terça-feira, 22 de novembro de 2016

ISCAS DE HOPLIAS "A LA CARTE" SÔ!!

Aooooooooooooooooooooooo sertão dessa "Terra Brasilis" que amo demais da coooonta sô do céu!!!
Sempre recebo muitas perguntas sobre iscas artificiais para pesca da ditacuja que todos nós amamos, e este mês na revista Pesca Esportiva o grande pescador que já tive o prazer de conhecer pessoalmente, CESAR PANSERA, nos trás uma matéria fenomenal sobre o pinxo de hoplias e principalmente os iniciantes irão adorar estas dicas, então ótima leitura e aprendizado a todos que apreciam uma boa pinxada de traíra no fds ensolarado sô!!!


Não é de hoje que a espécie cativa cada vez mais adep­tos quando o objetivo é sua captura com iscas artificias. Creio que o motivo seja simples: a voraci­dade da espécie e o os ataques que acompanhamos no visual, quando tenta abocanhar as artificiais. Especialmente os modelos que trabalham rente à linha dágua.



A força bruta do peixe, durante a briga, e ao mesmo tempo a sutileza nas mordidas quando utilizamos técnicas de fundo para pescar as traíras são surpreendentes. Vamos dividir basicamente em três categorias de atuação das iscas: super­fície, meia-água e fundo. E, assim, destacaremos algumas opções, que certamente irão fazer com que a mais sonolenta das dentuças acabe investindo contra a sua linha.

NO VISUAL
Para as iscas que atuam na superfície, podemos considerar duas situações, as que conseguem ultrapassar qualquer obstáculo, devido aos anzóis normalmente estarem encostados no corpo da isca; e as tradicionais, onde as garateias permanecem o tempo todo com as pontas aparentes. No primeiro caso, enquadram-se os "frogs". Imitações fiéis em detalhes de sapos e suas derivações. Iscas de corpo macio, geralmente ocas, que irão deslizar e trabalhar no meio do capinzeiro ou qualquer outra estrutura fechada sem proble­ma algum de enrosco. Provocantes, são ideais para serem utilizados quando pescamos de barranco ou em pontos muito fechados, onde exista grande vegetação.

Já no segundo caso, consideradas iscas tradicionais, estão as zaras e "walking baits", "plugs" que desenvolvem a trajetória em "Z" na superfície, quando trabalhados com toques secos e curtos de ponta de vara intercalados com o recolhi­mento. E aqui cabe uma observação em relação a cor da isca. "Plugs" de superfície de cor preta, em sua tota­lidade ou em boa parte de seu corpo, tradicionais (zaras e "walking baits") ou "frogs", são muito eficientes para pescar as traíras.

Outros pontos importantes, para as iscas de superfície citadas acima, são a velocidade no trabalho (zaras e sapos), como também o tamanho delas. Algumas vezes as traíras preferem trabalho mais lento, mais ca­denciado e de certa forma provocan­te, além de iscas não muito grandes. Se você deseja ataques surpreenden­tes na superfície, certamente precisa ter os dois modelos em mãos.



NA MEIA-ÁGUA

São as iscas que irão trabalhar no meio da coluna d'água, sendo que em alguns modelos, o pesca­dor consegue definir através da velocidade de seu recolhimento, a profundidade que irão percorrer. Procure alternar a velocidade de recolhimento até identificar um padrão de ataque. Isso poderá variar dependendo do dia. Para atuar na meia-água, destaco dois modelos, as "chatterbaits", que são "jigs" de cerdas de silicone, com uma lâmina metálica fixada em sua cabeça (chumbo) e que fará a isca trabalhar e vibrar muito, quando for recolhida; e os clássicos "spinner-baits". Nas duas iscas, que possuem metal em sua construção, os anzóis ficam expostos, porém no "spinnerbait", o formato de seu arame protege um pouco a ponta do anzol quando a isca desloca-se, evitando, de certa forma, que ela enrosque quando recolhida continuamente. O arame encosta (bate) primeiro no obstáculo e o "spinnerbait" pode passar por ele.


Já na "chatterbait" isso é um pou­co mais complicado, pois a ponta do anzol fica sem proteção alguma o tempo inteiro. Pode ter a chance de enroscar, mas sem dúvida as fisgadas serão mais precisas e eficientes quando utilizar uma "chatterbait".De preferência, utilize varas acima de 6', podendo chegar até 7'10", quando utilizar ambas as iscas afim de potencializar as fisgadas. Com varas mais longas, a alavanca e força no momento da fisgada serão maiores e, no caso das traíras que possuem mandíbula óssea, utilizar varas mais compridas para algumas iscas é importante. 

