quinta-feira, 16 de junho de 2011

CARNE DE TRAIRA.... SANNNNNTO ALIMENTO SÔ!!!


Não é segredo: os pratos feitos com peixes são os mais saborosos. A carne macia, o fácil cozimento, a variedade de preparo, temperos, espécies... enfim, uma infinidade de delícias para o paladar. Mas, o melhor de tudo isso, é que peixe é um alimento extremamente saudável. Ele é rico em proteínas, vitaminas e minerais, além de possuir o Ômega 3, substância que beneficia a saúde do ser humano, diminuindo o risco de doenças cardíacas, depressão e ansiedade. Ter a carne branca dos peixes frequentemente nas refeições do seu dia-a-dia ajuda ainda na diminuição do risco de derrames, redução na pressão arterial e das taxas de triglicéris e colesterol total no sangue. O alimento também faz bem para a memória e é recomendado na refeição das crianças, já que é rico em ferro e evita a anemia.
Peixes, no geral, têm pouca gordura e é recomendado em dietas.
Resumindo... ter peixe na alimentação é saudável, além de muito gostoso.

Abaixo tem algumas receitas básicas pra quem quer degustar uma ótima traira no almoço ou no final de semana no sítio como eu faço as vezes e que realmente é um SANTO ALIMENTO de estufar o buxo sô!



TRAÍRA FRITA

Ingredientes:
• Uma traíra de um quilo mais ou menos
• 2 dentes de alho
• 1 colher rasa de sal
• 1 limão
• 1 copo de fubá
• 1 copo de farinha de trigo
• uma pitada de pimenta-do- reino (opcional).

Para o pirão:
• 2 dentes de alho picados
• 1 xícara de farinha de mandioca
• 2 tomates bem picados
• 1 cebola média bem picada
• 3 colheres de azeite.

Modo de preparo do peixe:
-Prepare a traíra como indicado, tendo o cuidado de manter o rabo e a cabeça.
-Faça uma pasta com o alho, o sal e a pimenta-do-reino.
-Acrescente o limão e tempere a traíra com essa mistura.
-Deixe descansar por, no mínimo, meia hora.
-Misture o fubá mimoso e a farinha de trigo.
-Empane o peixe com essa mistura até que ele esteja todo envolvido.
-Em uma vasilha grande coloque uma quantidade de óleo que cubra o peixe.
-O óleo deve estar bem quente e o peixe deve ficar submerso, caso contrário poderá quebrar se for virado.

Modo de preparo do pirão:
-Para fazer o molho cozinhe as aparas da traíra com um pouco de sal e dois copos de água.
-Deixe ferver por dez minutos.
-Coe e reserve.
-Frite ligeiramente o alho no azeite, acrescente o tomate e a cebola.
-Deixe cozinhar por mais dez minutos e acrescente o caldo de peixe.
-Corrija o sal e deixe ferver por mais cinco minutos.
-Vá colocando aos poucos a farinha de mandioca mexendo sempre para não empelotar.
-Para não correr esse risco uma boa dica é dissolver a farinha em água fria antes de fazer o pirão.

O resultado deve ser um mingau encorpado, mas não grosso.



TRAÍRA A ESCABECHE

Ingredientes:
 • 2 kg de filé de traíra
 • 1/2 kg de cebola
 • 1/2 kg de tomate
 • 01 limão
 • Temperinho verde
 • 03 dentes de alho
 • Farinha de trigo



Modo de preparo:
  1. Tempere os filés de traíra com sal a gosto e limão
  2. Deixe reservado por 30 minutos
  3. Depois, passe os filés na farinha de trigo e frite - os
  4. Utilize um pouco do óleo da fritura para fazer o molho
  5. Pique bem a cebola, o tomate, o tempero verde e os dentes de alho
  6. Frite por aproximadamente 10 minutos
  7. Coloque o molho em uma tigela, juntamente com os filés de traíra



MOQUECA DE TRAÍRA SEM ESPINHO

Ingredientes:
  • 1,5 Kg de traíras de tamanho médio;
  • 01 copo de vinagre;
  • 01 copo de óleo de soja ou azeite de oliva;
  • 02 tomates, 01 pimentão, 01 cebola, alho, sal, 01 molhe de coentro, 01 molhe de cebolinha, 03 limões, 01 vidro pequeno de leite de coco, azeite de dendê.


