segunda-feira, 13 de abril de 2015

Frog Artificial: Essa eu garanto!!!!!

Aoooooooo sertão véio sem porteeeera de pescadozada do meu rincão sô!!!
Hoje vou postar uma matéria na íntegra do nosso amigo ilustre Cesar Pansera, autor de várias matérias de pinxo de Hoplias da Revista Pesca Esportiva (que tive o privilégio de conhecer pessoalmente, e uma pessoa simpaticíssima demais da conta sô!!) que saiu na revista do mês passado sobre Frog Artificial que por sinal é a isca que mais me dedico atualmente e que muuuuuitas pessoas me perguntam como pescar e tal... tanto que já fiz um BIG tutorial em um dos meus posts iniciais aqui no blog, mas agora postarei o nosso Cesar Pansera falando sobre tal isca e explicando em mais detalhes nessa fantástica matéria. Leiam e aprendam mais ainda sô!!!


Imitações fiéis dos anfíbios que povoam todos os nossos corpos d'água, os sapos artificiais soft são excelentes opções para a captura de predadores como a traíra e o tucunaré. Saiba aproveitar ao máximo seu poder de atração.

Os sapos artificiais ou frogs, em inglês, são iscas macias que procuram reproduzir os anfíbios existentes em nossos brejos, lagos, açudes e represas. Muito comuns em áreas com vegetação fechada, eles integram a lista de presas em potencial de alguns peixes predadores de água doce, entre eles o black bass, a traíra e os tucunarés. Originalmente desenvolvidos para a pesca do bass nos Estados Unidos, por aqui têm ótimo desempenho junto aos tucunas e principalmente às dentuças traíras. São vários os formatos e as densidades com que são fabricados, mas todos têm em comum a característica de passar por áreas dominadas por vegetação sem enroscar.


Fisgadas mais eficientes 
Em iscas que já vem acompanhadas de anzóis, o próprio formato do corpo do sapo funciona como dispositivo antienrosco (ou weedless), no qual as pontas dos anzóis ficam encostadas à isca, sem ficarem expostas. Quando o peixe bate, o corpo da isca, macio, deforma e possibilita a penetração dos anzóis. Materiais mais macios são menos resistentes, mas durante a fração de segundo do ataque, definem fisgadas mais certeiras. Caso o local de pesca seja um pouco mais aberto, sem muitas estruturas, as pontas dos anzóis podem ser trabalhadas, deixando-as mais afastadas do corpo do sapo, facilitando as fisgadas (lembrando que as chances de enrosco serão maiores). 




Entre a vegetação 
Mas é na forma original e entre a vegetação fechada que os frogs se destacam. São ideais tanto para se pescar embarcado como a pé. Quando estamos limitados pela ausência de uma embarcação, a isca confere mais segurança ao arremessarmos em locais cheios de estruturas e com pouca água, onde aparentemente não existe peixe algum. Tais pontos são ambientes perfeitos para as traíras, que ficam amoitadas esperando por presas que passem por perto. Os ataques são explosivos e bastante visuais, tornando a pescaria emocionante. Vale arremessar mais de uma vez no mesmo ponto. Muitas vezes, as traíras se acomodam em meio à vegetação antes de desferirem o ataque certeiro. Em locais rasos, às vezes é possível observar a vegetação mover-se antes do peixe avançar sobre a isca. 




Conferindo vida aos anfíbios 
Dar toques leves e curtos de ponta de vara, intercalados com recolhimento, fazendo a isca bater na superfície, é a forma mais tradicional e simples de trabalho. Alguns modelos podem ser "zarados" na superfície, ou seja, recolhidos de forma a descrever a trajetória de Z na lâmina d'água. Outros funcionam como popper, graças à cavidade que possuem próximo da cabeça. De um ou de outro jeito, é preciso trabalhá-los de forma cadenciada e lenta, parando a isca nos buracos existentes em meio ao capim. Trabalhar mantendo a ponta da vara levemente para cima possibilitará um bom ângulo de fisgada, além de não deixar que a linha fique em contato com as estruturas, mas sim, direto com a isca. E nas aberturas em meio à vegetação, por menores e mais improváveis que pareçam - e nos momentos de parada da isca que os ataques costumam ocorrer.



Ao ataque! 
E nesse momento que o pescador precisa ter bom reflexo e não afobar-se. Esperar o peixe de certa forma acomodar o sapo na boca, em especial no caso das traíras, é um recurso para acertar mais fisgadas. O movimento do "strike" deve ser rápido e ao mesmo tempo firme, com potência suficiente para não só o anzol penetrar na boca óssea do peixe, como "amassar" o corpo da isca antes disso. Para o black bass e o tucunaré, que possuem mandíbula mais cartilaginosa, a tarefa é facilitada, mas ainda assim, a fisgada deve ser mais enérgica do que em comparação com os tradicionais plugs.




Autor da matéria: CÉSAR PANSERA
Revista: Pesca Esportiva - Ed. 209 - Março 2015