sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

HOPLIAS NA CRANCKBAIT!

Aoooo sertão véio sem porteeera sô!
Estava lendo o site da revista Pesca & Cia e achei uma matéria muuuuito mais que interessante escrita pelo nosso BIG pescador famoso LESTER SCALON, onde ele ensina os macetes para pescar com a iscas de meia água e como turbiná-las para ficarem mais atrativas. Leiam que é uma matéria que acrescentará muuuuuito ao teu conhecimento pescatício de Hoplias.

Traíra sapateando na flor dágua, não tem preço por tal cena sô!!!

Todo pescador tem certa intimidade com a espécie e vale a pena sempre ter as cranks à disposição na tralha para “decidir” esta pescaria.



Por que pescar a traíra na meia água? Trata-se de um peixe que podemos classificar como “de ponto”, aqueles que sempre estão no mesmo local do rio ou do lago. Variando muito pouco a sua movimentação. Essa movimentação ocorre com maior percepção para o pescador de acordo com o nível da água no “ponto de pesca”, com sua turbidez , com a temperatura ou época do ano, e com a hora do dia.

Normalmente é um peixe que prefere águas rasas, mas quando a temperatura esfria um pouco seja por uma frente fria ou época do ano, ou hora do dia, a tendência da traíra é procurar uma zona de melhor conforto de temperatura.

Hoplias não resistiu a Cranck amarela e laranja


Por isso, quando esfria, ela vai para uma profundidade um pouco maior onde a água normalmente está mais quente. É justamente quando elas estão numa profundidade um pouco maior que o uso das cranck baits se tornam a melhor opção.
Quando decidimos usar uma isca cranck bait é porque já avaliamos a situação daquele momento da pescaria, e sentimos a necessidade da sua utilização.
Mas qual a cranck devemos usar? Isso vai depender da profundidade do local onde achamos que elas estão. Nesta situação um sonar cai como uma luva, se não tiver tem que ser no bom senso mesmo.

Lester e sua Hoplias puladera na superfície!

Tenha sempre várias opções de cranck baits na sua tralha, e o objetivo principal é encontrar a isca que vá o mais próximo do fundo possível, pois as traíras normalmente ficam no fundo escondidas nas estruturas e sombras, caçam de tocaia, então quanto mais perto a isca passar do seu ponto de espreita maior a chance do ataque. Lembrando que se tiver muita pauleira no fundo a isca tem que passar por cima e não ir tão fundo, senão vai enroscar.
Ambiente perfeito para a ditacuja, vários esconderijos para tocaia.

Tem que despertá-las!
Quando as traíras estão no fundo ficam mais preguiçosas, então trabalhe a isca mais lenta, com pequenos toques e paradinhas, se a isca tiver um chocalho melhor ainda, o barulho e a vibração do mesmo pode despertá-la da “preguiça”.
A traíra é um peixe muitas vezes imprevisível e quando estiver pescando nunca desista até a isca sair da água, pois muitas vezes elas não atacam no fundo e o pescador na ânsia de um novo arremesso já deu como perdido o recolhimento que nem acabou ainda.
Quando a isca vai sair da água é o momento que elas atacam, nesta hora se a fricção não estiver bem regulada e o pescador atento é muito fácil quebrar a ponta da vara, pois, no susto, o instinto é fisgar e numa situação destas é muito comum dar tudo errado.
Se não estiver tendo sucesso mude a velocidade do recolhimento, a forma das paradinhas, a cor e o modelo da isca. Elas costumam ser muito manhosas e temos que insistir com mais de um arremesso no local. Eu particularmente quando vejo um potencial maior num ponto insisto com vários arremessos, o pescador não pode ser preguiçoso como elas. Lembre que a isca para afundar e chegar na profundidade desejada tem que percorrer alguns metros, então o arremesso tem que um pouco mais longo que o suposto local onde achamos que o peixe está.

Tenha um leque de iscas para cada situação 

Dica eficiente

Uma boa opção para fazer um diferencial é customizar sua isca adicionando um pouco mais de peso para torná-la suspending ou quase.
Para adicionar peso é só fazer um pequeno furo e colocar esferas de chumbinhos e ir testando num balde de água o quanto ela esta afundando ou boiando mais lentamente. Algumas só ao trocar as garateias já as tornam quase suspending.
São situações onde o pescador tem que usar sua criatividade e decidir o que deseja fazer. Este processo é uma boa opção para quando der uma paradinha um pouco maior a sua isca vai ficar mais quieta no fundo, dando um tempo maior para a traíra decidir atacar.
As iscas cranck com toda certeza tem que fazer parte da tralha de todo pescador. Então o que está esperando? Estamos no frio na região Sul e na Sudeste, e as traíras já foram para os locais um pouco mais fundos. Pegue sua tralha com várias crancks e mãos à obra.

BIG Trairão pego na cranck
Fonte da matéria: Site da Revista Pesca & Cia              http://revistapescaecompanhia.com.br/