quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Finalmente arrumei meu bote trairável!!!!

Oláááá povo batuuuuuuuta demais da coooonta sô!
To tão mas tããããããõ feliz que nem sei como me controlar, só pelo fato de ter conseguido arrumar meu bote inflável SEAHAWK 400 INTEX que havia rasgado há uns 4 anos atrás e realmente é algo que estava me faltando para minhas pescarias lá no sítio de novo!
Meu Taraíraboat prontinho pra entrar na água novamente!

Traseira do bichinho já com a corda de segurança e os porta varas devidamente colocados.

Tive que sacrificar também os 2 travesseiros infláveis que veio com o bote pra poder fechar o buraco que havia na segunda banana do bote e 2 tubos de cola da Brascola Cola Vinil (e olha que saiu lã pra descobrir que cola era a melhor pra tal labuta viu!) depois de ligar em SP pra um fabricante de infláveis, ele me passou a cola certa e duas semanas depois de muuuita cola e vinil, consegui grudar tudo.
Coisa mais difícil que existe é colar inflável onde faz a curva.


Agora vou esperar esquentar mais pra poder ir lá no sítio atrás das Hoplias grandes que tem por lá (e sei que tem porque eu já peguei antes e vi muuuuitos pulos delas por meio do capim e aguapé distantes da margem nestes anos sem o bote!
Remos a postos sem nenhuma complicação


Mas o melhor de tuuuudo isso e falar de boca cheia pra uns bestas que tem por aí e que diziam de "pé junto" que não tem como consertar um inflável rasgado, eu provei ao contrário mesmo e com todo gosto do mundo digo: CALA BOCA SEM NOÇÃO! ESTUDE ANTES DE FALAR ALGO QUE DIZ QUE SABE PALHAÇO!
Como é gostoso remar e pescar viu... uma grande sensação de paz com Deus.

Resumindo a prosa pescadozada de Hoplias:  Eu já fiz o primeiro teste na fazenda onde meu sogro mora e foi aprovado no quesito "Estabilidade da segunda banana" e continua forte como nunca meu botinho e pronto pra encarar os aguapés lá no sítio, onde as verdadeiras traíras amarelas moram sô!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Novidade em frogs para Hoplias

Olááá povo batuta demais da cooonta, barbaridaaaade tchê!!!
Mas bah! Hoje com gosto de chima e com a guaiaca nua, posto um vídeo sobre uma isca que realmente não sabia que existia, principalmente porque é mais famosa lá no RS (onde a mesma é fabricada) e que achei formidável para pesca (especialmente) de traíra.
Tropical Frog, mais uma isca gaúcha para todos os amantes de hoplias

Seu acabamento não é bonito como as das marcas "Booyah", "Sumax" e a top top e caríssima "RivertoSea" mas seu trabalho ao ver o próprio fabricante pescando com a mesma, foi sensacional pela sua funcionalidade em lograr e engatar as bocudas e isso meus amigos, é o que realmente vale.
Eu só achei que faltou um modelo que eu amo demais que é a modelo popper, que pra eu aqui em SP faz toda a diferença desse tal trabalho conjugado com a frog, sendo de superfície e borbulhas saindo da boquinha da mesma, faria um estrago ainda maior sô!
Gauchada bom no churras mas também ótimos em fazer iscas pra alegrar nossas pescarias sô!
Eu estava pensando aqui comigo e realmente concluí que, como os gaúchos e paranaenses gostam da Hoplias como ninguém, principalmente pelo fato de ter muitos, mas muuuuuuuuuuuuitos fabricantes de frogs por aquelas bandas sô! Mas que baaah! 
Por isso eu aaaaamo demais esse povo sulista de meu Deus, aaara sô!!

Segue o vídeo em que a galera gaúcha do Pesca Dinâmica faz um teste numa lagoa particular somente com esta isca pra mostrar seu trabalho e poder de fogo para hoplias.

Resumindo a prosa pescadozada do meu sertão pescatício: Você ama hoplias?? Teste tal isca! E se realmente pegar como aparece no video acima poste aqui suas fotos e relato pois todos irão querer saber de sua aventura por entre as bocudas e eu principalmente pois não tenho tal isca! hihihi  

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Filmar e pescar hoplias ao mesmo tempo?

Oláááá povo batuta demais da cooooooooonta sô!
Hoje estava vendo alguns vídeos de pescaria de traíra e ví que alguns amigos desse sertãozão brasileiro afora faziam uma proeza que sempre quis fazer mas nuuunca consegui fazer... que é de pescar e filmar junto.
O máximo que consegui fazer foi fisgar a traíra e depois mostrar ela na isca e soltando, mas mesmo assim sempre corri risco de derrubar ou respingar água na minha câmera.  

