sexta-feira, 23 de março de 2012

A TRAÍRA "MORA" SOB PLANTAS AQUÁTICAS, SIM SENHOR!

Olá meu povo do meu rincão do sertão sertanejo sô!
Hoje vou abordar esse tópico que tava querendo explicar pra vocês faz tempo mas estava sem tempo pra começar a "datilografar", mas como hoje to ATAREFADO ATÉ O ZÓIO (hihihihiihihhi), tirei um tempinho pra falar um pouco sobre plantas aquáticas, pois é um assunto de EXTREMA importância asssimilar pois, traíra e vegetação aquática, é sinônimo de peixe explodindo na flor dágua, então, sigam-me os bons!

Na maioria das vezes estamos pescando e nem se quer sabemos o tipo da vegetação que se encontra ali, pra quê elas estão ali e principalmente se a traíra gosta de viver ali, mas garanto a todos que onde tem vegetação aquática e um "buraco" entre a mesma pra caçar, pode ter certeza que o estouro virá se sua isca jogar ali.

ALFACE D'ÁGUA OU "SANTA LUZIA" (pistia Stratiotes)
Uma grande massa de “Santa Luzia”, pouco promissora por estar solta e descompactada (não oferecendo sombra tão boa, vê-se a água entre as plantas). Observe que o verde claro é a santa luzia adulta, e o verde médio é a Santa Luzia pequena.


Vou começar falando um pouco dessa planta que vive boiando por ai nos açudes e lagoas e que costuma ser a toca de muitas traíras GIGANTES que é a Pistia Stratiotes ou comumente chamada de ALFACE D'ÁGUA  ou "SANTA LUZIA".
  
Essa espécie surgiu na América tropical e é caracterizada pelas flores pequenas e folhas verde-claras de textura aveludada em forma de roseta; alguns peixes a utilizam como alimento. 

O conjunto de raízes abriga alevinos e outros seres vivos que buscam proteção e alimento. Funciona muito bem como berçário. 
é um otimo filtro natural, com suas raízes longas e com finos pelinhos em suas raízes absorvem sujeiras que causam o mau odor na água e também juntam sujeiras maiores em cima de suas folhas. Planta aquática muito rústica e pouco exigente. Muitas vezes torna-se até uma planta daninha, devido à sua rápida multiplicação. 
Aprecia o calor e o sol e deve ser cultivada em água livre de cloro e outros produtos químicos. Como é flutuante não necessita substrato algum. Se a água for fertilizada com matéria orgânica se espalha rapidamente. Multiplica-se por separação das mudas que se formam em torno da planta mãe.

É um ótimo berçário para os alevinos de traíras e juvenil que ficam escondidas entre a "Santa Luzia" se alimentando de pequenos insetos, girinos, filhotes de peixes menores até atingir um tamanho desejável e não ser predado tão facilmente até por outras traíras.
Na vegetação flutuante dominada por “santa luzia” (cicuta), a traíra ficará entre suas raízes e próxima à superfície. Uma grande traíra prefere a “santa luzia” por poder se movimentar livremente entre suas raízes e por este tipo de vegetação dar eficiente cobertura contra a luz que vem de cima. Dessa forma, o predador fica na sombra, imóvel e invisível aos peixes que passarem por ela.

Imagine uma traíra na sombra de uma vegetação bem compacta (“Santa Luzia”)!
Ela estará invisível às potenciais vítimas de sua voracidade, em posição perfeita para surpreendê-las. Não existem lugares bons assim para todas as traíras! As menores são preteridas pelas maiores e podem passar alguma dificuldade em caçar, permanecendo com fome. Isto explica porque as maiores quase nunca batem em iscas mortas, apenas uma traíra com fome comeria um lambari morto (algo morto pode conter uma doença, um veneno, dar “dor de barriga”,...; é arriscado!), enquanto se captura até traíras de “barriga cheia” com “iscas artificialmente vivas (quanto mais movimento, menor o risco)”. Como uma grande traíra prefere caçar no limite entre a vegetação “Santa Luzia” e a água livre (ao menos antes de escurecer de vez, aí ela dá uma volta ou se enfia na vegetação), temos mais uma razão para as maiores quase sempre serem pegas com as artificiais.



AGUAPÉ OU "GIGOGA" ( Eichhornia )

O “aguapé” (gigoga) pode não oferecer sombra tão perfeita, mas pode ser a “ casa ” de uma traíra grande, principalmente se for cercado por “santa luzia” . Na figura acima, o aguapé associado ao capim  “braquiára”, e cercado por pequenas cicutas.



É uma planta infestante de sistemas fluviais e lagunares urbanos. É, por isso, considerada uma planta daninha e aparece frequentemente em canais de irrigação, represas, rios e lagoas. Nos rios da Amazônia, é comida por peixes e mamíferos aquáticos herbívoros. Na ausência destes animais, e em corpos de água eutrofizados, reproduz-se com muita facilidade, entupindo-os rapidamente. A sua introdução nos sistemas de água das cidades brasileiras deve-se justamente a sua característica de absorver e acumular poluentes, "filtrando" a água. Porém, quando em abundância, impede a proliferação de algas responsáveis pela oxigenação da água, causando a morte dos organismos aquáticos.

As Hoplias preferem também lugares isolados como o Aguapé pra descanso por manter escuridão. 



BRAQUIÁRIA AQUÁTICA

A “braquiára” serve de esconderijo aos pequenos, a própria grande traíra, e seu ninho; e embora seja a “casa " de uma grande traíra, quando sozinha acaba sendo um lugar ruim para pescar por não dar sombra eficaz em seus limites e dificultar a movimentação de um grande peixe, que tende a ficar mais para o fundo, ou em local mais raso e favorável. 