Modo de preparo:
- Tratar as traíras inteiras, (descamar, retirar vísceras, nadadeiras, rabo e cabeça), e lavar com água e bastante limão.
- Temperar as trairas com sal a gosto e deixar descansar por mais ou menos uma hora.
- Colocar as trairas inteiras no fundo da panela de pressão, arrumando-as cuidadosamente em camadas.
- Despejar o copo de óleo de soja / azeite, e acrescentar o copo de água e em seguida o copo de vinagre. Tampar a panela e deixar cozinhar em fogo alto por mais ou menos 25 a 35 minutos. (Uma forma de fazer a verificação se está no ponto é balançando a panela, se sentir que já está secando desligue o fogo logo para se evitar queimá-las).
- Numa outra panela à parte junte os temperos: tomates, pimentão e cebola em rodelas, coentro e cebolinha picados, leite de coco e azeite de dendê e deixe cozinhar por cerca de 05 minutos; em seguida acrescente as trairas pré-cozidas e deixe cozinhar por mais 02 a 03 minutos em fogo brando. Desligue o fogo e bom apetite. Você poderá se deliciar com a moqueca sem medo de se acidentar, pois as espinhas irão amolecer e se dissolver na sua boca.

Dicas - Uma forma de amenizar o sabor azedo causado pelo vinagre é colocando uma colher pequena de açúcar na panela de pressão na hora de cozinhar.
Você poderá comer também as trairas pré-cozidas recheadas no pão com maionese  e alface. É um ótimo sanduíche e o sabor é delicioso!




domingo, 12 de junho de 2011

INVERNO PRA TRAÍRA É SINONIMO DE...

  • FICAR TOTALMENTE INERTE;
  • FICAR ENTOCADA NA SUA CASA NO MEIO DA LAMA NO FUNDO;
  • FICAR IMAGINANDO O VERÃO CHEGAR LOGO;
  • FICAR IMAGINANDO DE ABOCANHAR UMA SUCULENTA "PERERECA" NA FLOR DÁGUA NOVANTE;
  • PERSEGUIR UMA RÃ NO MEIO DO LUAR ENTRE O CAPIM E AGUAPÉS;
  • TOMAR SOL NA MARGEM SEM NINGUÉM ENXER O SACO COM AQUELE SOL ARDENDO DO VERÃO;
  • E O PRINCIPAL DE TUDO QUE ELAS PENSAM É VER "EU ME FUDER" QUEBRANDO A PERNA NO BANHADO PRA NUNCA MAIS AS ATORMENTÁ-LAS LÁ NO SÍTIO! hihihihihihihi

MITO POR TRÁS DA ESCAMA DE TRAÍRA

Olá meu povo pescadorrrr de traíra do meu sertão boiadero!
Hoje vou abordar um assunto POLÊMICO que por aqui no interiorrr da roça é comum, mas pra muitos da cidade grande nem faz ideia que permeia por trás desse assunto que é a imagem de NOSSA SENHORA estampada na escama da Hoplias!

Escama do tamanho real das trairas aqui do sitio!
JUUURO QUE É VERRDADE SÔ! hihihi


A primeira vez que ouvi este história foi aki mermo no sítio do meu tio e depois que eu peguei uma traira de 2kg e acabara de chegar do açude, ele tirou uma escama da mesma e me disse assim:
-Thiago mire a escama no sol e veja a imagem que aparece... é a Nossa Senhora Aparecida!

E eu não hesitei e fiz o mandado por ele e não é que realmente parece ser a imagem da padroeira do Brasil mesmo?
Eu não sei se é verdade, se é pura coincidência, se a genética fez isso por fazer apenas... mas que pra mim este peixe realmente é o MAIS ABENÇOADO na minha vida.... aaaaa isso é viu!

