quarta-feira, 15 de maio de 2013

Traíra Barranqueira, peixe matuto sô!

Olá povo matuto mais pescador do meu Brasil Brasileeeeeero sô!!!
Esta matéria do nosso amigo da revista Pesca Esportiva chamado Roberto Conti, tá o bixo!!!! Ele fez um mini tutorial falando da nossa querida e idolatrada salve-salve HOPLIAS
falando em todas as modalidades, tanto na pesca com Varejão quanto na pesca com Carretilha. 

Tanto que pedi na redação da revista, ver se existe este número no estoque deles ainda pois irei adquirir e por na minha coleção de revistas sobre Hoplias!!!!

Leiam o quanto quiserem pois quanto mais se lê mais se aprende e eu postando estas matérias eu aprendo mais e mais com todos vocês e isso meus amigos, pra mim não tem preço!!!!

Bora estudar um pouco sobre nossa maravilhosa Hoplias sôôô!!! 


A traíra é um peixe típico do continente sul-americano e no Brasil pode ser capturada em qualquer ambiente de água doce, de rios e represas a lagos e açudes, e até mesmo em locais com água salobra. Predadora carnívora nata, ela pode ser capturada com iscas naturais, vivas ou mortas, e com iscas artificiais.


Definitivamente esportiva, a espécie não se rende desde fisgada até o momento do manuseio. Os dentes afiados e a aparência pré-histórica, com sua cara de poucos amigos, são sua marca registrada. A captura é possível o ano todo, em dias quentes, frios e até com chuva.

Em muitas regiões do Brasil, a pesca noturna é praticada com sucesso e resulta na captura de grandes exemplares. Nesse caso, o uso de artificiais fica restrito, mas não impossível. É possível arriscar arremessos noturnos em dias de lua cheia ou fazendo uso de lanternas de cabeça.

Mapa da mina
As traíras costumam ficar em locais com estruturas submersas, como galhos, folhas caídas, troncos afundados e pedras. Também têm o hábito de ficar de tocaia à espera da aproximação de suas vítimas. Os locais preferidos são sombras de árvores e moitas, barrancos caídos, desníveis bruscos (drop-offs), junções de águas sujas e limpas, remansos de água corrente (por serem locais oxigenados e servirem de “área de descanso” às presas), sob vegetações diversas (como capins e aguapés) e pontos rasos.


Quanto mais preciso for o arremesso, maiores serão as chances de fisgar o troféu. Nesse momento a prática sobressai. O prêmio de um bom arremessador é o saldo maior no final do dia de pesca em relação ao pescador menos treinado e que arrisca menos.

Técnicas à prova
Selecionei os mais variados tipos de equipamento para mostrar que não há quem não possa pescar a traíra, dos aficionados por pinchos aos que pescam só para passar o tempo. As técnicas apresentadas foram especialmente pensadas para a pesca de barranco, embora possam ser praticadas também na pesca embarcada.





1. Varas lisas (Varejão)
Podem ser naturais (a velha e boa vara de bambu) ou feitas de materiais como fibra de vidro (fiberglass), carbono (grafite) ou a mistura de ambos. Varas com grande proporção de fiberglass são muito resistentes, mas se tornam mais pesadas e com ação mais lenta. O carbono, ao contrário, dá mais leveza, sensibilidade e rapidez ao caniço, inclusive na fisgada, por isso é a opção mais indicada. Ambas podem ter várias partes (gomos) e comprimentos diferentes, desde 1,8m até mais de 7m. A escolha do tamanho depende da distância entre o pescador e as estruturas de pesca.

Dê preferência para linha de náilon com espessura de 0,36mm e comprimento um pouco menor que o da vara. Linhas curtas demais dificultam o manuseio do peixe, forçam o caniço e podem quebrá-lo. Um anzol modelo Chinu nº 4, encastoado com um curto cabo de aço flexível, preso à linha. Se a preferência for pela não utilização do encastoado, o ideal é usar anzóis de haste longa. Em relação à isca, é possível usar minhoca, peixinhos vivos ou mortos, pedaços de carne, miúdos de aves e bovinos, e até mesmo plugs e minhocas artificiais.


2. Arremesso de iscas vivas
Este equipamento se enquadra na categoria leve, para linhas com resistência entre 8 e 14lb. O conjunto pode ser formado por vara de 5’4”, classe 14lb, e molinete tamanho 1000, preenchido com linha de multifilamento de 15lb.

O “rig” pode ser preparado somente com anzol e isca ou com o auxílio de chumbada leve ou boia de arremesso e um chicote de uns 60cm. O anzol, do tipo Wide Gap (para robalos) tamanho 1/0, faz toda a diferença quando se usa iscas vivas. O peixe nada mais naturalidade, e se torna mais atrativo. Se preferir, encastoe o anzol com 5cm de aço flexível de 10 lb. Isque os carás e tilápias pelas narinas. Para iscas mortas, outros modelos de anzol podem ser usados, como Chinu, Maruseigo e os de haste longa.


Isca viva no atacado
Use um covo ou armadilha para facilitar a captura de peixes, como pequenas tilápias e carás. Basta colocar no artefato um pedaço de pão ou outro atrativo, fechá-lo e deixá-lo afundar perto da margem. Amarre-o em algum ponto fixo para evitar sua perda. Em poucos minutos o covo estará cheio de peixes. Selecione a quantidade suficiente para sua pesca e devolva o restante para a água.

3. Conjunto ultralight
Para a modalidade, um caniço de 5’10”, classe 6lb, equipado com um molinete tamanho 750 e linha de multifilamento de 8lb bastam. As iscas mais usadas neste caso são os plugs, tanto de meia-água quanto de superfície – até 3,5g ou 1/8 de onça. Às vezes, pequenos também dão ótimos resultados. Quando o peixe está manhoso, jigs de penacho são ótimas opções.


