quarta-feira, 19 de outubro de 2016

MAZZAROPI, UM DOS MEUS GRANDES ESPELHOS

Aoooooooooooooooo sertão véio da minha vida sô!!!
Finalmente realizei um dos meus sonhos de caipira aqui da roça... cconhecer o MUSEU MAZZAROPI lá em Taubaté-SP, terra também do saudoso e grande escritor Monteiro Lobato.



Comecei a gostar de Mazzaropi na verdade mais depois de véio quando comecei a entender a parte da tradição que este grande ator tem no povo aqui da roça e assimilar tal sentimento que traz ao ver suas películas, o por quê fez tanto sucesso entre o povo, principalmente, aqui do interior de SP nos anos 50, 60 e 70 que eram grande maioria migrantes rurais que vieram tentar a sorte na cidade grande ou mesmo por precisão da época.


Um dos velhos projetores que existiu na época de Mazzaropi

Amo muitos filmes dele, principalmente os mais antigos, que são dos anos 50 e 60, pois nesta época era quando ele se importava ainda com as histórias e não filmava a torto e direita só por causa do nome quando começou a ocorrer nos filmes dos anos 70, já sabendo que qualquer coisa que fizesse tendo seu nome, o cinema iria lotar de qualquer forma.


Microfone de Grua que pertenceu a Mazzaropi e foi uma revolução para época, pois não precisaria mais dublar depois de gravar as películas e sim gravar direto ao fazer as filmagens

roupão verdadeiro com as notas verdadeiras do filme NADANDO EM DINHEIRO

E algo que aprendi a admirar dele foi seu tino empreendedor, que para época, foi algo inédito, que quando saiu da falecida PRODUTORA VERA CRUZ, montou sua própria produtora, a PAM FILMES e começou a produzir seus próprios roteiros e dirigir, foi aí que ele deslanchou de verdade e enriqueceu muito para época.

Arma que Mazzaropi usou no filme UMA PISTOLA PARA DJECA onde ele dizia que era para matar veado na curva!

Documento de Autorização do tempo da Ditadura para liberação de seus filmes, sabendo que nunca teve nenhum filme censurado pois dizia que queria a família toda nas salas de cinema

Bules usados em vários filmes do Jeca

Sua mãe, Clara Mazzaropi disse uma frase que eu quando li fique pensando e ri depois: DEUS ME DEU UM FILHO SÓ, E ME DEU LOUCO!

Como disse Mazzaropi em uma de suas últimas entrevistas: EU FAÇO FILMES PARA O POVO POIS É O POVO QUE DÁ O DINHEIRO PARA OS FILMES E NÃO A CRÍTICA!


Móveis que foram utilizados nas filmagens de alguns filmes

Cartaz original do filme que eu mais gosto dele, CANDINHO

Começou sua vida artística no circo aos 14 anos, depois foi para a rádio e em seguida para a TV e depois de tudo virou cineasta e lotando cinemas pelo Brasil de meu Deus.

POSTER original do Jeca Tatú e a verdadeira bota que o JECA utilizou nas filmagens, junto com algumas peças de roupa que era de posse pessoal com seu nome bordado a mão

Vários ítens para ver no Museu e aprender com o tour

Mazzaropinho que fiz questão de comprar para deixar na minha mesa de trabalho para ter boas doses de criação! rsrs
Eu me considero um caipira sim sinhô aqui do mato onde vivo, pois coisa que prezo muito são minhas raízes, pois tal origem não pode se ter vergonha e sim orgulho, pois morei até no centro de São Paulo em um dos bairros mais luxuosos, mas sempre o saudosismo me batia e via que aquela luxuria toda que era servida nunca foi pra mim, eu amo pisar descalço na terra, pescar com caniço ou carretilha, beber água direto da roda dágua que tem perto do açude onde pesco e neste calor que está fazendo aqui de noite, ver o brilho de milhões de estrelas no céu, e isso meus amigos.... não tem preço sô!!!!

Eu na cena do filme que eu mais gosto dele que é o CANDINHO

Chofer de Praça e eu no volante!

Eu contando pro Mazzaropi sobre minhas pescarias de traíra aqui na roça sô!
Mazzaropi morreu de câncer na medula em 81, deixou uma fortuna de mais ou menos uns US$ 70 milhões na época e ficou tudo para sua mãe que também morreu 2 anos depois do filho, seu dinheiro foi repartido entre parentes distantes e amigos mas seus bens, como fazendas e o estúdio para o governo que logo após, foi tudo leiloado.

Mas a essência do velho caipira, ou seja, o JECA, viverá na mente de muitos por muito e muito tempo, principalmente para quem gosta de algo "raiz do mato adentro" e caipira que é o interior de tem em todas as regiões do Brasil.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PRIMAVERA É SINÔNIMO DE 3 ESPÉCIES NA LINHA!

Aoooooooooooooooooooooooooooo sertão véio sem porteeeeeeeera pescadozada desse meu Brasil brasileeero sô!!!!

Hoje vou postar uma matéria de autoria do grande pescador da revista Pesca Esportiva, CESAR PANSERA, pinxando e muito lá no sul do Brasil nos reservatórios que, pelo jeito, tá dando peixe pra caramba nesse início de primavera e justamente com 3 espécies diferentes!!!

Por aqui ainda continua um frio do cão que não dá coragem nem de empinar pipa na rua, imagina ir pescar com esta friagem, neeem pensar! Prefiro ficar lendo e adquirindo conhecimento e mostrar pra turma aqui do blog que queira aprender um pouco mais sobre o pinxo da ditacuja e também do bass e tilápia. Segue a matéria é ótima leitura meus reis!!!!


Com a chegada da primavera e elevação na temperatura, as pescarias em água doce, lagos e represas, tornam-se mais frequentes na região Sul do Brasil. Confira algumas dicas que podem ajudar você na captura de espécies como o black bass, traíras e tilápias, peixes predadores e muito esportivos que também ocorrem em outras regiões do País. 

O início da primavera marca o começo das pescarias em água doce próximo da região onde moro, a capital Curitiba, Paraná. A elevação da temperatura desperta de certa forma as espécies predadoras que habitam os lagos e represas, oferecendo aos pescadores produtivas pescarias. Basicamente existem três possi­bilidades de peixes que irão atacar bem as iscas artificiais na região, são elas: o black bass, traíras, e tilápias. Um dos primeiros fatores que con­sidero para determinar quais iscas e estratégias a serem utilizadas é o nível dos reservatórios.