Quando denso, o capim “braquiára” assegura escuridão constante, mas longe de nossas iscas. A “braquiára” será pródiga, pois é o esconderijo dos pequenos como um lambari, desde que a profundidade não seja excessiva, e que esteja cercada por alguma “cicuta” (ou outra vegetação flutuante) compacta. A moita de “aguapé” não é muito boa para traíra por sua sombra não ser tão boa (se não tiver a “santa luzia” ao seu redor), mas, assim como o capim “braquiára” , pode servir de apoio para a estabilização da “santa luzia”, ou para amarrar o barco (é melhor na braquiára).

Se houverem dois locais com muita vegetação, procure ficar onde ela for mais densa, pois será mais escuro embaixo dela. Sempre, quanto mais houver vegetação, menos barrenta será a água (as raízes ou qualquer obstáculo à correnteza servem como decantadores, limpando a água e adicionalmente, a água reduz drasticamente sua velocidade, o quê ajuda a assentar as impurezas). Na foto acima, um montão de capim “braquiára”.


NINFÉIA-BRANCA (nimphaea alba)

A ninféia-branca é uma planta aquática adaptada às margens de rios calmos ou lagos, em regiões de clima temperado. Suas folhas são grandes, emersas, semi-flutuantes, cordiformes, coriáceas, brilhantes, de coloração verde-escura na página superior e avermelhada na inferior. Elas são sustentadas por longos pecíolos que ligam-se ao rizoma, carnoso e horizontal, enterrado no fundo do lago. As flores solitárias surgem em longos pedúnculos, são brancas com muitos estames de anteras amarelas. São hermafroditas e podem se autopolinizar, assim como podem ser polinizadas por insetos. O fruto formado é do tipo aquênio, com sementes que se dispersam pela água. 

É uma planta belíssima para adornar espelhos d'água, principalmente em regiões de clima temperado e subtropical, onde outras ninféias mais populares podem não se adaptar muito bem. Durante o inverno, a ninféia-branca perde suas folhas e entra em dormência, auxiliando na iluminação do lago. Na primavera sua folhagem rebrota e ela pode fornecer sombra e abrigo para os animais aquáticos durante os períodos mais quentes. Adapta-se a ambientes bastante poluídos, auxiliando na recuperação ecológica do lago. A ninféia tolera baixas temperaturas e aprecia o clima ameno. 


PRA MIM, LUGARES COM NINFÉIA-BRANCA (COMUM AQUI NO SÍTIO) É UMA DAS MELHORES OPÇÕES PRA PINXO COM PERERECA ARTIFICIAL E SPINNERBAIT E TODA VEZ QUE EU INSISTO NESTAS "AVENIDAS", SEMPRE PEGO UMA OU OUTRA BOA E COM EXPLOSÕES ESPETACULARES A FLOR DÁGUA.

Vista de dentro d'água na visão de um peixe (ou de uma traíra) em um jardim de Niféias-Brancas, onde pode ser a moradia de algumas traíras grandes renitentes e ponto de caça da mesma.





Traíras à espera de alguma presa fácil (pequenos anfíbios e peixinhos) ou descansando. 


A “taboa” não é lugar de traíras grandes , pois não dá boa sombra. Só para ver se ficou claro, não importa o tipo de vegetação (ou outra cobertura qualquer, inclusive troncos, outras vegetações...)! Ela serve apenas de abrigo contra a luz que denunciaria qualquer movimento da predadora.

Suas raízes devem permitir seu livre movimento, considerando também a profundidade do local (tem de haver um pequeno espaço livre sob suas raízes). Se esta vegetação for ou estiver compacta em seu l imite com a água, dará boa sombra e será um bom lugar para a traíra atacar. Observe que a traíra quer se esconder entre as raízes e o fundo, portanto, ela sempre estará bem no cantinho entre as raízes e o fundo. Por isso, é importante avaliar o comprimento das raízes das plantas e a profundidade onde se encontra esta planta!

Como disse um véio profeta: 
Sertanejo gosta de Arrastapé, Home gosta de muié, O saci vive sem Pé, Muié gosta de Muié, A casa do jéca era de Sapé, Chifrudo leva Pontapé, Convidado "mortefome" quer Canapé e por fim TRAÍRA GOSTA É DE AGUAPÉ!!!



Referência de texto e agradecimento: Moacyr Sacramento 
(Manual das Grandes Traíras)

segunda-feira, 19 de março de 2012

O ATAQUE VORAZ DA HOPLIAS!



Olá povo do meu campeão do meu rincão boiadero sô!
Neste tópico irei abordar e tentar explicar um pouco sobre o tão famoso e EXPLOSIVO bote da traíra e como ele procede para tentar evitar o mínimo de perda possível na hora da fisgada, principalmente ao pescar com frogs na superfície.


