira, deixou o primeiro núcleo (hoje, bairro do Porto) e formou outro, em um local alto e circundado por dois ribeirões.

Padaria e Confeitaria Vadozinho era muito popular na cidade na década de 20, uma época que não existe mais.
Mas nos anos de 20, 30 e 40 como mostram as fotos, era uma mataria virgem fechada e tinha muitos bichos selvagens e muito peixe na água, e as pessoas nessa época com certeza cansaram-se de pescar douradões de 15kg e mandis que pareciam pintados de tão gordos e grandes.

Caçada às margens do Rio Itapetininga, que habitavam muitas onças, capivaras, veados, catetos e muitas cotias

Um pic nic em um dos barquinhos às margens do rio Itapetininga

Foto épica de um pescador usando uma taquara gigante como caniço, amarrado em um latão como bóia para pescar os douradões gigantes que habitavam aquelas corredeiras.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Teddy Vieira - Grande compositor e pescador

Aoooooooo sertão véio que finalmente apareci depois de 5 meses de ausência sô!!!
Depois de desaparecer por muita correria da vida e cotidiano resolvi postar esta matéria em homenagem ao maior compositor da minha terra de Itapetininga, chamado TEDDY VIEIRAComo estou estudando a viola caipira e gostando muito desse tal instrumento de 10 cordas, resolvi prestar essa homenagem ao grande Teddy justamente por saber que ele foi um grande pescador, caçador (na época que existia muitos animais silvestres e podia caçar legalmente) e um compositor fenomenal, pai da eterna música "O Menino da Porteira".


Se existiu uma personalidade na região de Itapetininga que deixou sua marca para todo o sempre, com certeza foi Teddy Vieira, pai de várias canções caipiras e que até hoje são regravadas, mas que a maioria de jovens da própria cidade desconhecem.

Quem aprecia uma bela moda de viola das antigas com uma letra bem trabalhada que conta uma história que muitas vezes pode ter acontecido no passado com alguém, com certeza tem o dedo do nosso grande compositor conterrâneo Teddy Vieira de Azevedo que nasceu em Itapetininga, em 23 de dezembro de 1922.

Pescaria de piavas e curimbas no rio Itapetininga, quando tinha peixe de verdade.

Pescaria farta naquela época, era jogar o anzol e pegar sem voltar sapateiro!
Considerado um dos mais bem sucedidos compositores caipiras. Ao terminar o curso primário, em sua cidade natal, transferiu-se para São Paulo. Aos 18 anos escrevia versos caipiras e em 1948 teve suas duas primeiras músicas gravadas, pela dupla Mineiro e Manduzinho: "Preto de Alma Branca" (parceria com Lauripe Pedroso) e "João-de-Barro" (parceria com Muibo Cury), em etiqueta particular. 

“João-de-Barro" teve inúmeras regravações, algumas de um grande sucesso (como a de Sérgio Reis, em 1974, pela RCA). O cururu "O Menino da Porteira" (de Teddy Vieira e Luizinho), um dos clássicos caipiras, foi gravado por Luizinho, Limeira e Zezinha em 1955 na RCA Víctor. Essa gravação consagrou-o como compositor.

Caçada de viado

Dia de caçada de cotia no sertão da região de Buri

Uma caçada de porco do mato no interior da cidadezinha de Buri
Teddy Vieira era sub-tenente do Exército, da Reserva, e nas horas vagas, compunha aquelas modas-de-viola, cururus, toadas e ritmos que marcaram sua passagem por este mundo.

Em 1956 Teddy Vieira passou a ser diretor-sertanejo da Colúmbia, depois CBS, lançando então a dupla caipira Tião Carreiro e Pardinho, que obteve rápido sucesso com "Cavaleiros de Bom Jesus" (de Teddy Vieira, João Alves e Nhô Silva). 