PINTEI NO LOCAL ONDE REALMENTE APARECE A SILHUETA DA "SANTA" NA ESCAMA DA HOPLIAS

quinta-feira, 2 de junho de 2011

NOSTALGIA TOTAL DOS MEUS TEMPOS DE "MENINÃO" !

Estava fuçando uns arquivos antigos e achei este desenho que fiz em meados de 1997 quando eu estava no auge da loucura de pescaria e conhecimento da Traíra.

Resolvi numa noite qualquer daquela época desenhar a minha preferida traíra num papel sulfite e fui rabiscando, rabiscando, rabiscaaaannndo e até que saiu isso!



Até que pra primeira vez saiu até que perfeito o peixe pow! rsrsrs

TRAÍRA NO INVERNO PEGA???

Pois é pessoal
Esse é um assunto delicado pra mim porque eu sinceramente ODEEEEIO o frio porque é um mês que pra mim é pra ficar embaixo da coberta quietinho sem fazer nada.


Mas como a saudade de pescar as vezes bate, nunca é tarde pra se arriscar uns pinxos no açude do sítio só pra ver se engata uma dentuça e deixar nosso rosto castigado pelo friozinho da manhã mais corado de alegria.
Mas pra isso tem que escolher a isca certa no momento certo e muita, mas muuuuuuuuuuuuuuita perseverânça no quesito FÉ em querer uma Hoplias no meio do frio.

MINHOCA ARTIFICIAL É A CORINGA DA SUA PESCARIA NO INVERNO


É possível pescar belos exemplares no inverno, se adequando as mudanças comportamentais da dentuça. Umas das principais alterações no comportamento é sua janela de ação, ou seja, a distância que ela "julga" ser um "bote" certeiro em sua presa...
Como a comida é escassa ela procura ser mais precisa possível em seus ataques. Pescadores experientes dizem q no inverno esta distância não chega a 90cm. Com a chegada das baixas temperaturas toda "faixa" de água um pouco mais "morna" nos açudes ou lagos para os peixes é como um banho quente no inverno para nós. Podemos encontrar estas "faixas"próximo de vegetações aquáticas pois elas absorvem o calor do sol ocorrendo uma transferência térmica com a água o q provoca uma pequena elevação na sua temperatura. Porém se estas vegetações possuírem muitas raízes submersas possívelmente vc não encontrará grandes traíras neste lugar,pois ficará difícil dela se locomover e mesmo de efetuar suas emboscadas, talvez vc até presencie um ataque, mas possívelmente ficará somente nisso.

CRANKBAITS PODEM SALVAR TUA PESCARIA NO FRIO

SALAMANDRA ARTICIAL AS TRAÍRAS ADORAM SABOREAR

ESTAS FROGS DE ABS DA REBEL TEM UM TRABALHO SUAVE DE MEIA ÁGUA QUE TALVEZ AGRADE ALGUMA TRAÍRA RENITENTE DAS REDONDEZAS.


Não costumo pescar traíras muito próximo de nascentes, pois a temperatura d'água normalmente é um pouco mais baixa nestes locais. Quanto aos horários de atividade não percebi muitas mudanças, ela continua dando preferência aos horários com pouca luminosidade. Apenas uma pequena observação qto a pesca na parte da manhã - que é minha preferida no inverno - ela cessará sua atividade de forma brusca, tão logo o sol comece a nascer.
Em meus pinchos dou preferência para os "corredores" entre as vegetações. Ex.: procuro capim na margem do pesqueiro com um intervalo de uns 2 metros ou menos até chegar nos aguapés, é neste intervalo que arremesso. Por conta da ponta do anzol ficar escondida posso arremessar em locais com grande vegetação sem o perigo de enrroscar.