Geralmente mais baixos no início da primavera, com menos água, deixando aparente a maioria dos pontos de pesca. Se isso ocorrer, os peixes podem concentrar-se mais nas estruturas visíveis, uma vez que existe menor quantidade de água. Porém, já não é de hoje que as condições climáticas não estão sincronizadas com as estações, pelo menos na região Sul. Os invernos estão mais chuvosos, e isso influên­cia o nível dos reservatórios.






BLACK BASS
E nesta estação que o black bass {Micropterus salmoides) irá come­çar a atacar tudo o que passar por perto, seja para defender seu ter­ritório ou alimentação. Conforme descrito anteriormente, com o nível do reservatório mais baixo, procure explorar as galhadas e pontos onde existam estruturas aparentes, insistindo neles. O black bass irá frequentar quase sempre regiões com árvores, troncos, pauleiras e galhos submer­sos, e quando tais estruturas ficam aparentes, os pontos de pesca são mais facilmente identificados. Não esqueça de explorar os "drop offs", desníveis bruscos no relevo do fundo que podem ocorrer próximo dos barrancos, ou no meio do lago.

Barrancos íngremes, que também tenham bom desnível de profun­didade e as áreas das pontas dos barrancos, onde o fluxo de pequenos peixes é maior, são excelentes locais, independentemente da altura que se encontra a represa. Já quando os lagos estiverem cheios, áreas de vegetação podem ser exploradas, mas é muito impor­tante ter identificado e registrado na memória os pesqueiros, quando a água encontrava-se mais baixa, marcando por fotos, no GPS, ou encontrando-as com o auxílio de um sonar, principalmente as estruturas localizadas no meio. 





Os modelos de iscas utilizados para a espécie podem variar. Divi­dindo em duas categorias, existem as exploratórias, que cobrem maior área a cada arremesso, como "crank-baits" (iscas de barbela mais compri­da) entre outros plugs, "chatterbaits" e "spinnerbaits" (o segundo modelo é muito interessante para ser utili­zado em áreas com vegetação, poif devido ao seu formato, consegue ultrapassar estruturas sem enroscar). E tem ainda as iscas para locais pontuais, "soft baits" utilizadas em várias montagens (rigs). As pontua são ideais para estruturas localizadas (áreas menos abertas), como árvores caídas, trechos curtos de barrancos, pilares, e outra estrutura localizada em menor região.

TRAÍRAS
Responsáveis por ataques cine­matográficos na superfície, acredito que a melhor situação para pescar as traíras, ou a mais empolgante, é quando existe vegetação na água, embora com represa baixa a espécie concentre sua atividade em deter­minadas áreas, que podem ser uma faixa de barranco, proximidade de uma árvore caída, ou qualquer outro ponto específico onde exista alguma estrutura, aparente ou não. Geralmente no local onde você encontra um exemplar de traíra, existirão outros. Então, mais uma vez, o importante é insistir nos pon­tos onde capturar uma "dentuça". Retorne pescando (repasse) pelo trecho ou local onde ocorreu ação com uma isca de outra cor, tama­nho diferente, ou que trabalhe de outra forma, principalmente quando ainda não tiver definido o padrão de ataque do peixe. 



Assim que identificar algum padrão, varie apenas as cores de iscas ou modelos, mas com funcionalida­de e trabalho semelhante. Algumas vezes as traíras mostrarão a cara na segunda passada pelo pesqueiro, ou apenas irão atacar uma determinada cor e modelo de isca. Para as áreas com grande vegeta­ção, o ideal é utilizar iscas que não venham a enroscar, com dispositivo "weedless" (antienrosco), que pode aparecer somente no anzol, ou quando o próprio corpo da isca faz a função antienrosco. Essa categoria de isca também é excelente para ser utilizada quando pescamos de barranco, a pé. Nesta situação é im­portante usar modelos de iscas que passam pela maioria das estruturas sem enroscar.



TILÁPIAS
A tilápia talvez seja a espécie que mais precise coincidir fatores externos (naturais), para que exista maior sucesso em sua pesca com iscas artificiais. A revoada de insetos (cigarras), bem como o frutificar de árvores nas margens dos lagos junto com seu nível do reservatório ou rio mais alto, para que os frutos venham a cair na água, são pontos cruciais que irão favorecer e potencializar uma pes­caria de tilápias junto à natureza. 

A temperatura também precisa estar um pouco mais elevada para o sucesso da pescaria de tilápias, e da mesma forma que o maior índice de chuvas de inverno, o calor pode che­gar mais cedo, antecipando as ações da espécie. No início da temporada, opte por iscas que trabalham mais abaixo da coluna d'água, na meia-água, como "spinners" (sem ou com penas amarradas no anzol), iscas metálicas (pequenas metal vibration) e pequenos plugs de barbela curta. Com a elevação da temperatura, os plugs que agem na linha d'água (su­perfície) e que reproduzem insetos que caem na água, seja pela ação e aparência, serão mortais. 



Tenha em mente, e vale para as três espécies que estarão de certa forma confinadas no lago, que variar um pouco o trabalho das iscas, seu modelo e horário de pesca em determinado ponto, pode ser a diferença entre capturar o peixe ou não. E lembre-se: insista nos pontos onde ocorrerem ações de peixes, procuran­do identificar padrões de ataque, que podem variar durante um único dia. De resto, é sempre aprimorar as téc­nicas e curtir a entrada da primavera para explorar locais e espécies espor­tivas de água doce. Sucesso!




Fonte: Revista Pesca Esportiva - Ed. 227/2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Um video para conscientizar apenas....


Aooooo sertão véio sô!
Este post é algo inusitado aqui no blog e que não tem nada a ver com peixe mas que faz toda a diferença para nossa vida durante 4 anos e fiz isso apenas como um bom cidadão faria.

Domingo tem eleições e você como uma pessoa consciente e que não se vende fácil vai entender do que se trata este vídeo que postei aqui.

Por isso pense e reflita em qual candidato vale a pena e vote com fé em alguém ai da sua cidade que, talvez, valha a pena e que não tenha oferecido pra vc algum "presente".