No mesmo ano, Moreno e Moreninho gravaram na Colúmbia, o cururu "Treze de Maio" (de Teddy Vieira, Riachão e Riachinho). Ainda em 1956 lançou em discos a dupla Zico e Zéca, com composições que marcaram época, como "A Enxada e a Caneta" (parceria com Capitão Barduíno). 

Mário Zan assinando contrato com a Chantecler com Teddy Vieira
Em 1958 Teddy Vieira mudou para a Chantecler, com o cargo de assessor do diretor artístico da gravadora (que era o Palmeira). Em 1962, após a saída de Palmeira da Chantecler, Teddy trabalhava como assistente artístico.

Contudo, não deixou de compor, e suas músicas continuavam sendo grandes sucessos. Em 1964, por exemplo, "Bandeireiro do Divino" (feita em parceria com Alves Lima), gravada por Tonico e Tinoco, foi um dos maiores sucessos da gravadora.

Teddy Vieira na rádio gravando
Foi indiscutivelmente, em seu tempo, o maior nome da composição sertaneja. Até hoje, suas músicas são muito executadas e continuam fazendo sucesso, como é o caso de "O Menino da Porteira" e "João-de-Barro".



Em 1957 casou-se com América Risso e deste casamento nasceu seu único filho, Teddy Vieira de Azevedo Filho. Teddy Vieira colaborou decisivamente para o surgimento de muitos artistas sertanejos como Leôncio e Leonel, Zico e Zéca, Liu e Léu, Vieira e Vieirinha, Sulino e Marrueiro, Mineiro e Manduzinho, Zilo e Zalo, Waldomiro e Waldemar, entre outros. Ajudou também muitos compositores, encaixando suas músicas, como Lourival dos Santos, Carreirinho, Luiz de Castro, Benedito Seviero, Sebastião Víctor, Roque José de Almeida e Nelson Gomes.

Monumento na cidade de Ouro Fino/MG do Menino da Porteira
Teddy Vieira é de Itapetininga, mas seu lugar preferido era Buri, onde ia descansar e fazer suas caçadas e pescarias. E foi numa dessas viagens à Buri, que Teddy veio a perder a vida em 16 de dezembro de 1965 num trágico acidente automobilístico na Rodovia Raposo Tavares no seu carro Simca Chambord. Também vieram a perder a vida neste acidente o cantor Paulo Queiroz, e Lauripe Pedroso que fazia parte da dupla Irmãos Divino.


 Fonte: recantocaipira.com.br

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pescaria boa neste fds!!

Aoooooooooooooo sertão véio desse rincão da roça adentro sô!!!!
Finalmente o tempo acertou aqui no sertão, que até agora, estava uma friagem medonha que não tinha fim e não tinha feito uma pescaria decente de hoplias. Peguei a muié e a criançada e zarpamos pra  roça com minha tia pra relembrar os velhos tempos e aproveitar pra pinxar umas dentuças pra assentar a vontade de pescar.
Minha escola de pescaria é essa, não troco por nada sô
Ao chegar, fui lá arrumar minha traia e as varas e não sei pq cargas dágua resolvi ir na casinha de madeira que tem lá onde o meu véio Tonho guardava as suas ferramentas e as sementes, e reparei que o sabiá-laranjeira fez seu ninho bem no palanque que sustenta o telhado e a par com a escada, uma belezinha de ninho bem feitinho, enquanto isso o canário da terra estava preparando seu ninho numa latinha que está pregada no caibro da área bem no baixo, pois agora raramente aparece gente por lá... amo essas coisas simples que só na roça tem viu.
O ninho do sabiá-laranjeira na casinha de ferramentas, um dos ninhos mais bem feitos que eu já vi um passarinho fazer.
Convidei meu filho pra ir junto mas o danado não quis ir pra ficar dormindo a tarde, então resolvi eu me aventurar novamente nessa lagoa onde pesca há 15 anos e é minha escola na pescaria e as hoplias são as professoras. Tentei brincar com o spinnerbait mas estava sem vento e calor, que nem tentei muito e fui lidar com as frogs, pois queria sentir a adrenalina de uma explosão na água e ver o coração pular pra fora do peito de susto.