A traíra tem a sua própria leitura das águas, ou melhor, antes de tentar comer sua presa, ela avalia a chance de “se dar mal” e evita gastar energia à toa, ainda espantando outras vítimas potenciais! Portanto, não é a toa que a traíra é o predador que mais e melhor avalia sua chance de sucesso em um ataque, um ataque mal sucedido pode estragar o “pesqueiro da traíra”.
Quem está acostumado a pescar em um mesmo local certamente observará que a situação (o exato local, o trabalho da isca, a forma do ataque, e horário) em que a traíra ataca é repetitiva. Tanto é assim que observei que existem basicamente alguns momentos e formas de uma traíra atacar:


Preparação: a traíra atenta para a possibilidade de “se dar bem” com um ataque em
determinada direção (onde sua isca passa repetidamente), se vira para este lado e nada bem devagarzinho para a beirada da vegetação onde nossa isca passou, mas pára aí. Ela se limita à espreita sem sair da sombra que a oculta. Na cabeça do predador, a isca passando repetidamente no mesmo lugar parecerá com um cardume, e ela não desconfia que seja apenas uma única isca. Não é comum pegar a traíra no primeiro lançamento “perfeito” (lançamento que passou onde nós planejamos, embaixo da vegetação e bem na cara da traíra), pois ela sempre observa e se prepara para depois atacar (exceto na escuridão, quando o momento pode não acontecer).


Posicionamento: a traíra sai de onde está (escondida, oculta, “paradona” à espreita...) em trajetória quase perpendicular à trajetória da isca, alcançando sua “zona cega” e preparando-se para a aproximação.

Observação: a zona cega de um lambari (e de outros peixes) é atrás e abaixo deste (por causa da posição de seus olhos). Este momento se resume na traíra ir para esta zona cega. Normalmente, ela não irá tentar atacar uma presa se ela passar a mais de 1 metro, a não ser na escuridão absoluta, quando esta “janela de ação” pode se alargar para uns 2 ou mais metros.


Aproximação: furtiva, lentamente a traíra se aproxima de sua presa tentando não ser vista (mantendo-se na zona cega).


Bote: a traíra desfere um ataque rápido, e morde arrancando um pedaço da vítima, se esta não couber inteira em sua boca. Notável o uso constante da sucção neste momento, sugando a vítima para dentro da boca.
Simplesmente dando um bote, se sua presa passar “na cara”, a tal distância que a aproximação seja dispensável. Este ataque ocorre quando a presa se aproxima demais, pois neste caso a traíra prefere iniciar o ataque antes que seja percebida e sua presa inicie uma fuga. 

Neste caso, o ataque pode ser desferido por qualquer lado, embora exista uma clara propensão a atacar a cabeça, pois será pouco útil uma tentativa de fuga da presa. O encastoamento pode interferir, causando uma má ferrada por fora da boca ou no “lábio” do peixe (a traíra se sacode e foge, o mesmo que ocorre com as pequenas). Como esta forma de ataque ocorre mais durante o dia, temos mais uma razão para pescar a noite ou ao crepúsculo. 

O macete é evitar colocar a isca tão perto assim da traíra, comece jogando um pouco mais longe (permitindo a traíra se preparar para atacar) e vá progressivamente lançando cada vez mais próximo da traíra até obter uma ação.


Por baixo: Aproximação junto ao fundo, geralmente por usar a sombra inclinada da vegetação, e o bote em direção ascendente (ligeiramente por trás). Geralmente ocorre no lado sombreado (sombra dentro d‟água) da vegetação. Ocorre mais durante o dia (podendo ocorrer sob luar, ou em lugares meio-profundos), aliás, esta forma de atacar se explica pela sombra inclinada da vegetação (dentro d‟água, no lado da moita oposto ao Sol ou Lua), que a traíra aproveita para evitar revelar sua presença prematuramente ao bote (de dia, a traíra tenta se camuflar para poder se aproximar). Este ataque permite ao predador uma perfeita visão da silhueta da presa, com o céu como fundo, mesmo que haja grande diferença de profundidade entre presa e predador (muitos peixes predadores usam este ataque pelas mesmas razões).
Por ferrar apenas na garatéia ventral, pode deixar a traíra escapar (convém usar um alicate de contenção para retirar o peixe d‟água).


Posicionando-se por trás. “FASE DA APROXIMAÇÃO”: dirigindo-se para trás de sua presa a uma distância suficiente para não ser percebida neste nado lento (buscando ficar na zona cega de sua presa) e o “BOTE”: quando a traíra nada na sua velocidade máxima, e abocanha (sugando) sua presa. Pode ocorrer durante o dia quando à distância para o bote é pouco menor que a distância em que a isca passa, e quando a isca passa em profundidade considerada ótima (uns 40 a 60 cm, na cara do peixe!), e é o ataque que mais ocorre na escuridão (na escuridão, a traíra tenta fazer com que seu ataque seja rápido, antes que a vítima se vire e olhe para trás). É a melhor forma de ataque para uma dupla ferrada (quando a traíra engole a isca), e a isca ideal para este ataque é uma “shallow runner” (isca alongada de meia-água) por ser o tipo de isca mais facilmente engolida no ataque por trás.

Resumindo a prosa moçada: Por isso que a nossa traíra é conhecida como DORME-DORME em alguns lugares do Brasil, por ela ser meio lenta para atacar ou demorar um pouco mais do que outros peixes predadores, mas quando seu "gatilho assassino" é acionado, sai de baixo e coitada da tua isca pois ela vai insistir até o fim enquanto não conseguir morder com gosto o pobre plug ou frog artificial que você estiver usando e levar pras profundezas do açude.



Referência de texto e agradecimento: Moacyr Sacramento 
(Manual das Grandes Traíras)

sexta-feira, 16 de março de 2012

A HOPLIAS É "CEGUETA"?



Olá meu povo bão, mas bããããão sô!
Resolvi entrar neste assunto sobre a visão da nossa querida HOPLIAS apenas pra ilustrar e mostrar que às vezes quando a bocuda erra os botes, talvez ela esteja apenas analisando a situação e não porque é CEGA!! rsrsrsrs


A traíra tem excepcional visão, inclusive noturna, e embora seu cérebro seja diminuto, ela possui uma incrível habilidade para perceber movimentos, supostamente 40 vezes superior à habilidade humana (de outros predadores, dentro e fora d‟água, também). 