Mazzaropi sempre soube das desigualdades já naquela época e estou transmitindo o que o velho Chaplin brasileiro quis dizer para todos e lamentando que a maldita crítica brasileira NUNCA deu seu devido valor ao homem que sempre divulgou a turma da roça como eu, que vive aqui no sertão do mato adentro mas vive em meio a natureza respirando um ar puro com toda certeza do mundo sô!




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

TODOS OS CALENDÁRIOS LUNAR 2016 - FINALMENTE ENVIADOS!!!

Aoooooooooooo sertão véio sem porteeeeera desse rincão brasileeeeiro sô do cééééu!!!

Finalmente mandei a última remessa de calendários pra turma aqui do blog e espero que o povo goste porque este realmente ficou XIC demais da coooonta!! 
Dessa vez foi calendário do Oyapoque ao Xuí desde Brasil véio de meu Deus e a turma pelo jeito vai pescar até de noite de tanto que o povo por aqui na city tá sem pescar de tanto frrrrrrio que tá fazendo, affffffff.

Em setembro aqui começa a segunda rodada do ano de ir atrás das "ditacujas" no meio do mato dentro da lagoa e to vendo que este ano promete Hoplias pulando feito sacy nas frogs no meio dos aguapés  rapaziada, porque este ano o calor vai ser de queimar a moringa e a trairada vai tá tudo perto da superfície! Haja frogs para as bichas destruir no dente sô!!!! rsrrsrsrs


terça-feira, 24 de maio de 2016

PRA QUEM CURTE INVERNO... VÁ PESCÁ SÔ!!!



Aooooooooooooo sertão véio sem porteeeera frio da gota sô!!!!

To enrolado embaixo do cobertor, aliás, embaixo de três cobertores aqui, e resolvi repostar a matéria que peguei como referencia do "Manual das Grandes Traíras" do pescador Moacyr Sacramento, não sei se tem para baixar ainda mas to postando aqui a matéria que falava um pouco sobre pescaria na friagem.

Pra quem quiser leia ai e aprendam um pouco sobre as técnicas de pinxo da ditacuja neste frio do cão que anda fazendo, eu na verdade prefiro ficar dormindo, mas pra quem curte, isca na água sô!!!

Segue o link aqui embaixo:

..::TUDO SOBRE TRAIRA::..: TRAÍRA X INVERNO - ALGUÉM VAI NESSA?: Olá povo bão, mas bãããão do meu sertão sertanejo sô! Hoje vou abordar um assunto até que polêmico que é a pesca de traíra no inverno. Po...

quinta-feira, 24 de março de 2016

Viramu o pontero dinovo home! 300.000 visitas!!!

Aoooooooooooooooooooo pessoar do mato adentro sô!!!
Passamos dos 300.000 visitas no blog e o que isso significa? Que o que eu planejei e sonhei realmente está se tornando realidade.

Só tenho a agradecer vocês mais uma vez por confiar em meu trabalho de divulgar nossa querida e idolatrada Hoplias Malabaricus, vulgo traíra, para todos do planeta!


Isso partiu de um sonho meu que queria transformar em um único BLOG, uma mini enciclopédia para todos que quisessem aprender mais sobre nossa Hoplias e acho que consegui chegar lá.

Mas tenho muuuuuito a aprender e a ensinar também, pois cada dia aprendemos algo novo e estarei mostrando aqui toda vez que possível e isso, faço questão de fazer com todo prazer do mundo, principalmente para os iniciantes nas artimanhas do pinxo da traíra sô!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

TUTORIAL SOBRE PESCARIA DE TRAÍRA

Olá pessoar do meu sertão brasilero!
Finalmente juntei material e estou postando um tutorial sobre um peixe que é a causa desta minha loucura por pesca com artificial e por aprender a imitar a vida pra poder captura-la e me deixa muito orgulhoso por poder passar um pouco da minha experiência com todos que já sabem e que estão iniciando ou não conhecem o valor desta espécie que pra mim é a razão de eu TER CRIADO ESTE BLOG  dividindo e aprendendo cada dia mais com todos vocês e se alguém tiver sugestão ou se faltou algum item podem postar aqui que altero ou incluo neste tutorial que fiz com bastante prazer para todos que quiserem ler ou aprender.


A Traíra é um peixe que parece que a evolução do mundo esqueceu-se dela tendo uma aparência praticamente Pré-Histórica e por ter seu corpo arredondado e esguio e sua cauda em forma de um pé de pato podendo nadar em altas velocidades e ataques fulminantes a iscas, fora os inúmeros dentes e dentilhos que possui em sua boca.
Tem seu costume de caçar a noite e seus olhos possuem a mesma característica de um olho de coruja ou gato que o mínimo de claridade refletem em seus olhos e fazendo a enxergar muito bem no breu do açude ou lagoa.
Esse peixe altamente versátil habita a grande maioria dos córregos, rios, lagoas e represas brasileiras, suportando baixos níveis de oxigênio dissolvido. Pouco seletiva a alimentação, ataca s iscas artificiais com grande agressividade, ou até mesmo audácia! Dizem que basta algo se mexa perto de um “lobó” para que prontamente leve uma mordida. É importante não pensar que, com tanta voracidade, é moleza pescar o peixe. Ao mesmo tempo em que é responsável pela iniciação de muitos pescadores, essa verdadeira máquina de caçar lança grandes desafios aos esportistas mais experientes. As formas para buscar traíras são variadas, e um dos grandes pontos ao seu favor é que as técnicas podem ser aplicadas tanto nas pescarias embarcadas quanto desembarcadas. Trata-se provavelmente, do peixe predador genuinamente brasileiro mais pescado com os pés no barranco, seja com iscas naturais ou artificiais.
Este peixe que muitos odeiam e outros adoram pescá-las nos finais de semanas (no meu caso), trata-se de uma
das espécies de maior distribuição geográfica no território nacional. A partir desta constatação facilmente comprovada por todos aqueles que aventuram-se não somente por nossos grandes e pequenos rios, mas principalmente nos milhares açudes, lagoas e pequenos espelhos d’água encontrados nos quatro cantos do país, já teríamos mais do que um bom motivo para olharmos com certa atenção este peixe “tão conterrâneo”.