4. Conjunto leve
Constituído por uma vara inteiriça de 5’3”, classe 12lb, carretilha de perfil baixo, e linha de multifilamento de 15lb. As iscas artificiais variam bastante em relação a peso, tamanho e trabalho, vamos às principais:

- Na superfície, sticks, poppers, zaras e iscas de hélice com até 7cm, embora também seja possível usar modelos de 10cm de comprimento. Os sapos de borracha (frogs) também se destacam, principalmente nos locais cobertos por vegetação. Providos de anzóis voltados para cima, dificilmente ficam presos nas estruturas.


- Seguindo a linha das iscas antienrosco, temos a colher, o buzzbait e o spinnerbait, que além de serem usadas em locais cheios de estruturas, têm a característica de afundarem naturalmente e podem ser trabalhadas na meia-água ou rente ao fundo (com exceção do buzzbait, projetado para atuar na superfície).

- Não podemos esquecer os plugs de meia-água, verdadeiros coringas das pescarias. Seu uso é bem simples, trabalhados com recolhimento contínuo ou intercalado com paradas. Do barranco, também podem ser “corricados” a pé, deixe cerca de três metros de linha para fora da vara e caminhe na margem, para arrastar a isca bem perto das estruturas. Ainda na meia-água, a vibração intensa das rattlins também é fatal para as traíras. Sua característica sinking torna-a uma isca versátil, mas cuidado para não perdê-la em meio às estruturas, já que não possui sistema antienrosco.


Dica: se optar pelo uso de empate de aço, prefira os flexíveis, com resistência de até 15lb. Porém, saiba que a quantidade de ataques provavelmente será menor. Pois o trabalho, principalmente plugs, perderá a naturalidade.

5. Conjunto para soft baits
Neste caso, o anzol deve atravessar o corpo da isca antes de chegar à boca do peixe, bastante dura. Por isso, o indicado são varas longas, com 6’6” a 7 pés, e capacidade de até 20lb. As linhas ideais são as de fluorcarbono ou multifilamento. A baixa elasticidade aumenta o grau de sensibilidade e proporciona fisgadas com resposta mais rápida.

As iscas variam muito em formas, modelos e tamanhos. Minhocas tradicionais usadas na pesca do black bass, grubs, criaturas e minhocas suspending são muito eficientes. Iscas danificadas, usadas ou que estão sobrando na caixa são boas opções.


Afinal, essas dentuças têm potencial muito maior para estragar as iscas. E diferentemente da pesca com plugs, a ruptura da linha provocada pelos dentes das traíras é muito mais freqüente. Nesse caso, opte por um curto empate de aço, rígido ou flexível, com 5 a 15lb de resistência.
Não podemos esquecer nossas frogs de silicone ou borracha que são excelentes para as dentuças!!

São várias as montagens (rigs) eficientes, desde o sistema “no-sinker” (sem peso) aos tradicionais Texas, Florida e Carolina Rig, com anzóis de tamanho 1/0 ou 2/0. O jig-head também é muito eficiente, tanto com grubs como com iscas plásticas finas e retas, do tipo “cut-tail” ou “shad shape”. As cores variam em função da claridade da água.

Como regra geral, cores mais chamativas se destacam em águas turvas, e tons mais discretos são boas escolhas para águas claras. Na maioria das situações, preta, amarela e vermelha são as cores mais eficientes. Mas lembre-se, para toda situação existe exceção.

6. Fly
O passeio pelas modalidades de pesca à traíra não fica completo se não incluirmos nele a pesca com mosca. Para “lobós”, o equipamento nº 5, ou até 6, para poder arremessar iscas volumosas, do jeito que as traíras gostam.

Linhas flutuantes do tipo WF (Weight Forward), com peso concentrado na frente, facilitam o arremesso e dão conta do recado em quase todas as situações, principalmente na pesca com iscas de superfície. O líder cônico pode ser pronto (de fábrica) ou confeccionado com três espessuras de monofilamento. Uma boa dica é fazê-lo em seções iguais de 90cm, com linhas de 0,50, 0,40 e 0,30mm.

E as iscas?
O destaque fica para as de superfície, principalmente poppers, aranhas, gafanhotos e divers. Trabalhe pausadamente para fazer barulho e atrair o peixe. Na meia-água, streamers e suas variáveis são a escolha habitual. Novamente, o uso de empates de aço minimiza as perdas por dentadas, mas também reduz sensivelmente a quantidade de ações.


Fique atento para fisgar o peixe imediatamente após o ataque. Em relação aos arremessos, além de dominar a técnica básica do false cast (arremesso falso), é importante saber efetuar o roll cast, fundamental em locais com obstáculos como árvores, muros ou pessoas.
Spinnerbait em barranco é ótimo pra salvar a pescaria!!!

+ Dica: se a linha estiver suja, os arremessos certamente serão prejudicados. Uma solução é limpá-la com um produto conhecido como dressing, encontrado em lojas especializadas. Basta pingar algumas gotas em um pano e passar a linha entre ele. Outra opção é colocar, antes da pescaria, toda a linha dentro de uma bacia com sabão neutro por algumas horas. Depois, basta enxaguá-la e secá-la com um pano.


Resumindo a prosa meu povo, pinxe Hoplias de todas as formas possíveis e sempre solte quando não for consumir o peixe para sempre ter na lagoa ou açúde que for pescar e deixar para os futuros pescadores, apreciar o sabor que é pinxar uma traíra na artificial ou em qualquer outra modalidade descrita aí em cima sô!!!



Autoria, texto e fotos: Roberto Conti da revista Pesca Esportiva