Se a isca se mexe, a traíra a entende como viva e apetitosa e “mete o dente” nela (a traíra não é seletiva em seu cardápio, basta estar vivo, isto é, se mexer, e parecer caber em sua bocarra. Em sua dieta habitual, figura em primeiro lugar os peixes menores, inclusive traíras com metade do comprimento de seu corpo passam em sua boca. Em segundo lugar, rãs e insetos grandes e depois, se a fome bater, peixes que não passam em sua boca...).

Pode parecer que um lambari não se mexa quando colocado no anzol, mas sua boca abre e fecha para respirar, assim como suas guelras... mesmo que estas não sejam chamativas. Como as iscas artificiais possuem movimento exuberante, barulho (“rattlin”) e cor, não é por acaso que as traíras as adoram.

O refugo é quando a traíra, bem como outros peixes, reconhecem a isca e dão meia volta pouco antes de “bocarem” a isca! Quando um peixe ataca uma isca artificial e se dá mal, ele memoriza a situação e a evita, mas como ele é “burro”, podemos enganá-lo facilmente, trocando apenas a cor da isca (isto, quando ele não ataca a mesmíssima isca...). Passados alguns dias ou semanas, ele esquece do ocorrido, e se esse estímulo não for constante, volta a atacar a mesma isca.

“Rattling”, encastoamento, distorcedor, cor exuberante e ação excessivamente errática podem ajudar o peixe a “reconhecer” a isca. Uma isca que simule um bagre ou uma traíra será abordada com mais cuidado, sendo mais fácil acontecer um refugo!


Como a traíra é um predador solitário, “ territorialista ” , e “canibal”, não é comum encontrarmos duas delas grandes, juntas, e como ela prefere caçar nos limites entre ao amanhecer e ao escurecer (ao menos antes de escurecer de vez, aí ela dá uma volta ou se enfia na vegetação). 

Podemos imaginar porque as maiores geralmente são pegas com as artificiais, embora nada impeça que a isca viva funcione com qualquer tamanho de traíra. Mesmo assim, não se esqueça de que uma isca artificial parece ainda mais viva e chamativa.

Em suma rapaziada: A Hoplias pode ser maluca por qualquer coisa que se mexa na flor d'agua, mas garanto que depois de um tempo ela começa a analisar a isca e acaba sumindo do nada e seu troféu, quem sabe, suma aquele dia, e tudo por causa da tua ÓTIMA VISÃO!


Referência de texto e agradecimento: Moacyr Sacramento 
(Manual das Grandes Traíras)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OBSERVAÇÃO É TUDO NA PESCA DAS HOPLIAS!


Olá povo bão do meu Brasil brasilero sô!
Hoje to postando um assunto que deve ser estudado e PRINCIPALMENTE praticado, que é a lei da observação na pescaria da traíra.

Por quê observar o peixe? 
Na verdade na verdade eu vos digo porque a traíra é um peixe extremamente esportivo e EXPLOSIVO, pelo qual muda seu temperamento de uma hora pra outra, e naquele momento que a mesma nem deu bola pra tua isca... 5 minutos depois ela EXPLODE com tamanha voracidade que, se for uma frog, ela voa longe com a rabada ou a bocada da ditacuja!!!

Mas oque diabos deve ser observado?

  • AÇÃO: observar se a traíra está pulando nas beiradas ou entre os capins e aguapés por está indo atrás de presas como: Pererecas e Lambaris.
  • TEMPERATURA: Tanto ambiente como o da água pois, como todos nós sabemos, traíra gosta mesmo é de dia quente e água quente e fim de papo!
  • TEMPO: Observar se com a chuva que acabara de cair, não sujou a água ou se deixou turva por demais que a coitada malemá enxerga a isca a um palmo diante dela.
  • LUA: No caso da pescaria semi-noturnas ou noturnas, pois com a lua cheia dá pra se enxergar a isca sendo trabalhadas por nós e evitar lançar em enrosco ou não conseguir visualizar um bote rápido.

LOCAL DA PESCARIA: Esse é um dos principais itens, pois conhecendo o lugar, você tem mais chance de pinxar traíras grandes pelo fato de não ficar perdendo tempo com lugares poucos promissores e que aquela isca sua não estará fazendo efeito algum... tipo uma perereca artificial em um local limpo e sem estruturas por exemplo.

Observar também o horário no relógio pois, isso também influencia e bastante. Aqui no sítio é bem isso que acontece na pescaria das hoplias aqui no sertão do mato:

  • De 02:00 a 04:00 hs: Parece que todos estão dormindo, sendo esta hora marcada por nevoeiro e frio (nevoeiro sempre prenuncia má pescaria, pois o local estará iluminado difusamente se houver qualquer cidade próxima). Além disso, mesma situação que ocorre entre 20 e 22h se repete, quando estarão novamente de barriga cheia, ou estão enfiadas na vegetação e fora de alcance; mas..., se as condições forem boas (especialmente, falta de nebulosidade e escuridão) pode tentar que pode dar boa! Convém salientar que o nevoeiro é que marca o início deste momento! De forma que o horário indicado é apenas uma forma didática de explicar como os momentos se sucedem.
  • Entre 04:00 e 07:00 hs: (ou melhor, entre uma hora do nascer do sol e uma hora após), aos primeiros raios de sol, novamente os mosquitos, os lambaris (e as traíras) se agitam, embora menos, caso esteja frio. Ao fim da noite e amanhecer, o mesmo que ocorre ao entardecer se repete. Basicamente, este horário só não é produtivo se estiver muito frio, mas como o frio é regra neste horário (dependendo da época do ano)... Quem pesca no anzol pode ter bom proveito neste horário, pois uma traíra que iria “dormir” de barriga vazia poderá entrar. Novamente, a traíra não quer estragar seu “pesqueiro”; de forma que este momento pode ser mais produtivo com anzol que com artificiais.
  • Entre 07:00 e 10:00 hs: Um dos melhores momentos pra se pescar a ditacuja, pois elas estão começando de aquecer e a correr atrás de presas forrajeiras. 
Sabendo estes itens, você vai se dar bem na pinxada das Hoplias com toda certeza.

