terça-feira, 14 de maio de 2013

Chatterbait - A isca da vez para Hoplias!!!

Olá povo bão demais da coooonta sô do cééééu!!!
Hoje estou postando uma MEGA MATÉRIA sobre esta isca chamada Chatterbait que achei no site da revista Pesca Esportiva, a tal isca foi criada pra pescar Bass nos EUA mas que deu tão certo aqui no Brasil que estou fissurado em testar tal isca loguinho aqui no síto, e dessa vez vai ser embarcado pois estou arrumando meu bote inflável!!! Vivaaaaaaaa! rsrsrs.

Então vamos lá com a matéria logo sô!!!!



Este nome é novo para você? 
Se for, não deixe de experimentar esta isca diferente. Ela renderá ótimas capturas em qualquer nível de represa e ainda pode surpreender na água salgada.

Desenvolvida originalmente para o black bass, a chatterbait é uma espécie de rubber jig com um pedaço de metal fixado à cabeça, que auxilia na movimentação quando ela é recolhida. Essa chapa serve como uma barbela, conferindo um trabalho característico na coluna d’água, capaz de atrair de longe os predadores.

Existem vários modelos, tamanhos e tipo de barbelas para chatterbait, teste vários tipos!


A isca vibra quando tracionada, de um lado para o outro, e oscila rapidamente. Seu anzol de ponta única permanece sempre exposto e voltado para cima. Isso possibilita fisgadas certeiras e dificulta que o peixe escape durante a briga.


Linhas de pouca elasticidade, neste caso, cortam a água com maior rapidez – o multifilamento é ideal para proporcionar fisgadas precisas. Quando utilizada em estruturas como capinzais, não muito fechados, e entre galhos mais finos, a barbela metálica protege a ponta do anzol, o princípio é semelhante ao do arame nos spinnerbaits.
                    

As dentuças também adoram!

No Brasil, além do bass, a chatterbait é uma excelente opção para as vorazes traíras. Acoplar a elas trailers pode garantir maior rendimento. A preferência fica para os duplos (“twin tails”), que são maiores e causam maior deslocamento na água e também pelo seu tamanho – traíras grandes dão preferência para iscas mais volumosas.
Juninho com o dono da Deconto e na frente nossa maravilhosa Hoplias!


Em muitos dos ataques sofridos, a isca vai inteira para dentro da boca dos “verdões”. Isso nos faz concluir que, por trabalhar de forma frenética, quando recolhida mais rapidamente, ela passe a impressão de ser uma presa muito veloz. Assim, o predador não pode perder tempo ou errar o bote, e é por esse motivo que ele acaba sendo tão violento.


A capacidade de explorar uma vasta área a cada arremesso é outro ponto importante desta isca. Quando o peixe está a fim de atacar, o trabalho em maior velocidade na meia-água é mortal. Sempre fique atento até o final do recolhimento. Muitos botes acontecem bem perto do barco, quando a isca está prestes a sair da água.
Juninho com uma gigante Hoplias fisgada com uma Chatterbait da Deconto

Mãos à obra

A chatterbait pode ser trabalhada de duas maneiras. A mais produtiva e comum é o recolhimento contínuo. Alternando a velocidade da isca, é possível determinar sua profundidade de ação. Durante o recolhimento, a ponta da vara literalmente treme o tempo todo, intensamente, tamanha é a oscilação lateral da lâmina. Desta forma, o trabalho assemelha-se ao de uma crankbait.


Na outra situação, basta deixar a isca tocar o fundo, para então tracioná-la levemente e em seguida deixá-la cair novamente. Os movimentos devem ser sucessivos até que ela chegue próxima ao barco. Isso costuma funcionar bem em locais mais rasos, onde não é necessário esperar muito para que a isca atinja o leito. Além disso, a caída mais lenta da chatterbait é ideal quando os peixes estão pouco ativos.



Na água salgada

Há modelos que utilizam shads ou camarões como trailers (denominados chattershrimps). Alguns plugs que não possuem barbela são desenvolvidos com a mesma lâmina acoplada em seu pitão frontal, para que vibrem mais na coluna d’água quando tracionados.