Para os dois modelos adicionar um "trailer" (grub) ao anzol surtirá muito efeito. E importante que o "grub" tenha contraste com a cor da isca, cor da "saia" ou filetes de silicone que camuflam, movimentam e revestem o anzol.



RENTE AO FUNDO

"Plugs" de barbela mais longa, que tenham corpo fino ou volumo­so, denominados de "crankbaits", encaixam-se nesta categoria. Apesar de alguns modelos boiarem quando inertes, a isca age próximo do fundo quando recolhida continuamente. Muitas "crankbaits", além disso, possuem esferas em seu interior, gerando forte barulho ao trabalhar. Em determinadas situações, o ba­rulho das iscas de barbela irá atrair muito as traíras. Outras iscas, que não podem deixar de ser citadas, são as "soft baits". Com diversos tamanhos, formatos e de corpo macio, são excelentes quando utilizadas em montagens (rigs) específicas. O "texas rig" é um exemplo, onde o chumbo ficará encostado no anzol que complementa o "rig".O tamanho ideal do anzol irá variar de acordo com o compri­mento da "soft bait". Para as mais curtas, utilize tamanho máximo de 3/0 e, para as mais longas, 4/0 ou de tamanhos acima. Apesar do "texas" trabalhar rente ao fundo, ele explora toda coluna d'água já na descida.


E atenção! Alguns ataques podem ocorrer exatamente neste momento, quando a "soft bait" estiver seguindo para o fundo, já em sua caída. È importante tomar cuidado e manter a linha levemente esticada, enquanto a isca estiver descendo para o fundo ou durante seu trabalho. Da mesma forma que para a "chatterbait" e "spinnerbait", varas mais longas e de ação rápida, com envergadura de "blank" concentrada mais em sua ponta, intensificam as fisgadas que precisam ser potentes. Isso porque a "soft bait" está no fundo e o anzol precisa ultrapassar a isca e a boca do peixe.



ONDE ARREMESSAR
1- Entradas de grotas são excelentes locais para serem explorados com iscas de superfície (zaras ou "walking baits") e de meia-água ("chatterbait" e "spinnerbait"). Quando não existe grande quantidade de vegetação na entrada e meio da grota, as iscas com anzóis expostos, gara-teias ou anzol único (simples) irão trabalhar sem enroscar.



2- Áreas com vegetação fe­chada, que normalmente estão no fundo das grotas ou em algumas entradas de barranco. Para elas, os "frogs" são ideais, pois conseguem explorar a área sem enroscar em nada, devido ao sistema de anzol encostado no corpo. Por menor que seja a área de vegetação, arrisque um arremesso entre as plantas. Em áreas maiores é preciso insistir.



3- Estruturas mais abertas como áreas de pauleiras podem ser exploradas com praticamente todas as iscas aqui citadas. Porém creio que as mais eficientes são as "crankbaits" e as de meia-água. Elas cobrem maior área a cada arremesso e podem atrair os peixes que estive­rem dispersos por toda a estrutura. Caso a estrutura seja muito fechada por galhos, é preciso tomar cuidado quando utilizar as "cranks" e ter no barco um desenroscador de iscas (salva iscas).


4- Faixas de barrancos e galha­das isoladas em pontos específicos são muito bons para as "soft baits" no sistema "texas rig". Caso existam estruturas aparentes, insista nelas. Lembre-se, muitas vezes as árvores (estruturas) podem estar no fundo, encostadas no barranco. Passar pelo barranco mais de uma vez alternan­do a cor e tamanho da "soft bait" geralmente resulta em ataques.



Obviamente existirão outras estruturas, pontos e situações que, dependendo da região onde você pesca, irá encontrar as traíras. Com o tempo você começará a identifi­car tais pontos e, descobrindo um padrão (melhor forma e local que os peixes preferem atacar as artificiais), restará buscar os que tenham as mesmas características. E quase certo que, se você tiver em sua caixa de pesca estes seis modelos de isca, estará pronto para enfrentar qualquer traíra. Ou melhor, qualquer ambiente e situação que elas estiverem. Agora, não leve apenas uma isca de cada. Caso contrário, se uma dentuça atacar de jeito e para valer pode­rá literalmente destruir sua isca logo na primeira mordida. Então, prepare-se e boas fisgadas!


Fonte: Revista Pesca Esportiva - Ed. 229