TRAÍRA ADORMECIDA NO FUNDO DA LAGOA


Vai do gosto e da vontade de pescar mermo rapaziada pois apesar de tudo e de todos dizer que a traíra HIBERNA é algo que eu ainda irei descobrir mas que o VERÃO é o melhor mês pra ditacuja... aaaaaaaaaa isso é viu!!!


EU PREFIRO FICAR EMBAIXO DO COBERTOR DO QUE NESTA SITUAÇÃO!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SPINNERBAITS... A ISCA CORINGA DA TUA PESCARIA DE TRAIRA!!

Como já notei, tem pescadores que desconhecem ou “torcem o nariz” pra esta isca tão versátil e tão eficiente pra todas as espécies predadoras, mas uma espécie em especial tem uma loucura por esta isca que é a nossa querida “Hoplias Malabaricus” que é a TRAÍRA.

Por isso resolvi fazer este tutorial sobre o Spinnerbait pra esclarecer algumas dúvidas e contar um pouco sobre minha experiência pessoal com a mesma nestes 15 anos de pesca com artificial e com o Spinnerbait que me iniciou neste fantástico hobby.


TEM SPINNERBAIT QUE PARECE UM SINALIZADOR DE ESTRADA! rsrsrs
Então vamos lá!

TRAÍRA .... PEIXE VORAZ!
Apesar de serem consideradas pré-históricas, as Traíras sempre foram considerados peixes vorazes e fáceis de se pescar. "Joga qualquer coisa n'água que ela pega", ou mesmo na pesca com vara de bambú em “se fazer muito baruio com a pontera da vara” ou amarrar um laço vermelho na ponta da vara e sapecar perto do capim pra chamar atenção e a dentuça incha e pega de raiva, dizem os antigos e muitos outros pescadores.

Concordo, mas apenas em parte. Como o bass, a traíra ataca uma imensa variedade de iscas, mas difícil é saber quais iscas ela quer naquele momento. Há momentos em que ela realmente pega em qualquer isca que passar a um metro na sua frente.

Há momentos em que ela irá até a isca, mas não pegará. E há momentos em que ela irá selecionar um modelo, cor ou tamanho específico, rejeitando todas as demais iscas trabalhadas a centímetros de sua boca. Grandes e barulhentas zaras, minhocas minúsculas se arrastando lenta e sutilmente pelo fundo e cranckbaits recolhidas em grande velocidade fazem parte do "cardápio" das dentuças.
“TRAÍRA TEM UM VERDADEIRO FASCÍNIO POR SPINNERBAIT!”
Mas uma das iscas mais produtivas é o spinnerbait.
As traíras têm um especial fascínio por esse tipo de isca. E seu formato ainda ajuda a evitar os tão comuns enroscos encontrados no ambiente em que esses peixes gostam de ficar.


“O SPINNERBAIT É O VERDADEIRO CORINGA NA PESCA DE TRAÍRA, BLACK BASS, TUCUNA ENTRE OUTROS PREDADORES.”

As varas utilizadas nesse tipo de pescaria têm no mínimo 15 libras e podem ir até 30 libras. A libragem escolhida fica em função do tamanho das iscas, dos peixes e locais de pesca. Peixe grande e/ou isca grande, obviamente, varas, mais pesadas. Mas um fator nem sempre valorizado é a quantidade de estruturas do pesqueiro. Um lugar com muitas estruturas exige material pesado pra poder rebocar o peixe do meio das tranqueiras. Já perdi peixe e isca com uma vara de 25 libras, linha 0,35mm e líder 0,50mm com um peixe que tomou linha, foi pro fundo e se entocou por lá, não saindo mais e levando minha isca embora.
Uma característica desejável é que as varas tenham um cabo de uma mão e meia, ou seja, propiciem conforto e apoio nos arremessos, trabalho das iscas e briga com os peixes. Fator de maior importância é um blank forte e rápido, que permita ao pescador uma fisgada firme e o reboque do peixe para fora das estruturas quando necessário. Maior comprimento ajuda nas fisgadas, controle do peixe e nos arremessos mais longos.