As minhas frogs estão tão detonadas, mas ainda pegam traíras... sai até fumaça! rsrsrs
Chegando lá no ponto onde frequento percebi que alguém fora pescar por lá e arrumou melhor a toceira que eu estava faz tempo subir em cima e ficou simplesmente perfeito pra lançar as frogs perto da margem onde só tem mato submerso e aguapés na flor dágua, permitindo apenas iscas anti-enrosco.

Traíra amarelona saiu na frog com muita luta 
A primeira traíra do dia fez um rebuliço na superfície mas não peguei, pois a frog é uma das iscas com mais insucessos de fisgadas do que outras, mas com o tempo a pessoa pega a prática e tem que controlar a ansiedade de fisgada pois a traíra tem que ajeitar a isca na boca antes de fisgar. Bateu umas par e nada de traíra no meu alicate, por fim peguei a primeira pequena. Depois de solta não demorou muito, quase a um metro de mim bateu uma baita que engoliu a isca de réééiva e essa eu peguei com gosto que quase morri de susto. Escureceu e não peguei mais nada então resolvi ir embora jantar, tomar banho e dormir para o dia seguinte de luta.

Mesmo pegando hoplias, não consigo parar de pensar no meu velho tio que se foi há 05 meses atrás, saudade matadera que tá difícil tirar do peito.
Dia seguinte amanheceu, acordei por volta das 06h da manhã só pra ver o nascer do sol que estava meio frio por sinal, fiquei com medo que esfriasse, então fiz uma prece olhando aquele sol magnífico que se levantava e meditei para que minha pescaria fosse boa. Depois de tomar um café preto feito no coadô de pano, típico da roça, por volta das 09h desci com a traia atra´s das ditacujas e ver no que dava. Chegando lá comecei a bater as frogs e nada vinha na isca... por volta das 10:30h peguei uma pequenina e outras batidas de traíras na frogs também apareceram, mas nada alem disso, Fora uma vespa preta que fez um ninho na toceira da frente me picou a testa, foi bom pra ficar ligado e grilado também pra não bater a frog naquele enxame que não dava pra ver.

Frog vem nadando por cima dágua, e traíra nenhuma resiste, AMO esta isca.
Depois do almoço, meu filho veio comigo por volta das 15h e fomos novamente lidar com as dentuças, e começamos a lidar com as frogs. Meu filho, pra variar, enroscou sua isca na cerca que estava no meio do capim submerso e resolveu ir tirar a isca, e por sorte, ele conseguiu tirar sua isca e uma isca que eu havia enroscado o ano passado no palanque próximo e foi a primeira vez que recuperei uma frog depois de muito tempo perdido e o tempo não havia feito nada na isca, apenas cresceu limbos mas fora isso, nada de ruim aconteceu a isca.

O meu bb Pe foi tirar a isca dele e a minha no palanque da frente que havia enroscado.

Esse meu filho estou tentando mostrar pra ele a magia da pescaria, vamos ver futuramente.
A tarde não havia batido traíra nenhuma ainda, mas o calor estava nos torrando vivo pois esquecemos de passar o protetor solar, e, de repente, há uns 60m do meu lado direito, vi uma senhora de uma traíra explodindo em algo na flor dágua, não sei se era um rato, um peixinho ou uma rã, só sei que deu pra ver perfeitamente um toco gigante se debatendo na superfície e depois sumiu, peguei minha carreta e tentei lançar lá mas só dava cabeleira pois eu tinha desligado o freio centrífugo pra lançar mais longe, e até que consegui lançar um pouco próximo. No primeiro toque de ponta de vara explodiu a isca na flor dágua e começou a briga, comecei a guinchar a traíra no meio do mato e até que chegando próximo ela me enrosca na toceira do lado, tive que chamar meu filho pra tirar a hoplias do enrosco já que ele estava dentro dágua mesmo, então ela veio. 