Entretanto duas características me trazem um fascínio por esta espécie e por ser apaixonado por pesca de arremesso com artificial:
• Sua agressividade ao movimento da isca;
• Instinto Predador

A conhecida Traíra é um peixe de escamas que habita a água doce, tendo capacidade, porém, para suportar níveis de salinidade presentes em grande parte das lagoas e ambientes costeiros. Da família dos Caracídeos, subfamília Eritriníneos, distingue-se facilmente das outras subfamílias. As demais espécies não apresentam sua característica nadadeira adiposa (entre dorsal e a caudal).
Sua coloração varia conforme a cor do ambiente aquático e PH, como Amarelas (iguais a que tem aqui no sítio), esverdeadas manchadas, inteira preta e já teve notícia de albina.
Segundo constatações já feitas, a Traíra pode alcançar 60cm de comprimento e se o ambiente aquático favorecer-lhe alimento abundante, poucos predadores e qualidade de água, pode chegar a pesar seus 4 kg de peso (como um exemplar que foi pescado aqui no sítio com mandi na vara de espera).
Sua dieta é essencialmente carnívora, dotada de instinto predador e voracidade incrível, aliado aos aspectos de facilidade de localização de ambientes e pesqueiros, fazem da pesca da Traíra uma ótima opção em termos de esportividade, não somente para os que se iniciam na pesca com iscas artificiais mas também para todos aqueles que, como eu, nunca perdem uma oportunidade de dar uns pinchos, quando a ocasião aparece.


Pode ser na isca artificial ou na natural mesmo, o que importa é a briga e o momento de prazer e ao colocar o alicate na boca da bocuda está terminada a batalha!


TEMPO E TEMPERATURA
Pescar Traíra combina com sol, calor, roupas leves e quem sabe, até mesmo uma cervejinha gelada para comemorar os resultados da pescaria, seja lá qual for (no meu caso seria regado a refrigerante gelada!), pois como diriam: MELHOR UM MAL DIA DE PESCARIA DO QUE UM BOM DIA DE TRABALHO! Na verdade o que eu quero dizer com tudo isso é que a pesca desta espécie com o uso de iscas artificiais tem seus melhores momentos nos meses de verão, final de primavera e princípio de outono, ou seja, quando a temperatura da água não estiver abaixo de 18ºC. Durante os meses mais frios, principalmente nos estados do Sul, seus instintos caçadores praticamente tornam-se NULOS, alimentando-se entre intervalos de imobilidade e grande letargia. Resumindo tudo seria que a Traíra HIBERNA igual os ursos dos EUA no inverno rigoroso, preferindo ficar incrustada no lodo do fundo e imóvel, poupando energia e esperando um lambari desavisado.
Pode-se pescar Traíra no inverno com minhocas artificiais e jigs ou iscas deep runners de profundidade e trabalhando-se lentamente capaz de engatar alguma Traíra com fome ou saudade de abocanhar algum alimento fácil.
Mas que o verão é o melhor época pra se pescar a dita cuja, a isso não posso negar nenhum pouco pois é o mês de mais atividade na superfície e nas pererecas artificiais que trabalham na flor d’água.

EM DIAS DE VENTANIA E QUE A ÁGUA FICA CHEIA DE PEQUENAS MAROLAS, NEM ARRISQUE PESCAR NA SUPERFÍCIE, PORQUE NÃO VAI CONSEGUIR NADA, PELO FATO DAS TRAÍRAS GOSTAREM DE REMANSO E MANSIDÃO COMO UM ESPELHO D'ÁGUA CALMO, ELAS VÃO DIRETO AO FUNDO E FICAM IMÓVEIS ATÉ A TORMENTA PASSAR E ATACAR NA SUPERFÍCIE MAIS UMA VEZ.

Traíra em estado letargico em meses de Maio a Agosto


ESTRUTURAS E LOCAIS DE PESCA
Ao contrário de algumas outras espécies de peixes, localizar Traíras bem como os prováveis “TRAIRÓDROMOS”, nos mais diversos ambientes em que habitam, não é uma tarefa muito difícil. Basta que levemos em consideração a presença de alguns fatores de fácil detecção. Apesar de tratar-se de uma espécie caracterizada como de ambientes “
lênticos”, ou seja, locais de águas paradas, como lagoas, represas e açudes, a Traíra também habita rios e outros cursos d’água. Entretanto, qualquer que seja o ambiente, suas preferências por determinados locais e estruturas são marcantes.
Traíras gostam de vegetação aquática tanto quanto o povo baiano gosta de carnaval. E da mesma forma que, onde
houver um trio elétrico puxando aquela típica folia, haverá animação, onde quer que encontremos uma calma e protegida área, com juncos, aguapés, troncos, algas e profusa vegetação, vale a pena arremessar nossa atraente isca, pois é este um dos prováveis locais de ação de Traíras.



Rios, córregos e outros cursos d’água são pontos propícios para a pesca com artificiais. Requer somente alguma atenção para que os arremessos sejam efetuados nas áreas mais produtivas, particularmente junto às margens, em águas relativamente rasas com capins submersos, troncos, pedras, aguapés ou juncos, oferecendo refúgio, sombra e proteção. Também são indicadas as áreas mais profundas, onde densas formações de algas propiciam segurança e conforto, o que do ponto de vista de uma Traíra tem tudo a ver com dois fatores: o primeiro deles, e que acabo de citar são as estruturas como vegetação, troncos, formações de algas; o segundo, e a meu ver tão importante quanto o primeiro, é a TEMPERATURA.
Localizar pontos onde, dependendo do dia, encontram-se faixas de temperatura mais agradáveis às Traíras é, em muitas das vezes, a chave do sucesso. Por exemplo: em dias muito quentes ou quando apresenta-se uma queda abrupta de temperatura, existe uma forte tendência de estabelecerem-se em faixas de temperatura mais agradáveis, situadas ao redor de 23ºC. Na pesca embarcada, o uso de um sonar com termômetro capaz de informar com exatidão não somente as nuances de variações de temperatura, mas principalmente localizar formações de algas submersas, assim como poços e canais – propicia um auxílio precioso para a escolha do ponto ideal de pesca.