  • Entre 11:00 e 15:00 hs: Qualquer peixe não gosta de muita luz, mas isso não impede ações das traíras neste horário. Talvez, o pior deste horário seja a falta de expectativa de conseguir alimento por parte da traíra, que permanece na toca, a não ser que esteja protegendo o ninho. Nascentes d’água (água limpa e fresca), e locais sombreados não muito rasos (mesmo sem vegetação) ou rasos com vegetação, com a água limpa e parada são seus locais de descanso nestas horas. Locais de águas rasantes sem vegetação podem dar bons “ frutinhos" (geralmente “peixinho de aquário”, embora possa entrar uma grande também) se a água estiver limpa e parada. Como a traíra é “territorialista”, existe uma “pressão populacional” fazendo as menores traíras buscarem locais alternativos de descanso. Durante as horas de luz, as traíras menores e que tenham sido mal sucedidas em se alimentar durante a noite (geralmente as menores) podem atacar iscas, as artificiais em especial; mas os “refugos” são mais frequentes, devido à visibilidade do pescador e do “encastoamento” . Nestas horas de luz , a traíra não sairá de onde está, e por isso, quem tem de andar é você. Assim um barco não será tão interessante, por espantá-las. Se for possível remar sem fazer muito barulho, use o barco para pescar em locais inacessíveis da margem. Pode ser usado um motor elétrico, próprio para pesca, mas o resultado não será superior ao do remo, se bem usado.
Em suma rapaziada: Estes dados eu obtive durante meus 15 anos de pesca aqui no sítio pescando na mesma lagoa. MAS OBSERVAÇÃO É TUDO!

Texto: Manual das Grandes Traíras
Autor: Moacir Sacramento

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FINALMENTE O SORTEIO DA CANECA!!!!!

OLÁ POVO BÃÃÃO DEMAIS DA CONNNNTA SÔ!
TA AE O VIDEO COM OS 2 GANHADORES QUE RECEBERÃO COM FRETE GRÁTIS A MINHA CANECA DE LOUÇA COM MEU LOGO IMPRESSO!

VALEU TODOS QUE QUISERAM MEU CALENDÁRIO E FINAL DO ANO TEM MAIS SÔ! hihihihihi


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SAIU A LISTA PARA O SORTEIO DA CANECA!

Olá povo bãããum demais da conta do meu Brasil brasilero sô!
To postando aqui a ordem de chegada das pessoas que solicitaram os meus calendários este ano.
Agora sai o sorteio das 2 canecas de louça com meu logo impresso!



RELAÇÃO COM OS NOMES E Nº DE CHEGADA P/ SORTEIO:

  1. 1.       GERINALDO JÚNIOR - Rio Maria-PA
    2.       FERNANDO MAXIMILIANO BRAGA - Caraguatatuba, SP
    3.       SIDNEI BECCEGATO - Presidente Prudente – SP
    4.       GENILSON ROMEIRO SERPA - Campo Grande/MS
    5.       FERNANDO MAIA - Cascavel/PR
    6.       NILTON LIRA - Baraúna/RN
    7.       GUSTAVO NERO MITSUUSHI - Campinas – SP
    8.       GUILHERME HENRIQUE XAVIER - Patrocínio – MG
    9.       PAULO CESAR PAVAN - Corbélia – PR
    10.   JUNIOR MÉSSICI - São José do Rio Preto – SP
    11.   MARCOS PAVAN - São José do Rio Pardo – SP
    12.   JUNIOR FUSQUINHA - Boa Vista – RR
    13.   JHONAS GARCIA PEDROZA - São José do Rio Preto – SP
    14.   RÔMULO NELSON JÚNIOR - Belo Horizonte – MG
    15.   TIWILIAN - Trindade – GO
    16.   TARCÍSIO MACHADO - São José dos Pinhais – PR
    17.   JUNIOR - Capivari/SP
    18.   MARLON FIGUEREDO - Rio do Sul – SC
    19.   SIDNEY HENRIQUE CANDIDO - Guaxupé – MG
    20.   VINICIUS BELEBONI - Videira – SC
    21.   ADALBERTO MORALES CABRAL - Bagé – RS
    22.   MAYCKON MENEGAT - Videira – SC
    23.   GUSTAVO BORN DE OLIVEIRA - Curitiba – PR
    24.   ALINE PATRICIA - São Sebastião do Paraiso – MG
    25.   MAURINHA DA SILVA - Santa Rosa – RS
    26.   RICARDO CIOLA - Rio Negro – PR
    27.   FELIPE - Curitiba-PR
    28.   JULIO CESAR ORESTE - Camaquã – RS
    29.   DAL BO VEICULOS - União da Vitória – PR
    30.   WILLIAN FERNANDO SILVA - Araxá – MG
    31.   JOSÉ CARLOS JR (JOSECA) - Santa Vitoria – MG
    32.   ELTHON LUIS PUPE - Jacarei – SP
    33.   CLEIBIERRE LOPES - Belo Jardim – PE
    34.   JONATAS DIOGO - São Paulo – SP
    35.   JOSIEL M. PINHEIRO - Rio de Janeiro – RJ
    36.   LEONARDO BONOW KRAUSE - Pelotas – RS
    37.   LUCILENE LUCIANO - Angatuba – SP
    38.   ELIEZER S. MARIOSA - Sapucaia – RJ
    39.   MARCELO D. CARDOSO - Wenceslau Braz-PR
    40.   MARCOS CARRILHO - São Roque-SP
    41.   ROMERO SALDANHA - Lagoa Vermelha – RS
    42.   RODRIGO SANTOS - Umuarama – PR
    43.   RODRIGO MELLO - Rosana-SP