A pequenina não resistiu minha frog.
Depois de solta a danada, fui tentar pegar a gigante que eu tinha visto, até que consegui lançar a isca em cima do rebojo daquela hora, no primeiro toque a hoplias gigante nem pulou, ela apenas abocanhou a isca e afundou, tentei fisgar e a briga começou, tenteei pra cá e pra lá, mas pra variar, a baitela me escapa... foi o fim pra mim, tentei lançar várias vezes depois no mesmo lugar, mas a gigante já havia se escondido no meio do mato e depois dessa sessou os ataques e nem pequenas não bateu mis por tanto calor que fazia, Resolvemos ir embora pois eu estava torrado do sol e cansado e com dor nas costas pelo esforço da empreitada em cima da toceira, finalizamos a pescaria arrumamos as coisas, tomamos banho e viemos embora para planejarmos outras pescaria na famosa lagoa das traíras aqui na roça adentro sô!!

Essa hoplias estava até machucada no lombo de uma mordida de uma traíra maior que ela!!


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Um conterrâneo aqui da roça pinxando hoplias!

Aooooooooooooooooooooo sertão véio sem porteeeeeeera sô!
Tô postando aqui um pescador que tá arrepiando na artificial atrás das ditacujas e pegou uma senhora de uma dentuça na Frog Artificial branca. O nome do pescador é MATHEUS HUNTTER e duelou com esta baitela de 1.5k na lagoa da Chapadinha, um bairro próximo aqui da cidade, onde eu já me arrisquei no passado mas não fui mais lá porque eu não peguei nada quando fui pescar pr lá.

Por isso digo a todos do blog, insista na frog artificial, pois é uma isca facil de se trabalhar e não enrosca.

Bela foto digna de uma matéria de revista de pesca, com certeza sô!

sábado, 21 de outubro de 2017

VIRAMO 500.000 SÔ!!

AOOOOOOOOOOO SERTÃO DA ROÇA VÉIA!!!
CHEGUEMO AO PONTERO 500.000 E AGRADEÇO QUEM ME ACOMPANHA COM AS POSTAGENS E COM VIDEOS QUE VIRA E MEXE ANDO COLOCANDO AQUI DESDE 2011 E PELO JEITO, A TURMA TÁ GOSTANDO E ASSIM PERMANECEREI POSTANDO.

NÃO POSTO COM TANTA FREQUENCIA PORQUE A ÉPOCA DO PINXO DA DITACUJA POR AQUI É NO COMEÇO E NO FIM DO ANO, ENTÃO NESSE MEIO TEMPO VOU CONTINUAR COLOCANDO MATÉRIAS REFERENTE A PESCA E DICAS DA NOSSA QUERIDA HOPLIAS MALABARICUS, VULGO "TRAÍRA" QUE TANTO AMAMOS.

OBRIGADO POR ME VISITAR 500.000 VEZES E SEMPRE APAREÇA NO RANCHO DESSE CABOCLO AQUI DA ROÇA QUE ADORA UM PINXO DE UMA DENTUÇA NO AÇUDE VÉIO AQUI DO SERTÃO DO MATO E VOCÊ SEMPRE SERÁ MEU CONVIDADO DE HONRA AQUI NO BLOG, SÔ DO CÉU!!!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Apenas uma homenagem ao meu velho mestre...