SILÊNCIO É A CHAVE DO SUCESSO

A completa ausência do tráfego de barcos ou pessoas é fundamental, pois a Traíra é bastante sensível à presença humana com seus conseqüentes sons e movimentos. Estes ambientes tornam-se preferenciais em termos de localização para a espécie, já que funcionam como pontos estratégicos para que ela se lance à caça das pequenas criaturas que lhe servem de alimento.
Sempre ao chegar desembarcado na margem, pise devagar e sem fazer muito barulho pois na margem pode haver o maior troféu do dia.

Sem nenhum barulho avulso no barco ou barranco e sem falação de colega pescador e gritaria, resulta em ótimos troféus que ao contrário nem apareceriam perto.

COMO SABER AS “AVENIDAS” ONDEM TEM HOPLIAS
Em se tratando de rios e arroios, considero aqueles locais calmos, onde a água praticamente pouco corre, como sendo os mais efetivos no tocante à capturas. Em especial as pequenas praias que, ocasionalmente, formam-se nestes pontos, cercadas por grandes paredes de juncos, com alguns poucos “limpos” em meio à densa estrutura.
Uma isca trabalhada atentamente, em uma dessas “avenidas” certamente atrairá a atenção e conseqüente apetite de alguma moradora da vizinhança.
No caso das lagoas, represas e açudes, a chave do sucesso também está diretamente ligada às estruturas de vegetação aquática, tanto submersas como algas e gramíneas, da mesma forma que aguapés, galhadas finas e grandes malhas de capim flutuante, conhecidas comumente por “boiadeiras”. Nestes locais, principalmente nas horas do amanhecer e entardecer, sem dúvida os melhores momentos para a pesca com artificiais de Traíras, um atento ouvido para com ruídos de seus ataques às vítimas incautas, fornecerá uma segura indicação das zonas preferenciais de pesca e certamente ao lançar a isca em cima desses ataques com toda certeza elas atacarão sua isca quase que instantaneamente.

Uma das "avenidas" lá do lagão do sítio... um paraíso a parte pra minha pescaria ser satisfatória.



Muitas traíras se escondem e permeiam pelas algas e boiadeiras loucas pra encontrar presas fáceis como um lambari ou uma rãzinha nadando.


INSTINTO ASSASSINO E COSTUMES
Diziam os mais antigos pescadores que só era necessário fazer muito barulho com a ponta da vara na água com o caniço e que lhe provocaria a IRA e a fazia inchar e atirar-se sofregamente à isca, que pode ser qualquer trapo vermelho amarrado no anzol.
Vista a Traíra no fundo d’água, chega-se a isca , que ela recusa sempre, mas continuando-se a provoca-la, repentinamente abocanha, bastando um repelão para joga-la em terra.
Resumindo um pouco essa prosa dos antigos, seria nada mais que a essência da utilização de iscas artificiais como elemento de atração e captura para a espécie.

SEU ATAQUE É ESPETACULAR NA FLOR D'ÁGUA EM ISCAS DE SUPERFÍCIE!


MODO “LEQUE” DE PESCARIA Considero importante ao pescar Traíras na modalidade de arremesso, que cada área localizada e de possível “residência” de nossas parceiras seja como que “varrida” por, ao menos, uma série de arremessos em forma de leque, ou seja, começando de um dos lados do pescador, indo até o outro, e não desordenadamente. Explico. Devido ao fato de que, em muitas das vezes, os locais onde nos confrontamos com as ditas são relativamente rasos, caso se inicie com arremessos, por exemplo, à frente e venhamos a engatar ali um bom exemplar, saltando e brigando como costuma acontecer, todas as demais moradoras daquele local debandarão imediatamente e conseqüentemente todos os troféus ali presentes.

COMPORTAMENTO DE CAÇA
Ao contrário de outras espécies, como o tucunaré que, em condições de comportamento usuais, ataca de imediato qualquer pequeno ser vivo que adentre sua área de ação, a Traíra parece demorar um pouco mais até que seu “Gatilho Caçador” seja acionado (aqui no sítio acontece a mesma coisa e na hora que você menos espera, ela ataca a isca com toda agressividade possível).
Por este motivo digo para fazer de forma sistemática de arremessos em cada local potencial, pois além de viável possibilidade de uma saída para um dos lados com o peixe, durante a briga, permite com mais arremessos, que se dê tempo para despertar seus instintos de caçadora.


Boca óssea é o principal fator da fuga das traíras pelo fato do anzol não penetrar corretamente e dentes serrilhados servem para agarrar a presa e não soltar.


EMBARCADO, SE POSSÍVEL!
Por esta espécie morar nestes ambientes característicos e quase inacessível podemos realizar nossa pescaria de duas formas, quer com uso de algum tipo de embarcação (que eu recomendo friamente), ou percorrendo às margens a pé e mesmo adentrando a água nos locais propícios, para efetuar nossos arremessos. A utilização de barcos, canoas ou mesmo pequenos botes, facilita e expande as possibilidades de arremessar em eventuais pontos de pesca um pouco mais distantes das margens, permitindo ao acesso a formação de algas submersas, uma das áreas mais efetivas de pesca em qualquer época do ano.
Em vários dos locais “Traíráveis”, entretanto, botas longas de borracha ou, melhor ainda, velhas calças de brim e um par de tênis bem gastos, para desestimular as eventuais sanguessugas, propiciarão horas de conforto, caso se opte por entrar na água (coisa que eu já fiz e de vez enquanto faço ainda e às vezes acreditem, pode-se pescar o maior troféu dessa forma, desembarcado).
Agora o óbvio cuidado que se deve ter ao caminhar-se dentro de um lago, açude ou partes baixas de rios, no que se refere a segurança quanto à profundidade da água, do ponto de vista da pesca, deve-se realizar estes deslocamentos o mais lentamente possível. Antes de entrar na água, convém efetuar, ainda de certa distância da própria margem, alguns arremessos a não mais de um ou dois metros desta, pois por incrível que possa parecer. É esta uma das zonas preferenciais para as caçadas vespertinas e noturnas das Traíras!
Possuo um modo meio particular de lançar a isca, principalmente embarcado e hoje em dia, com a força e tração das multifilamentos de não romperem por qualquer coisa, é arremessar minha isca na margem bem na beirada. Isso mesmo, em seco, e iniciar dão o recolhimento. Funciona excepcionalmente bem em locais de margens com capins altos e sujos, de onde as nossas “máquinas mortíferas” costumam ficar esperando sair seu jantar. Noites de lua cheia são boas para a pesca com artificiais, principalmente usando pererecas artificiais e buzzbaits que fazem muito barulho na flor d’água. Além da gostosa sensação de navegar-se em um lago tendo somente a vara de pesca e uma grande lua como parceira. Sabendo que o cuidado tem que ser redobrado e depois que voltar à margem guardar as coisas observar primeiro se não existe algum perigo no chão como cobras, pois bichos peçonhentos costumam caçar de noite e pode acontecer de dar o azar de se pisar em uma jararaca e nem queiram saber o estado da mordida que fica depois de algumas horas!