AGORA É SÓ AGUARDAR PRA EU FILMAR O SORTEIO E POSTAR NO "YOUTOBA" PRA VER QUEM LEVA A CANECA PRA BEBER TODDY DE MADRUGADA.

NEEEEEEEEEM QUE FAÇA BIGODE SÔ!!!




domingo, 8 de janeiro de 2012

Um amigo do blog e mineiro, louco por Hoplias!

Olá pescadozada do meu rincão boiadero sô!
Hoje irei apresentar um amigo "mineirimmm" doido por traíras como nóis que também mostrou tutano pra pinxar nossas ditacuja "Hoplias".

O seu nome é SIDNEY HENRIQUE e além de pescar as nossas idolatradas salve-salve traíras, ele também pinxa algumas vezes o verdão com cheirinho de grama e maçã... Black Bass.

Ele pesca com uma isca chamada CHATTER BAIT, que eu realmente desconhecia até o presente momento, mas pelo jeito se pega Bass, com certeza a Hoplias pega também e está ai embaixo a prova viva disso!


E além disso tudo ele fabrica estas iscas e spinnerbaits é mole? 

Vai ter talento assim lá no síííítio home!!!


Isso sim é cabocro bão demais da conta sô do céééu!

Quem disse que traíra não gosta de Spinnerbait???


O "seu moço" pegou a Hoplias até em plug de meia água.



O Verdão lindo com cheirinho de maçã e grama, BLACK BASS, ficou todo "derretido" por um Spinnerbait caseiro do Sidney com 2 colheres Willow Leaf e isca de tamanho 1/2.




Sidney pinxando traíra até com Salamandra artificial, tem que ter sensibilidade com tal isca mesmo.



Essa é a famosa "Chatter Bait" que eu pretendo testar aqui na roça um dia .


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um grande "relato" de um traireiro paranaense!!

Olá meu povo bããão demais da conta sô!
To postando aqui um relado de um grande amigo meu que conheci através do fórum de pesca Momento da Pesca.
Seu nome é TARCISIO MACHADO e além de pescar muitos tucunas e bixo mostrou "tutano" pra enfrentar  as HOPLIAS no PR onde ele mora e deu um SHOW no pinxo das bocudas sô!

Então chega de prosa e vamos ler o relato do nosso amigo pinxador de Hoplias:

Depois de conseguir a tão esperada folga do dia 02/01, me programei e fui para Mandirituba-PR, cidade vizinha, para visitar parentes muito quistos e como todo bom pescador, aproveitar para dar uns pinchos...

Vim do Litoral ainda no dia 1°, passei em casa para trocar as malas, pegar as tralhas e meu pai, parceiro de tantas. Ainda no dia 1° no final da tarde fui para o destino.
Chegamos no anoitecer, fomos muito, mas muito bem recebidos pelos meus tios e primos, que logo nos convidaram para um verdadeiro banquete. Como eu estava morto de fome, comi até quase passar mal, quando achei que estava satisfeito, vem minha tia, com + ou – 5 tipos de sobremesa... Quase morri de tanto come... 
Depois tomei umas pinga de Jabuticaba com o tio e fui dormi já Alegrete da Silva.


Vamos ao que interessa.

O dia começou meio frio, mas não me abato fácil, as 6:30h. já estava atentando as dentuças.

Comecei com os Frogs da FrogLine (Ranna popper e companhia ltda), mas as brutas estavam preguiçosas, eu não tinha pressa, como o lago é imenso, comecei na parte mais funda e fui batendo até chegar na região mais rasa e propícia para traíras.

Lá pelas 10h. com apenas umas 2 ações nada animadoras, mudei para um ratinho da FrogLine de cor vermelha, a coisa começou a melhorar, o sol já estava esquentando, quando tive minha primeira boa ação. Uma bruta, mas bruta mesmo ataca meu rato sem tomar conhecimento, acho que seria a maior da pescaria se tivesse saído para foto é claro, mas ela resolveu me deixar putooooo, levando o rato vermelho embora e estourando a porcaria do líder da maruri de 0,55mm...

Essa isca era minha única esperança de bons resultados até então, pensei, chinguei, pensei, chinguei, chinguei mais um pouco e como já tava puto mesmo, resolvi fazer uns arremessos mais longos com uma Zig Zarinha (Que até então, achava muito grande para minha região).
Já na primeira jogada, tive três ações, uma no início, outra no meio e uma no fim do caminho, mais que depressa, peguei a câmera, fixei num galho, botei pra filmar e tornei a lançar a isca.
Na primeira jogada um bote chôcho, no segundo lance POWWWW, pancada na superfície, aí na garatéia não tem boca, briga intensa, pois tiver que tentar me livrar das estruturas e dos igarapés, enfim saiu a primeira do dia que pesou 1,3kg, foi pro vídeo e pra foto.