Caso não encontre esses modelos específicos para água salgada, você pode usar as mesmas iscas feitas para o bass. Para isso, basta remover as cerdas de silicone e substituí-las por um shad, acoplando-o ao anzol. Este shad deve ter, no máximo, 4 polegadas de comprimento, e possuir formato longilíneo.


+ Dicas

1. Existem no mercado formatos variados de barbela de chatterbaits. Todos têm a mesma característica principal, vibrar bastante durante o trabalho na coluna d’água. As barbelas podem ser cromadas ou coloridas. Tenha na caixa variações distintas de cor. Aquelas berrantes se destacam com água mais suja e as naturais são as mais indicadas para águas limpas.


2. Sempre amarre a linha diretamente ao snap que já vem preso à isca, de maneira que sua barbela vire durante o recolhimento. Assim, a chatterbait vibra e a ponta do anzol fica voltada para cima.

3. Procure acoplar trailers duplos (“twin tails”), cujas caudas tenham o formato de foice (curvos). O movimento é mais intenso quando comparado aos retos.

4. Alguns modelos possuem anzol flexível, um artifício também presente em modelos de spinnerbaits e buzzbaits. Ele serve para evitar que o peixe escape quando pula com a isca presa à boca.

5. A chatterbait é muito produtiva em represas, estejam elas cheias ou baixas. No primeiro caso, grotas com capim podem render boas capturas, a isca consegue passar muito próxima da vegetação sem enroscar. Com represa baixa, procure estruturas mais aparentes, os peixes se concentram ao redor delas. Galhadas a alguns metros do barranco são pontos excelentes. Explorar pontas e arremessar paralelamente ao barranco também é sempre muito produtivo.
Vários modelos com trailers engatados atrairáo mais a atenção da nossa Hoplias em qualquer circunstância!


6. Você pode colar a extremidade do trailer no chatterbait com cola de secagem rápida. Isso impedirá que ele escorregue da haste do anzol durante os arremessos, principalmente quando estes são realizados por baixo com a intenção de encaixar a isca sob alguma estrutura.


7. De preferência, recolha a isca com a ponta da vara voltada para baixo. Isso faz com que ela desça mais na coluna d’água, agindo em profundidades variadas e seguindo o desnível do barranco. Se preferir que ela venha mais ou menos na mesma profundidade, mais à tona (no meio de um capinzeiro, por exemplo), a vara deve apontar para cima durante o recolhimento.


Equipamento recomendado
- Varas: de 6 a 6’6”, classes 10-20 e 10-25 libras, de ação média e média-pesada. É importante que tenham certa flexibilidade de ponta para que permitam a vibração da isca e que esse movimento seja sentido pelo pescador.

- Carretilhas: de perfil baixo, com capacidade para pelo menos 100m de linha de 0,30mm e relação de recolhimento entre 6 e 7:1.

- Linhas: preferencialmente, multifilamento, com espessura máxima de 0,23mm. Linhas de fluorcarbono de até 0,30mm também podem ser utilizadas.

- Líder: se optar por linha de “multi”, use um líder de fluorcarbono com espessura entre 0,35 e 0,40mm, e comprimento próximo ao da vara usada.

- Iscas: entre 1/4 oz. (7,09g) e 5/8 oz. (17,72g). Aquelas com 3/8 oz. (10,63g) e ½ oz. (14,18g) também são excelentes.

Resumindo nossa prosa meus amigos: Já estou pesquisando esta isca pra comprar na net e neste verão, quero estar armado até os dentes com Chatterbaits pra ver realmente se as bocudas aqui da roça são atraídas pelo seu poder de sedução, que provavelmente cairão na tentação por tal isca ter o mesmo trabalho e atração do Spinnerbait que enfeitiça nossas hoplias do nosso Brasirzão véio sem porteeeeeera sô!!!


Autoria de César Pansera: Revista Pesca Esportiva