Um caiaque ou bote inflável resolve o problema em termos de locomoção aos pontos de pesca

 ESCOLHENDO AS ISCAS ARTIFICIAIS
Inúmeras são os modelos, formas, cores e marcas de iscas que apresentam um resultado eficaz na pesca e às vezes pode ser o coringa. Neste pequeno universo “Trairável” dividi suas formas e ação no que se refere à faixa de profundidade nas quais atuam, em três categorias:
• ISCAS SUPERFÍCIE
• ISCAS MEIA-ÁGUA
• ISCAS DE FUNDO


Só testando todas suas iscas em todos os horários é que você saberá qual utilizar na hora exata


ISCAS DE SUPERFÍCIE
Não somente no caso específico desta espécie mas também para várias outras. Considero iscas de ação de superfície como as que propiciam maiores emoções e a paixão incontrolável por esta predadora tão eficaz e caçadora. Incontável número de vezes tive a oportunidade de presenciar o ágil e violento ataque de uma Traíra em uma isca de superfície, ou a visão, que até faz lembrar um pouco o filme TUBARÃO, de uma escura barbatana dorsal singrando rapidamente a água em meio à vegetação, tendo como alvo minha indefesa isca. É uma visão enlouquecedora pelo fato de como se parece mesmo com um tubarão no ataque e o estrago que vem depois, se o caso da isca for de material siliconoso ou mole, os dentes estraçalham mesmo e sem dó nenhum da pobre isca que passa por ali despercebida.
Uma das tradicionais e clássicas iscas de superfície para traíras sejam os POPPERS, as conhecidas iscas bocudas, Poppers podem ser trabalhados de várias formas, com maior ou menor velocidade, produzindo maior ou menor ruído. Considero bastante produtivo em termos de traíras em seus típicos ambientes, a seguinte forma de trabalho:
Arremessar a isca e nas 3 ou 4 primeiras vezes recolhe-se com maior velocidade, como que para atrair a atenção. A seguir passa-se a trabalha-la bastante lentamente, com toques espaçados de ponta de varaq, para que produza seu característico som e distúrbio na superfície. É MORTAL! Dentre as marcas e modelos existentes poderia sugerir a AICÁS DRAG QUEEN – MARIA POP QUEEN – MARINE SPORTS ATRACTER 130FR - MARINE SPORTS KAZAN MSP 130 – DECONTO PLÓC – MORO SUPERBAIT POPPER SBP – RAPALA SKITTER POP SP7 e por ai vai na vasta lista de artificiais existentes.



Outra isca bastante eficaz e matadora na maioria das vezes, tendo a grande qualidade de poder trabalha-la em qualquer tipo de vegetação aquática e estrutura como pauleiras e galhadas é sem dúvida alguma a PERERECA ARTIFICIALou sapinho de borracha para os menos chegados. Produzidas em vários modelos, com opções de anzóis simples ou triplos, dotadas de protetores de arame fino ou plástico, em vários tamanhos e pesos, são em sua grande maioria extremamente efetivas. Na realidade, alguns modelos procuram ser tão a prova de enroscos que acabam sendo a “prova de traíras”. De qualquer maneira, são iscas insuperáveis em certos locais onde verdadeiros tapetes de vegetação aquática impedem o uso de praticamente qualquer outro modelo. A vários modelos como a XPS LURES – ARGUS RÃ PLT70 – BLANC FISH FROG – MARINE SPORTS ARROW FROG, mas a qual recomendo friamente e por ser a mais barata de todas em termos de qualidade/custo, seria sem dúvida alguma a POPPER FROG da Marine Sports, pelo fato de ter seu preço bem mais acessível que as concorrentes, possuem anzóis duplos ou triplos, o material usado no corpo é de silicone cirúrgico e não rasga com facilidade.


Iscas de hélice, plugs dotados de um ou dois pequenos hélices em suas extremidades, funcionam excepcionalmente bem quando trabalhamos com curtos toques de ponta de vara, de forma que o hélice produza um característico ruído, parecendo imitar pequenos peixes em fuga ou algum animalzinho se debatendo. Esta isca, quando trabalhada na anteriormente citada “avenidas” cercadas por juncais, de forma lenta e compassada, têm a capacidade de retirar do interior daquela pequena floresta aquática a mais renitente das traíras, trazendo-a até a ponta de sua linha. Os modelos atuais para engatar boas traíras são: HEDDON BABY TORPEDO – MIRROLURE 75MS – DEVILS HORSE – BANG-O-LURE etc...
Existe também outra isca de superfície que as traíras adoram, principalmente as grandes, que seria as Zaras. Estas iscas trabalham de forma de zigue-zague conseguindo este movimento dando toques secos de ponta de vara, é uma isca pra desentocar qualquer traíra dorminhoca e o estouro é espetacular. Uma das mais conhecidas dessas iscas é a ZARA SPOOK e a JUMPIM MINNOW (mais conhecida por todos como João Pepino).



Nos países vizinhos do Uruguai e Argentina, a pesca da traíra com artificiais é extremamente popular, reunindo milhares de adeptos. Tão popular, que vários fabricantes de iscas destes dois países, desenvolveram toda uma linha de modelos voltados para a pesca desta espécie. EPECUÉN – PLOP DEL e YITER são os nomes de algumas das opções de superfície fabricadas na Argentina para a pesca da traíra, e que já fiz uso em nossas dentuças tupiniquins e funcionam perfeitamente. Um verdadeiro exemplo da integração do Mercosul “pescativo”.