Pois é meu povo pescatício desse sertão sertanejo.... os meses passam mas a dor apenas aumenta só de lembrar que não tenho mais o meu velho mestre TONHO do ao meu lado para contarmos os resultados das pescarias de piavas, curimbas e traíras lá no sítio, ou apenas de conversarmos mesmo que é o que eu mais sinto saudades, pois era um homem que NUNCA desejou o mal pra ninguém e nunca ouvi ou vi ele maldizer a vida ou falar em morrer, era uma coisa impressionante mesmo. Nunca se queixava de dor, por ser um homem extremamente forte e raçudo, nunca vi doente ou reclamando de nada, mesmo por falta de dinheiro. A pessoa poderia estar cabisbaixa e se passasse perto dele, já riria de alguma piada que ele contaria, era uma pessoa fora do normal mesmo, sem sombra de dúvidas.

Até agora não tive vontade de voltar lá no sítio, e quem sabe até coragem de ver aquela roça sem o velho mestre tocando as vacas ou apenas olhando para o horizonte e conversando conosco e falando sobre tralhas de pesca e pescaria que ocorreram no passado. Mas apenas o que me restou foram as ótimas lembranças e eu pelo menos demonstrei todo meu afeto enquanto esteve vivo e agora depois que se foi para sempre, mas permanecerá em nossas memórias para o além... 

E apenas o que eu posso fazer é uma simples homenagem para alguém que realmente eu considerei em vida e que, sem sombras de dúvida, deixou um extremo vazio neste pedaço de chão sertanejo e entrou para a história em minhas lembranças.

PS: Só não reparem nos erros na viola, pois estou aprendendo agora este lindo instrumento caipira e 100% brasileiro que eu amo por demais da conta.


sábado, 5 de agosto de 2017

Enquanto isso no inverno....

Aooooooooooooo sertão véio desse rincão sô!!!
Enquanto o inverno ta pegando pesado por aqui onde tenho vontade apenas de hibernar igual urso bebendo um belo de um chocolate quente e comendo torradas, muitos já estão se aventurando na beira dos açudes e rios atrás de peixes de todos os tipos.
Mas como todos sabem, não pesco nesse friagem nem a paulada! Primeiro é que nunca pesquei absolutamente NADA no frio e segundo é que friagem meu corpito fica muuuuuito mais lento e sem vontade alguma de sair de casa, então fico quietinho até passar esse gelo do cão mesmo, não tem problema algum!

Mas enquanto não passa essas baixas temperaturas, principalmente aqui na minha cidade onde a friagem pega pesado, vou postar um video de umas solturas de traíras lá do lado argentino, pois além de pescar temos que também preservar, e preservando é que teremos peixes para todo sempre. Na Argentina e Uruguai é onde são conhecidas nossas hoplias como TARARIRAS e a espécie geralmente é a Tornasol, que são maiores e furta-cor conforme vemos ao sol.

E quem quiser, pode enviar suas fotos e relatos de pescarias de traíra que posto aqui pra vc ficar conhecido, grande pescador de hoplias sô!!!


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Aqui na roça foi assim...

E aí povo do meu sertão véio desse rincão caipira sô!!!
Resolvi fazer um post bem leve pq eu ainda estou me refazendo aos pedaços da perda do meu velho mestre eterno Tonho Lorena e nem estou pensando em pescaria, por estar sem chão digamos assim... 


Vou postar um vídeo que eu fiz de como foi a vida aqui na roça no olhar de uma pessoa que eu admiro muito chamado NINO (primo da minha mãe), que faz parte da minha família aqui no sertão do mato e ele praticamente conta como se vivia no tempo que tinha muita onça pintada por estes capões de matos daqui e até saci com lobisome! Fiz tal video para eternizar pessoas importantes para minha vida e, se um dia, eu se for daqui deste mundão véio, e se o youtube não falir, uma parte da minha história estará por aqui para todo sempre para quem quiser saber, principalmente para meus bisnetos, tataranetos, tatatatatatatatataretos, sei lá.

Juuuuuuuro que é verrrrrdade memo!!


quinta-feira, 29 de junho de 2017

AO MESTRE COM CARINHO, SAUDADES ETERNA...