Daqui para frente foi só alegria, descobri que elas queriam isca grande mesmo, peguei mais duas boas na Senhora Zig Zarinha, perdi outras duas e fui almoçar (AQUELE RANGO NO CAPRICHO DE NOVO.)


A tarde, como em time que ganha não se meche, da-lhe Zig Zarinha...

Tive diversas ações, capturei mais 5, todas de bom porte entre 700 e 900 gr.







Mas quando o dia chegava ao fim, fui contemplado com um belo troféu, outra porrada Powwwww, e muita, mas muita briga, pois essa foi para debaixo dos igarapés, dificultando meu trabalho, que foi recompensado com quase 2 kg de pura adrenalina.
ESSA É BAITELA MESMO MOÇO!

ESSA TEM ATÉ LIMBO NA BOCA DE TÃO VÉIA!


Ainda perdi mais uma boa e duas pequenas, que se enfiavam na vegetação e davam jeito de escapar sem sair para foto. Essa hora, quase não enxergava a isca, mas cada arremesso era um bote, mas infelizmente era hora de ir pois os pernilongos já estavam me carregando.

No resumo da pescaria, foram 9 capturas, das quais tirei duas medianas para fazer um delicioso filé e saborear com o pessoal. Perdi umas 5 ou 6 no meio do caminho e tive várias ações. 
Foi a melhor pescaria de traíras que fiz, desde os tempos que pesco com I.A.

Local onde as bocudas foram fisgadas:

NESTE AMBIENTE TEM TRAÍRA COM "CRACA" NA CABEÇA E DE BENGADA...
SÓ GIGANTES MESMO!

Video da traira gigante sendo fisgada na Zarinha:


Equipamento:

Vara Daiwa Procaster \ 17 Libras \ 5’3” 

Carretilha Marine Sports \ Lubina BW

Linha Vexter \ 40 Libras \ Porcaria de líder Maruri 0,55mm.



Iscas com maior efeito:

Zig Zarinha \ Zig Zarinha \ Ahhhh e Zig Zarinha também...

Perdi um ratinho vermelho da FrogLine com uma traíra bruta.

Perdi uma tbm, num Spinner Bait da Deconto.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MINHA PRIMEIRA TARAIRA COM SABOR DE BOITATÁ! (Causo 2)

Essa história é a mais puuuuura verdade verdadera que aconteceu em 1994 quando meu primo tinha acabado de xegá do Japão e comprado o sítio onde meu tio Tonho mora e eu tava lá também a toa e fomo desce lá no rio das piavona pra lidá com as taraira (e eu naquela época era o mais cabaço possível em pescaria até de lambari! ). Eu isquei a vara de bambu com 2 lambari intero num anzór 5/0 e joguei pra dentro dagua. 

Num demorô 5 minutos e a vara embodocou (perto do coqueiro que eu tinha pego a BATUTA na outra história) de tal forma que eu tremi feito uma vara de bambu verde e meu tio deu um berro que era pra eu puxar com toda a minha força a taraira pra fora, só que eu fiz isso e pela força se fosse uma taraira véia eu teria arrancado a dentadura dela pra fora! 

Ela embodocou mais ainda e deu umas cabeçadas no fundo e por incrível que pareça o chão ali perto tremia como se alguém tivesse bateno com aquela ferramenta de plainar chão e terra de construção. Depois de 1 hora nessa luta ferrada de cabo de guerra eu consegui ver só a cachola dela e pqp viu? 

Parecia mais um dinossauro do que um pexe sô! Só que quando eu olhei pra ela e ela olhou pra eu, a sem vergonha me deu um sorriso maroto e deu a urrrtima cabeçada na fror dagua e foice embora me derrubano com tudo pra dentro do rio! 



Puuuutz eu tava branco e em sopa de moiado e depois do susto isquei a vara só de réiva com 5 lambari intero e Joguei pra dentro. 

Num demoro meia hora e veio algo gigante cortando a água q parecia mais tubarão do que taraira grande e quando fisgou correu pro meio do rio e eu ja pensei q tinha fisgado uma capivara e só pensei que a gente teria PORCO NO ROLETE a noite e lidei tentar tirar a bixa fora dágua, só que num deu nem confiança.... a minha linha de 0,90mm arrebentou e capotei no barranco e só vi aquele animar comprido e gigante aparecer na flor dágua.... só deu tempo d eu falár Oh MY GOD.... e nós 03 sair correndo e levantano puera pra cima das arvre sô... 

Era a maior cobra que eu ja tinha visto na minha vida! Nenhuma sucuri, ou Piton Reticulada da Asia ou quarqué outra cobra grande do mundo se parece com essa q mora lá no sitio viu? Deveria ter uns 30mt e quase uns 80cm só de largura sô do céééu!!! 

Quando eu cheguei la na casa eu xorava iguar uma puta e tomava água com açucar e meu primo com meu tio brancos também por ter visto aquela coisa estranha e gigante, contei pra minha tia e pra variar como era de se esperá num acredito na gente e disse que era refrexo da água e era o sór que tinha afetado nossas mente! 