Ainda com ação de superfície, se bem que podendo ser utilizados logo abaixo dela, quase em trabalho de meia-água, encontram-se os “plugs floating” minnows, de barbela curta, que flutuam e mergulham ao serem recolhidas. Apresentam ótimos resultados em dias com mais vento, tanto em ação contínua e lenta como trabalhados com toques de ponta de vara, que os façam afundar, para depois voltarem à superfície permanecendo imóveis por alguns instantes. A famosa RAPALA FLOATING – RED FIN e PEGADOR, são iscas com estas características.



ISCAS MEIA-ÁGUA
Alguns modelos de iscas de meia-água destacam-se por apresentarem especial eficácia propicionando, na maioria das vezes, a captura dos melhores exemplares. Crank-baits, plugs de barbela para uso em maiores profundidades, como RAPALA FAT-RAP e SHAD-RAP – CORDELL BIG “O” e HEDDON TADPOLLY, enquadram-se nesta categoria. Estes plugs de ação de meia-água oferecem uma das melhores opções para a pesca nas partes mais profundas de lagos e represas principalmente nas horas de sol forte, quando a traíra costuma buscar o conforto de águas mais profundas.


Spinners e Spinnerbaits são dois modelos de iscas de comprovado sucesso nesta modalidade, parecendo exercerem um especial fascínio para com este peixe. Apesar de algumas pessoas considerar esta prática com estas iscas um pouco enfadonho pelo fato de ter que lançar e recolher inúmeras vezes sem trabalho algum, mas discordo totalmente com este fato, meus maiores troféus e quantidade foi utilizando o spinnerbait de cor branco inteiro ou preto inteiro e a maioria das minhas iscas possuem estas cores por ter testado vários anos lá no sítio e ter descoberto que há mais ataques nestas cores, o por quê eu não sei mas que batem mais nestas cores a isso sem dúvida!
As marcas mais comuns seriam a: BLUE FOX – MEPPS – BORBOLETAS – DECONTOS – BASS PRO SHOPS e outras que não estou lembrado mas que funcionam também.


ISCAS DE PROFUNDIDADE
Destaco dois modelos de iscas fenomenais pra prática da mesma, que seria os GRUBS e as MINHOCAS ARTIFICIAIS. Da mesma forma que para a pesca do Bass, o uso dessas iscas requer algum treino no tocante ao desenvolvimento do pescador na técnica e sensibilidade necessária para detectar a batida do peixe na hora exata da fisgada. A presença de fortes e duros ossos no palatino bem como na mandíbula inferior, tornam necessário confirmar cada batida de possível traíra.
Em locais onde as estruturas e escassez de vegetação favorecem, sempre é bom deixar propositamente a ponta do anzol para fora do corpo da minhoca facilitando assim as ferradas. Na grande maioria das vezes, a batida do peixe no grubs e mesmos nas minhocas, ocorre quando a isca está afundando.
JIGS em especial, aqueles que vem equipados com protetores de anzol, são iscas que também tem utilização na pesca de traíra em locais de maior profundidade, devendo, da mesma forma que os grubs e minhocas, serem trabalhados lentamente na grande maioria das vezes.



ACHE SEU JEITO DE PESCAR!

1- FLY (MOSCA)

Lembro uma vez que fui pescar traíras lá no sitio (Itapetininga – SP) com meu amigo Alexandre (o cara arrepia em fly desde moleque!). Lá é comum pescar de varejão como em qualquer outro lugar do interior do SP, iscadas desde pequenos lambaris até pedaços de toucinhos e linguiças.
O equipamento dele se destacou no meio dos “capiar meus parentes” que estavam lá pescando de bambu e começou a chamar bastante atenção. Quando Alexandre começou seus primeiros arremessos então, comentários irônicos surgiram: “O teu amigo tá quereno pescar ou dá umas chibatadas nos peixe? Hahahahahaha.”
Fato é que com lançamentos mais longos, era possível cobrir uma área alagada bem maior, aumentando as chances de despertar a atenção das traíras. E acabou dando certo! Ou por cima ou por baixo da vegetação aquática, quase sempre um “lobó” era fisgado. Os pescadozada do sitio , limitados a um único ponto na margem., lamentavam o insucesso de sua pescaria, e acabaram rendendo-se à curiosidade:afinal, que isca estava na ponta daquele “chicote”?
A resposta: penas, pele de coelho e material sintético. E mesmo depois de verem e tocarem as iscas, os mais tradicionais permaneceram com aquele “Pé atrás” em relação à novidade. Pois além de tudo, ele ainda soltava os peixes!!! Nossa! Com esta atitude os parentes quiseram morrer! Pois além de não pegarem nada o meu amigo soltou todas as traíras.
Equipamento: Como regra básica, use vara nº 6, linha flutuante e líder de 1,5m sem emendas. O líder é mais curto devido ao tamanho relativamente maior das iscas usadas. Já a ausência de nós evita que o lodo ou as gramíneas aquáticas prendam-se às emendas. A solução é compra-los prontos ou usar uma cola específica para líderes.

Iscas: as melhores são os pequenos poppers, bugs e streamers, de material sintéticos ou de penas e pele de coelho. O uso de anti-enrosco é bastante recomendado.
Apesar de ser uma pescaria bastante cara e difícil de se achar material pelas redondezas, hoje contamos com a grande ferramenta da comunicação mundial chamada “internet” que podemos entrar em qualquer loja do mundo e comprar material pra fabricação das iscas.

2 – VARA DE BAMBÚ (VAREJÃO)

Local escolhidom anzol iscado, 4 batidas na água para chamar atenção do peixe, e é só deixar a isca afundar. Sinto a pegada de uma traíra, e então, conto silenciosamente: “1, 2, 3... e dou a fisgada!” A curta mas resistente vara de bambu verga e o peixe dá trabalho. Após um bom cabo-de-guerra, o troféu está posando para as fotos. Nesses poucos minutos, sinto-me novamente criança principalmente porque estou novamente sentado num barranco, à beira de uma lagoa, dando as primeiras pinchadas do lado do meu tio. É a repetição da primeira pescaria de traíra da minha vida. Apesar da evolução técnica e material que acabamos nos tornando “vítimas”, nunca é tarde para nos lembrarmos de nossas raízes na pesca. Felizmente, a traíra sempre permitirá um revival dessas eternas emoções.