É... está sendo o PIOR golpe que até agora senti no momento nesse sertão do mato, estou ainda tão aéreo que nem sei se tenho forças para continuar pescando ou indo lá na roça pescar e não ver meu velho, meu espelho e meu mestre para me aconselhar, contar piadas, mostrar alguma traíra pra nós comermos de noite depois da pescaria com farinha de trigo, limão e pimenta. 

Mas o mais importante para eu nem era a pescaria, era estar apenas do lado dele, do meu velho tio e tutor TONHO LORENA, que a vida já se modificava de tal modo, que não tinha como não ficar feliz ou dar uma risada mesmo querendo estar triste, o homem tinha mesmo uma luminescência sem igual em qualquer ser humano que eu já tenha conhecido, de uma bondade, uma generosidade e de uma preocupação de alegrar a todos que estavam a sua volta e todos eram iguais, poderia ser amarelo, branco, vermelho, rico ou pobre, para ele não existia distinção nenhuma e por isso agradeço e muuuuuuuito por ter nascido em sua família e pelo CARÁTER que possuo hoje em dia, mesmo estando completamente arrasado com sua partida repentina para o além, mas o que eu pude mostrar a ele e dizer como eu gostava dele eu mostrei e disse, nunca escondi e jamais esconderei. 

Eterno Tonho e seu amigo pescador Rubinho, na ceva pescando curimbas e piavas de kg
Sinceramente nem imagino querer um dia ir pescar lá na sua ceva de curimbas e não vê-lo ali sentado no tablado contando piadas e tomando um gole de cajibrina de alambique, mas esse eu garanto pra vocês que fez tudo que quis na vida e não ficou nada pendente, só deixou uma ferida aberta na gente que ficamos por sua falta que faz, e como faz falta viu.... principalmente nos finais de semana e passagens de ano... nem quero imaginar.

Mesmo aos pedaços, tento me refazer aos poucos e mostrar quem foi esse meu velho mestre TONHO, que me fez AMAR pescaria e a roça de tal modo, que trabalho com isso hoje em dia mostrando o povo do campo e sua cultura e tradição, e isso meus amigos.... não tem preço, e o que me restou foi sua sabedoria e a eterna saudade de quem realmente eu dei valor em minha vida.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Use o apetrecho certo pra manusear a ditacuja!!

Aoooooooooooo sertão véio sertanejo do mato adeeeeentro sô!!!
Muitas pessoas ainda tem dúvidas com a história de como manusear a traíra quando fisgada e muitos me perguntam se devem ou não utilizar alicate de contenção, pois ai vai minhas considerações baseada em fatos, estudos de outros pescadores e na minha própria experiência, pois é bom sempre frisar este assunto principalmente para os iniciantes que não sabem muito como lidar com este peixe que pode realmente te deixar uma cicatriz em teu corpo e te tirar muito sangue em um descuido!!!
Depois de ver uma dentição dessas melhor usar um alicatinho ou um puçá não???
Antigamente, por volta de 1996 quando comecei a pescar e assistir muito o PESCA & CIA quando passava no SBT, todos os pescadores do programa utilizavam o famoso alicate BOCA DE JACARÉ para tirar o peixe do rio, lagoa ou mar onde pescavam pra mostrar o peixe aos telespectadores, e isso foi gravando em minha mente de tal modo que tive que comprar um pra eu quando ganhei minha primeira caixa de pesca com iscas e um spincast da Daiwa preto e eu amava tanto que ficava lustrando e organizando meu equipamento toda hora e imaginando quando minha caixa estivesse até a boca de isca, só eu mesmo! hihihihihihihihi

Pelos meus cálculos, tem mais ou menos uns 200 dentes, tanto os grandes como os pequenininhos, imaginem isso mordiscando seus dedos!!! Deve ser uma dos piores dores existentes!!!
Mas conforme fui utilizar a primeira vez aquele bendito alicate no Mato Grosso do Sul, que pra mim era meio grande, na boca de um dourado, o bicho deu um solavanco que quase destroncou meu punho e desisti de usar aquele bendito coisa, e dai o piloteiro me vem com o bicheiro e taca no corpo do pobre douradinho, naquela época matava muito peixe nas pousadas.