Varas:
Um modelo de cabo que eu gostei bastante, ficou funcional sem deixar a estética de lado é a HUNTER FISH
cabo de cortiça de 30lb que é uma mão na massa e pau pra toda obra, fora que é CARBONO MACIÇO e pode “sapatear” a vontade em cima dela!! rsrsrs (brincadeira não faça isso).


Linhas:
As linhas vão de 12 a 30 libras monofilamento ou multifilamento entre 0,13mm e 0,30mm. Líderes de fluorcarbono são importantes devido ao ambiente em que buscamos os peixes. Devido à boca óssea do peixe, não recomendo linhas com muita elasticidade. Quanto menos elasticidade, melhor para fisgar.

Um bom exemplo de linha monofilamento é a TRILENE XL da Berkley, vale a pena ter um carretel. Não é muito lisa para arremessos longos, mas é pouco elástica e proporciona excelente visibilidade. Fora que é super resistente.
  
Minha mono para o equipamento "espingarda", pouco elástica, muito visível e relativamente resistente ao contato com as estruturas dos locais de pesca e usei muito antes de possuir multi é a Tryumph 0,30mm verde.
Minha multi preferida, é sem dúvida a Power Pro 0,35mm – Verde Musgo ou Amarela. Rara tendência a formar cabeleiras, não fica enxarcada de água e não torce a linha, aliada a uma resistência sobrenatural.


CARRETILHAS OU MOLINETES:
Qualquer uma com bom poder de tração e que possa rebocar o peixe sem forçar com o mecanismo já está bom. E tendo pelo menos uns 8 rolamentos já ajuda pra não cansar tanto o punho ao recolher e lançar constantemente.
Eu prefiro carretilha pelo sua veemência de puxar qualquer coisa sem deixar corpo mole na hora em que a traíra "embodoca" embaixo de galhadas ou lama que só puxando e recolhendo junto é que dá pra se tirar a bocuda debaixo da tranqueira.


Carretilha GTO Tournament pau pra toda obra!




LOCOMOÇÃO PARA PONTOS DE PESCA:
Realmente a traíra é uma espécie que se pode pescar de barranco sem nenhum problema. Mas o pior fator de se pescar em barranco é o perigo de cobras e animais peçonhentos, a sujeira de pisar em lama e o pior de tudo é não poder chegar nos pesqueiros mais distantes como em grandes concentrados de Igarapés, galhadas ou capins inundados.
Pode ser um barco de alumínio com motor de 15hp no máximo (conforme o tamanho do rio ou lagoa) ou a remo mesmo, caiaque ou canoa.
No meu caso utilizo este bote inflável da INTEX pra 4 pessoas que dá pra encher na bomba e guardar no porta mala do carro mesmo com todo o conforto e rapidez que existe.




TIPOS DE LÂMINAS:




Lâminas do tipo Colorado permitem trabalhar a isca mais lentamente sem perder o giro.

Lâmina tipo Willow Leaf, recomendadas para velocidades maiores. (e as melhores na minha opinião)

Intermediárias entre as Colorado e Willow Leaf, as Indiana têm características intermediárias entre estas. Vibram menos do que as Colorado e têm menor apelo visual do que as Willow Leaf.



Spinnerbait Deconto com anzol 4/0 com a saia substituída.



                              
Spinnerbaits com diferentes ângulos de abertura do arame. O mais aberto pode ser trabalhado mais lentamente. Já mais fechado é ideal para o que os americanos chamam de "burn", ou seja, recolher a linha rapidamente.




Spinnerbaits Deconto 4/0, totalmente "tunadas"


COR DA ÁGUA:
O raciocínio inicial é: água suja, lâmina Colorado, água limpa, lâmina Willow Leaf. Águas escuras, saias escuras, águas claras, saias claras.
Segundo raciocínio: iscas maiores para facilitar a localização da isca pelo peixe em águas turvas. As lâminas Colorado atraem o peixe por vibração e as Willow Leaf, por estímulo visual. Lâminas douradas parecem ser as que melhor funcionam, tanto em água suja quanto água limpa.