Material: Var de bambu de 3 a 5m, com ponta grossa e reforçada, linha de monofilamento 0,50 ou 0,60mm (tem q ser caso ela embodoque embaixo das “boiadeiras” ou aguapés e ter que puxar pela linha sem que a mesma se rompa), Empate de aço flexível e anzol l/0com haste longa. É importante que o comprimento da linha não seja muito grande (em geral, um pouco menor que o da vara), para que fique sempre esticada quando em posição de pesca.
Iscas: lambaris, pequenas tilápias ou mandis, coração de galinha, pedaços de outros peixes, minhoca ou minhocuçu e fígado ou coração de boi cortados em pedaços.




Técnica: procure pequenos “buracos” em meio a moitas de capim, aguapés, troncos e outros tipos de estrutura. Coloque a isca no ponto escolhi9do e dê cerca de 5 batidas na superfície da água com a ponta da vara, o barulho serve pra atrair o peixe. Então deixe a isca afundar até encostar no fundo e aguarde. Caso o peixe não ataque, repita a operação.

A “Pegada”: costuma ser bastante violenta, exigindo uma fisgada igualmente firme. Em pontos com vegetação muito densa, o peixe deve ser praticamente “arrancado” da estrutura, ou ficará enroscado nela. Não se esqueça de afiar muito bem o anzol e de não bambear a linha.

3 – PESCA DE ARREMESSO COM CARRETILHAS

Esta modalidade é a minha escolhida e preferida por ter inúmeros modos de pescar com a carretilhas em termos de lançamentos combinado com certas iscas artificiais e linhas e por ai vai. Fácil de montar e com preços acessíveis eu recomendo a carretilha pelo fato de ela poder ser lançada mais longe sem perder sua força de tração na hora da fisgada, pois quem pesca de molinete e experimenta a carretilha, não volta a pescar do velho modo nunca mais.

Varas:Prefira varas longas e rápidas que proporcionam fisgadas mais eficientes. Prefira aquelas com comprimento entre 6’6” e 7 pés e se possível cabo de cortiça para poder ter mais sensibilidade caso estiver pescando com iscas de fundo ou minhocas artificiais e sempre varas inteiriças e nunca 2 partes, apesar de ser fáceis de transportar, as de 2 partes dão muito problema sempre na emenda e o pior que isso é perder um peixe por equipamento inadequado.

Carretilhas: Existem no mercados inúmeros modelos, trabalhos e tecnologias de carretilhas existentes, exija pelo menos uma carretilha que possua 7 rolamentos pra cima, pois conforme for passando o dia com o lançar e recolher da isca você estará exausto e não saberá o por quê, e que possa comportar 130m de linha 0,30mm e que seu distribuidor de linha seja revestido com titânio para linhas multifilamentos já é mais que suficiente.



Linhas: Antigamente só existia a monofilamento que não era resistente a abrasão, se desgastava a cada pescaria e se rompia muito fácil e dando muita “cabeleira” na carretilha perdendo assim todo seu dia e prazer da pescaria. Hoje em dia eu recomendo Linhas Multifilamentos pra esta espécie pelo fato de poder dar a fisgada e não possuir memória na linha e aquele retardo da fisgada mais longe e assim perdendo o exemplar ou o troféu do dia. Fora que se enroscar em aguapés, troncos ou boiadeiras, você pode puxar com gosto que ela vai se soltar e não romperá a linha, tendo em mente que só é possível cortar a mesma com uma tesoura de aço inoxidável especial pra esta linha.
DICAS FINAIS PARA PESCA DE HOPLIAS MALABARICUS
• Molhores Horários: normalmente os crepúsculos, principalmente em lagos e açudes. Mas em locais represados, atraíra pode caçar e dia todo, mesmo durante o sol quente;
• Ao usar iscas com anzol único, é necessário confirmar a fisgada com movimentos enérgicos repetitivos. Não deixe a linha afrouxar de forma alguma. Se isso acontecer, é quase certo que o peixe escapará;
• Empates de aço: Apesar do peixe ter dentes afiados, seu uso não é aconselhado na pesca de Baitcasting. Sem empate, a produtividade é certamente melhjor, mesmo com algumas perdas inevitáveis;
• As traíras costumam estar em cardumes. Onde uma é fisgada, vale insistir com muitos arremessos nas áreas próximas, apesar que existe a possibilidade de existir algumas traíras nômades e solitárias pelas margens;
• Na pesca desembarcada, dê sempre alguns arremessos afastado dela. Sem querer, você poderá espantar justamente o maior troféu do dia.
• Use sempre alicate de contenção pra imobilizar o peixe causando menos stress caso solta-lo novamente e não for consumi-lo, alicate de bico pra retirada do anzol de sua boca óssea é essencial.
• Desfrute não somente as horas passadas em atividade de pesca propriamente dita, mas também os momentos tão relaxantes de um bom acampamento a beira d’água.
• A traíra possui uma carne delicada e saborosa e , a respeito de apresentar grande número de espinhas, o que pode e desestimular a alguns em termos gastronômicos, é um prato delicioso.
• Devolva à água sempre as traíras pequenas, assim como aquelas que não for utilizar para alimentação, respeitando dessa forma uma das espécies nativas que podem propiciar grandes momentos de emoção e lazer, ao alcance de todo pescador esportivo.





TRAIRAGENS CUIDADO!


Seja cuidadoso ao manusear uma traíra, tanto na hora de tirar a isca de sua boca, de soltá-la ou de prepara-la para o consumo. Ela sai do aparente estado de “mansidão” ou mesmo morte em frações de segundo, mordendo qualquer incauto que estiver ao alcance de seus terríveis dentes. A mordida da traíra é muito dolorosa pelo fato da mesma não apenas morder , e sim dar pequenas mastigadas e não soltar a presa por nada. (apesar de que eu nunca levei uma mordida de traíra se quer e nem quero tão cedo!).
É possível que esse comportamento inesperado e visto com traiçoeiro justifique o uso da palavra “traíra” como adjetivo para pessoas não confiáveis, capazes de dar outros tipos de “mordidas” bastante dolorosas em seus colegas!

Fonte: Revista Pesca Esportiva, Bíblia do Pescador 94 e também muita experiência própria