Nas revistas antigas da Pesca & Cia de 1996 os pescadores apareciam utlizando o velho puçá e alicates boca de jacaré, já que não haviam inventado ainda o alicate de contenção Garra.

Pode se utilizar este tipo de alicate ainda, mas tem que ter punho pra segurar o solavanco da ditacuja!
Depois disso só deixei de enfeite este bendito alicate e nunca mais usei pra nada e quando eu pescava traíras aqui na roça, eu pegava direto pelas guelras pois não entendia ainda como manusear pelo opérculo quando não se tem algo para manusear o peixe.

Hoje tem vários tipos de alicates de contenção, você pode escolher o modelo que quiser ou qual seu bolso deixar.
Mas o que é esse tal opérculo? São placas ósseas localizadas dos lados da cabeça dos peixes e que cobrem a câmara branquial. É na verdade uma placa que protege as guelras de qualquer impacto ou dano, pois ali é uma parte muuuuuuito sensível e tem que ser protegido.

Com peixes grandes é muito mais fácil segurar pelo opérculo, pois tem mais espaço para evitar de encostar nas guelras.
Mas o tempo foi passando e para minha alegria e salvação, inventaram o ALICATE DE CONTENÇÃO para finalmente depois de anos e correndo riscos de levar uma mordida dolorida na mão. Meu primeiro e até hoje eu tenho, um alicate Garra da Pesca Brasil que pra mim está resolvendo todos os meus problemas em manusear e imobilizar a traíra pulando feito louca quando tira fora dágua e ali tiro a isca com um alicate de bico para evitar uma mordida ardida no dedo.

Olha o estado do meu alicate como está de riscos de traíras nas garras!!! Se fez isso no ferro imagina isso nos dedos!!!

Eu sempre utilizo um Porta Alicates, justamente para estar a disposição o alicate garra mais o alicate de bico para manusear a ditacuja.
No caso da traíra ou trairão, recomendo SIM a utilização do alicate de contenção por travar e ficar longe da boca do monstro de vários dentes de perto do seus dedos, fora que dá pra ver quanto pesa o peixe pois alguns alicates, como o meu, vem com a balança no cabo e evita fica colocando outro gancho da balança no opérculo do peixe e estressar mais o bicho. E outra, traíra tem boca dura, então pode utilizar este tipo de alicate sem problemas.



Será que deve ter dóído a mordiscada da HOPLIAS ? Sééééé loooooco!!
 Mas em outros casos, como do Tucunaré, Bass, Carpa Cabeçuda, peixes redondos de pesqueiros e outros peixes sem dentição de boca mole, EVITE de usar este alicate, pois o gancho é muito fino e pontudo, e conforme se o peixe for pesado, a gravidade vai fazer um estrago na boca do peixe que pode com certeza matá-lo, então nesse caso eu RECOMENDO e muito a utilização do alicate BOCA DE JACARÉ, PUÇÁ, LUVAS ou as mãos mesmo pois evitará de maltratar o peixe.

Olha que dó dessa carpa cabeçuda, o que o alicate de contenção fez na boca dela por ela sem mais pesada e ter boca mole, NUNCA utilize alicate de contenção para peixes sem dentes e de boca mole!
Resumindo a prosa pescadozada: Alicate Garra de Contenção para as HOPLIAS com toda certeza e sem medo de ser feliz e Alicate Boca de Jacaré, Puçá ou Luvas para outros peixes de boca mole.


domingo, 9 de abril de 2017

Sonho que, sem querer, se realizou sô!!!

Aoooooooo pescadozada dessa terra pescatícia desse rincão boiadeiro sô!!!
Vou contar pra vocês um fato que, até agora, to pasmo e sismado, pois sempre fui descrente nesse assunto de sonho se tornar realidade, mas depois desse acontecimento, to rezando pra sonhar com os números da Lotofácil logo!