                                                               Willow Leaf com Colorado = ÁGUA LIMPA E ESCURA



Colorado dupla = ÁGUA SUJA E TURVA






Padrões para uso tanto em água suja quanto limpa: Sunfish e Fire Tiger.





PESQUEIROS P/ SPINNERBAIT:
Troncos em locais mais fundos, pesque na técnica de helicóptero, ou seja, deixe a isca descer até o fundo, arremessando rente aos troncos e prestando atenção, pois o peixe pega a isca no caminho até o fundo, com sutileza na maior parte das vezes.


     
 Capim inundado, venha recolhendo por cima do capim.


Arremessos rasteiros permitem pegar peixes bem debaixo das galhadas.


TÉCNICAS DE PESCAR COM SPINNERBAIT:
Contact Retrieve
Localize uma ponta com vegetação, troncos, pedras, etc. e arremessede tal modo que a isca ultrapasse o local. Recolha com pouca velocidade, fazendo-a colidir com os obstáculos submersos. Este método tem se mostrado eficaz.




 

Wake Retrieve
Em águas turvas e com pouca profundidade, comece a recolher assim que a isca tocar a água e mantendo a vara para o alto e controlando a velocidade de recolhimento de tal maneira que suas lâminas provoquem um leve distúrbio na superfície da água.



Buzz Retrieve
Com o mesmo procedimento do modo anterior, imprima maior velocidade de recolhimento, provocando o máximo de distúrbio na superfície. Note que estes tipos de trabalhos só devem ser usado com modelos de lâminas duplas.




Slow-Roll Retrieve
É o método usado nas margens ou locais de queda brusca ou degraus (drop-off). Assim que a isca tocar o fundo, recolha com uma velocidade bem baixa, o suficiente somente para sua lâmina girar. É um método que funciona muito bem quando o peixe está em profundidades maiores e pouco ativo.



Helicopter Retrieve
É um método muito usado em locais com relativa profundidade. Assim qye a isca tocar o fundo, recolha-a rapidamente e deixe-a novamente afundar. Sua lâmina gira enquanto a isca afunda, produzindo um trabalho altamente atrativo para o peixe.



COMO TUNAR SUA ISCA:
Sempre mudo alguma coisa nas minhas iscas: troco lâminas, troco saias, coloco trailers, etc. Acho que isso pode fazer a diferença as vezes.
Pequenas mudanças interessantes nos spinnerbaits:


Colocação de fios brilhantes junto à saia.


Grubs Daiwa Jelly Bait



Twin Tails



Estragos feitos pelos peixes nas pinturas das cabeças e nas saias:




Bastante eficiente, esta é uma isca que vale a pena ter na caixa de pesca, mas como qualquer outra isca, não adianta jogar na água duas ou três vezes apenas nos dias ruins, tem que acreditar, tentar, experimentar, inovar, e aos poucos, verificar se dá pra estabelecer relação entre capturas e características como tipo de pesqueiro, horário, iluminação, temperatura, estação do ano, tipo de isca, enfim, como toda isca, se quiser pegar peixe consistentemente com ela, tem que usar sempre que puder.




PS: Se quiserem adquirir acessórios para TUNAR seus spinnerbait ou comprá-los ai vai as lojas (EUA) que eu já comprei e recomendo:
http://www.basspro.com/
http://www.cabelas.com/


Há vários sites nacionais que também posso recomendar pra venda apenas de spinnerbait pois acessórios na maioria das vezes só se encontra nos EUA mesmo:
http://www.juninhopesca.com.br/
http://www.matsupesca.com.br/
http://www.pescapinheiros.com.br/
http://www.macedopesca.com.br/


Espero ter ajudado...
Maravilhosas pescarias para todos e pesquem com spinnerbait pois esta isca funciona mesmo e pode realmente ser o CORINGA que faltava em sua caixa de pesca!


Fonte: Revista Pesca Esportiva
Fotos dos Spinnerbaits: Ricardo Haruo
Parte do texto: Ricardo Haruo