segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PRIMAVERA É SINÔNIMO DE 3 ESPÉCIES NA LINHA!

Aoooooooooooooooooooooooooooo sertão véio sem porteeeeeeeera pescadozada desse meu Brasil brasileeero sô!!!!

Hoje vou postar uma matéria de autoria do grande pescador da revista Pesca Esportiva, CESAR PANSERA, pinxando e muito lá no sul do Brasil nos reservatórios que, pelo jeito, tá dando peixe pra caramba nesse início de primavera e justamente com 3 espécies diferentes!!!

Por aqui ainda continua um frio do cão que não dá coragem nem de empinar pipa na rua, imagina ir pescar com esta friagem, neeem pensar! Prefiro ficar lendo e adquirindo conhecimento e mostrar pra turma aqui do blog que queira aprender um pouco mais sobre o pinxo da ditacuja e também do bass e tilápia. Segue a matéria é ótima leitura meus reis!!!!


Com a chegada da primavera e elevação na temperatura, as pescarias em água doce, lagos e represas, tornam-se mais frequentes na região Sul do Brasil. Confira algumas dicas que podem ajudar você na captura de espécies como o black bass, traíras e tilápias, peixes predadores e muito esportivos que também ocorrem em outras regiões do País. 

O início da primavera marca o começo das pescarias em água doce próximo da região onde moro, a capital Curitiba, Paraná. A elevação da temperatura desperta de certa forma as espécies predadoras que habitam os lagos e represas, oferecendo aos pescadores produtivas pescarias. Basicamente existem três possi­bilidades de peixes que irão atacar bem as iscas artificiais na região, são elas: o black bass, traíras, e tilápias. Um dos primeiros fatores que con­sidero para determinar quais iscas e estratégias a serem utilizadas é o nível dos reservatórios.

Geralmente mais baixos no início da primavera, com menos água, deixando aparente a maioria dos pontos de pesca. Se isso ocorrer, os peixes podem concentrar-se mais nas estruturas visíveis, uma vez que existe menor quantidade de água. Porém, já não é de hoje que as condições climáticas não estão sincronizadas com as estações, pelo menos na região Sul. Os invernos estão mais chuvosos, e isso influên­cia o nível dos reservatórios.






BLACK BASS
E nesta estação que o black bass {Micropterus salmoides) irá come­çar a atacar tudo o que passar por perto, seja para defender seu ter­ritório ou alimentação. Conforme descrito anteriormente, com o nível do reservatório mais baixo, procure explorar as galhadas e pontos onde existam estruturas aparentes, insistindo neles. O black bass irá frequentar quase sempre regiões com árvores, troncos, pauleiras e galhos submer­sos, e quando tais estruturas ficam aparentes, os pontos de pesca são mais facilmente identificados. Não esqueça de explorar os "drop offs", desníveis bruscos no relevo do fundo que podem ocorrer próximo dos barrancos, ou no meio do lago.

Barrancos íngremes, que também tenham bom desnível de profun­didade e as áreas das pontas dos barrancos, onde o fluxo de pequenos peixes é maior, são excelentes locais, independentemente da altura que se encontra a represa. Já quando os lagos estiverem cheios, áreas de vegetação podem ser exploradas, mas é muito impor­tante ter identificado e registrado na memória os pesqueiros, quando a água encontrava-se mais baixa, marcando por fotos, no GPS, ou encontrando-as com o auxílio de um sonar, principalmente as estruturas localizadas no meio. 





Os modelos de iscas utilizados para a espécie podem variar. Divi­dindo em duas categorias, existem as exploratórias, que cobrem maior área a cada arremesso, como "crank-baits" (iscas de barbela mais compri­da) entre outros plugs, "chatterbaits" e "spinnerbaits" (o segundo modelo é muito interessante para ser utili­zado em áreas com vegetação, poif devido ao seu formato, consegue ultrapassar estruturas sem enroscar). E tem ainda as iscas para locais pontuais, "soft baits" utilizadas em várias montagens (rigs). As pontua são ideais para estruturas localizadas (áreas menos abertas), como árvores caídas, trechos curtos de barrancos, pilares, e outra estrutura localizada em menor região.

TRAÍRAS
Responsáveis por ataques cine­matográficos na superfície, acredito que a melhor situação para pescar as traíras, ou a mais empolgante, é quando existe vegetação na água, embora com represa baixa a espécie concentre sua atividade em deter­minadas áreas, que podem ser uma faixa de barranco, proximidade de uma árvore caída, ou qualquer outro ponto específico onde exista alguma estrutura, aparente ou não. Geralmente no local onde você encontra um exemplar de traíra, existirão outros. Então, mais uma vez, o importante é insistir nos pon­tos onde capturar uma "dentuça". Retorne pescando (repasse) pelo trecho ou local onde ocorreu ação com uma isca de outra cor, tama­nho diferente, ou que trabalhe de outra forma, principalmente quando ainda não tiver definido o padrão de ataque do peixe. 



Assim que identificar algum padrão, varie apenas as cores de iscas ou modelos, mas com funcionalida­de e trabalho semelhante. Algumas vezes as traíras mostrarão a cara na segunda passada pelo pesqueiro, ou apenas irão atacar uma determinada cor e modelo de isca. Para as áreas com grande vegeta­ção, o ideal é utilizar iscas que não venham a enroscar, com dispositivo "weedless" (antienrosco), que pode aparecer somente no anzol, ou quando o próprio corpo da isca faz a função antienrosco. Essa categoria de isca também é excelente para ser utilizada quando pescamos de barranco, a pé. Nesta situação é im­portante usar modelos de iscas que passam pela maioria das estruturas sem enroscar.



TILÁPIAS
A tilápia talvez seja a espécie que mais precise coincidir fatores externos (naturais), para que exista maior sucesso em sua pesca com iscas artificiais. A revoada de insetos (cigarras), bem como o frutificar de árvores nas margens dos lagos junto com seu nível do reservatório ou rio mais alto, para que os frutos venham a cair na água, são pontos cruciais que irão favorecer e potencializar uma pes­caria de tilápias junto à natureza. 

A temperatura também precisa estar um pouco mais elevada para o sucesso da pescaria de tilápias, e da mesma forma que o maior índice de chuvas de inverno, o calor pode che­gar mais cedo, antecipando as ações da espécie. No início da temporada, opte por iscas que trabalham mais abaixo da coluna d'água, na meia-água, como "spinners" (sem ou com penas amarradas no anzol), iscas metálicas (pequenas metal vibration) e pequenos plugs de barbela curta. Com a elevação da temperatura, os plugs que agem na linha d'água (su­perfície) e que reproduzem insetos que caem na água, seja pela ação e aparência, serão mortais. 



Tenha em mente, e vale para as três espécies que estarão de certa forma confinadas no lago, que variar um pouco o trabalho das iscas, seu modelo e horário de pesca em determinado ponto, pode ser a diferença entre capturar o peixe ou não. E lembre-se: insista nos pontos onde ocorrerem ações de peixes, procuran­do identificar padrões de ataque, que podem variar durante um único dia. De resto, é sempre aprimorar as téc­nicas e curtir a entrada da primavera para explorar locais e espécies espor­tivas de água doce. Sucesso!




Fonte: Revista Pesca Esportiva - Ed. 227/2016