Este sábado estava indo dormir as 23:30h e, do nada, pensei que se esquentasse eu iria pescar pra tentar pegar a úrtima hoplias da primeira temporada antes de entrar a friagem de vez e pausar minha pescaria antes de chegar outubro com o calorzão novamente, fui dormir e apaguei depois de um gole de café preto que amo demais da conta sô!

Café caboclo de verdade é assim, no quadô de pano sô!!!
Acordei lembrando do sonho passado que eu estava pegando umas traíras muito doidas e grandes, mas algo travava a vara no meio do mato e eu não conseguia trazer a marvada nem que a vaca tossisse, e do nada dei um chasqueão e peguei uma baitela. Depois disso acabou o sonho e acordei empolgado, e do nada, arrumei minhas traias, peguei as carretas e a caixa de pesca junto com meu colete e o porta-alicate e caí lá pro sertão do mato adentro atrás das ditacujas.

Chegando na roça, fui ver a turma pescando na ceva nossa, mesmo na friagem pegaram 3 curimbas e escapou uma senhora de uma piavona criada! Pra semana santa tem peixe aqui na roça!
Chegando lá no sítio, tomei café, fui ver a turma que tinham virado a noite lá na ceva nossa pinxando curimbas e piava, mesmo no frio, pegaram 3 peixes. Depois voltei e fui pinxar umas hoplias pra ver no que dava, mas o tempo estava ventando e meio nublado mas depois apareceu um solzinho pra me alegrar, típico de friagem aqui do sudeste, principalmente o vento que vem do sul, pode saber que é frente fria sem choro e ação ZERO de peixe na linha. Comecei com spinnerbaits por 1 hora e nada!!! Desisti e fui lidar com as pererecas artificiais.

A primeira Hoplias do dia!

Eu nem quero imaginar ser essa isca como se fosse meu dedo!! aiaiaiai

Amo este peixe por demais da conta pescadozada!
Começou lento mas, do nada, começou as ditacujas bater na isca devagar, de repente explode a isca e pego uma hoplias de 1 kg, fiquei feliz pra caramba, vocês não sabem como, principalmente nessa friagem do cão que ODEIO pescar com tal tempo, que pra mim, é bom pra ficar apenas na beira do fogão à lenha comendo e bebendo algo quente.

Tamanho da baiteeeeeela sô!

Traíra de 2kg tinha um dos olhos defeituosos!
Depois de pular feiot louca, soltei a baitela pra liberdade novamente!

Deu mais umas batidas de traíras menores, mas do nada, veio de um canto isolado uma OGRA de traíra que a vara nem saía do lugar por uns segundos e começou a embodocar a vara e entrar no meio do matagal aquática e, como pinxo de barranco, tive que avançar a pé pra dentro do mato e sem querer, pisei em uma toceira que tinha um ninho de serragem de uma formiga de quase 3cm de comprimento parecida com a diaba da Tocandira e a cruzaruim morde duro demais sô! Voltei pra trás com as pernas dentro dágua e guinchei a baitela da traíra e coloquei o alicate na boca dela, foi sacrifício mas peguei a danada!

Essa paisagem, pra mim, é a coisa mais linda do mundo God do céééu!

Olha como ficou a coitada da frog da Daiwa.... pecado!
Nem acreditava pois, com um tempo daquele com aquela friagem toda e marolas na flor dágua de quase 10cm onde a isca não parava queta, pegar 2 baitelas desse tamanho foi um feito e tanto, principalmente aqui na minha cidade onde, friagem predomina, mas o mais assustador foi sonhar que estava pinxando hoplias fora de época e pegar de verdade umas cavalas de traíras sem querer querendo sô!!!

Anoiteceu com uma baita lua cheia, esfriou mais ainda e voltei pra casa sô!!!