A partir desse dia nunca mais desci no rio das piava sozinho .... pelo menos com 6 cachorros dos 15 que meu tio tem lá no sitio.... e depois pesquisando na net pra entender o que era aquela criatura achei uma foto que aconteceu com o pessoar que já viu cobra dessa tamanho pelo Brasil afora e fiquei de cabelo em pé de saber que o povo se baseia por essa criatura que é bonita e horroroooosa ao mesmo tempo!
FOTO TIRADA NO AMAZONAS NOS ANOS 30 PERTO DE UM POSTO MILITAR  E  ESTA CRIATURA SÓ MORREU DEPOIS DE SER ALVEJADA MUITAS DEZENAS DE VEZES.


RESUMINO A PROSA PESSOAR: DEPOIS DAQUELE DIA COMECEI A REZÁ AJOEIADO NO PÉ DO SANTO DE NOVO, PORQUE COBRA DESSE TAMANHO E TARAIRA QUE PARECE TUBARÃO.... MAS NEM LÁ NA CIDADE DE ITU DEVE TER SÔ!!!!

JUUUUURO + UMA VEZ Q É VERRRDADE!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pra abrir 2012 com chave de ouro... Causos!

OLÁ MEU POVO BÃÃÃO DO MEU BRASIR BRASILERO
VO CONTAR PRA VOCÊS 2 CAUSO QUE ACONTECEU HÁ ALGUNS ANOS COMIGO AQUI NO SÍTIO DO MEU TIO QUE PARECE ATÉ MENTIRA MAS JUUUUUURO DE PÉ JUNTO QUE FOI VERDADE VIU?

UM DIA EU FUI FAZER UMA MARVADEZA QUANDO EU TAVA PESCANO LÁ NO SÍTIO EM 1996... 
RESORVI AMARRÁ UM CABO DE AÇO NUM COQUEIRO, SABENDO QUE EXISTIA LÁ UMA TRAIRA QUE ERA A MÃE E VÓ DE TODAS AS OUTRAS QUE EXISTEM LÁ NO AÇUDE... 


MEU TIO JÁ TINHA ME DITO DIZENDO Q TINHA MORRIDO 3 VACA DELE SEM A METADE DA CABEÇA QUANDO TAVAM TOMANO ÁGUA NA BERA DO AÇUDE E ELE FICO ASSUSTADO E JÁ IMAGINOU PENSANDO Q ERA A "BATUTA" (NOME SINGELO DA TRAÍRA GRANDE QUE DERAM NAQUELAS REDONDEZAS, QUE TODO MUNDO JÁ CONHECIA MAS NUNCA TINHAM VISTO E PENSAVAM QUE ERA ATÉ LENDA OU MARVADEZA DO BOITATÁ QUE APARECE DE VEZ EM QUANDO POR AQUELAS BANDAS SÔ!)

ARRANJEI UM ANZORZINHO MAS NUM ERA UM ANZÓR E SIM UM GANCHO MERMO DAQUELES DE ENGATAR NO TRATOR..... E ISQUEI COM UMA CABEÇA DE UMA TRAÍRA MAIOR QUE JÁ HAVIA PEGO 
( I.0 KILO SÓ A CABEÇA) UM DIA ANTES E LARGUEI DE ESPERA.....


PUTZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ CHEGUEI NO DIA SEGUINTE E VOCÊS NÃO ACREDITAM....

O COQUEIRO TAVA ENVERGADO E EMBODOCADO ATÉ O TALO E QUANDO MEU TIO VIU AQUELA CENA ELE DEU UM BERRO: 

-- ARRREDA DISCONJURO!!!!


E EU IMEDIATAMENTE SEGUREI ELE E DISSE: 
-- CARMA TIO DO CÉÉÉU, A "BATUTA" TA PEGA É SÓ A GENTE ARRUMÁ UMA FORMA DE TIRAR ELA FORA DÁGUA Q VAMU TER UMA FRITADA DE TARAIRA NO FUBÁ ATÉ O ANO DE 2090 SÔ!

TIVEMO QUE AMARRÁ UMAS CORDAS NO COQUEIRO E MAIS 05 PEÃO PRA PUXAR E FAZER UMA FORÇA TREMENDA JUNTO COM O TRATOR AJUDANDO PRA JOGAR A TRAÍRA PRA CIMA COM UMA PARTE DO CAMALOTE SUBMERSO JUNTO! 
NUNCA VI UMA TARAIRA VOAR DAQUELA FORMA ... RAPAIZ DO CÉU .. PARECIA ATÉ O SUPERMÊN, CARAMBOLA!

E DEPOIS Q ELA TAVA EM TERRA DEMOS UMA PORRETADA COM UMA RIPA DE JACARANDÁ VIRGEM PRA ATORDOAR A BIXA PRA GENTE LEVANTAR ELA NO GANCHO E LEVAR PRA CASA, DAÍ O FUNCIONÁRIO DO MEU TIO LEVANTOU A BIXA E TIRAMO UMA FOTINHA DE RECORDAÇÃO... FOI A MAIOR TARAIRA Q EU JA VI NA MINHA VIDA POW!


A MAIOR PROVA É ESSA DA FOTO COM O EMPREGADO DO MEU TIO SEGURANDO A "BATUTA" NA UNHA!!!!


E QUEM DUVIDÁ DESSA MINHA HISTORIETA PODE IR LÁ NO AÇUDE E VER O BURACO QUE FORMOU NO BARRANCO QUANDO ELA CAIU POR TERRA! E ALI FORMOU UM PEQUENO LAGUINHO QUE MORA UNS CASARZINHO DE LAMBARI E ALGUNS CARÁS QUE PARECEM MAIS TUCUNARÉ-AÇÚ DE TÃO GRANDE....

VÓS MECEIS ACREDITAM?



JUUUUUUUUUURO Q É VERDADE SÔ!!!