A solução está aqui: GO PRO!


Suporte pra filmagem com carro em movimento!

E pesquisando ví que eles utilizam uma câmera digital mais sofisticada em termos de qualidade de vídeo e vem até com controle remoto, chama-se GOPRO Hero 3.
É uma câmera que é praticamente a metade das convencionais e além de ser a prova dágua, vem com suporte pra fixar na cabeça ou peito e com um simples toque no controle remoto você filma horas a fio, dependendo do cartão de memória (32 ou 64gb) ou fotos em sequencia com até 12MP!!!
Pescador praticando a pesca submarina e filmando com a GOPRO na cabeça!

É realmente um brinquedinho dos meus sonhos mas que por enquanto vai demorar um pouquinho pra ter pois custa na faixa de R$ 1350,00 (dependendo o modelo e acessórios). Mas está na minha lista de desejo pro papai noel do ano que vem cooooom certeza sô!

Aqui tem uns videos de amigos sortudos que tem essa câmera e filmaram com ela nossa querida Hoplias em ação:





E pra quem quiser adquirir uma dessas aí está os links do Mercado Livre:



Resumindo a prosa moçada: Pra eu conseguir fazer um filme decente de pinxo de traíra vai ter que ser com esta ditacuja de câmera merrrrmo sô!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Carro quebrado? Só podia ser comigo!!!

Olá povo bão demais da connnta sô!
Ontem fui no sítio do meu tio tentar pinchar umas Hoplias e tudo arrumado como por exemplo: varas encastoadas e muito entusiasmo antes da pescaria e a máquina digital pronta pra fazer algumas "chapas" novas para o blog, mas quem diria que uma simples pescaria viraria uma aventura totalmente não planejada e muuuuuuuuito menos mal vinda??
Estrada de terra véia tinha de tudo... de lobisome até sacy!
Mas pela primeira vez o carro não iria nos ajudar com nossa pescaria!

Saí por volta das 9h, arrumamos nossos apetrechos, encastoei a vara dela com  um spinnerbait branco zerado com grub laranja de pernas duplas e colheres duplas Willlow Leaf. E a minha vara "armada" com meu novo "chatterbait" azul da Deconto que ganhei  de aniversário da galera de um fórum de pesca que participo e doidiiiiinho pra estrear a bichinha.
Até paramos o carro algumas vezes pra deslumbrar a paisagem... sabendo que mais pra frente .... afff!

Depois de comprado um refri pra levar lá saímos com destino ao sítio do meu tio tentar a sorte em meio a lagoa pra tentar provocar a íra de alguma traíra maluca pra morder uma pobre isca artificial. Chegando a estrada de terra que liga ao bairro Conceição e ao sítio tem uma ponte que por ventura está interditada para construção de uma nova no lugar, tanto que eu já sabia disso e peguei outro caminho (mais longe .. bem looooonge pra variar). Só que quando estava tentando me achar num emaranhado de pequeninas estradas de terra no meio do nada, lembrei mais ou menos onde era e, depois de muita informações pedidas para pessoas locais que por ali raramente passando me achei.

Chegando na porteira do sítio do meu tio.... bastou abrir a mesma e atravessá-la quando o maldito do meu carro pra variar, pifou legal! 
Coitadinho do Taraíramóvel... ficou parado ao relento e por causa disso não pesquei! buááá

Resumindo a prosa moçada: Só almoçamos lá, fizemos pegar o carro no tranco e pescar Hoplias que é bom naaaaaaaaaaaaaaaaada sô!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MAIS UMA PESCARIA DE HOPLIAS DO NOSSO AMIGO TARCISIO!

Salve salve povo bão demais da cooonta sô!!!
Hoje to postando com muuuito orgulho um POST que li lá no forum http://jackfish.com.br/forum onde participo e tenho muitos amigos por lá e tem um em especial que é viciado na nossa querida Hoplias, chamado TARCÍSIO MACHADO.
Eu já havia postado uma matéria dele alguns meses atrás e agora ele fez outra e coooom certeza merece estar no nosso blog pra também passar um  pouco de sua experiência pescatícia de bocudas para todos nós.

Curtam a matéria desse moço sõ e ótimas pescarias de Hoplias para todos!!!

Voltando as minhas queridas Hoplias, como diria o amigo Thiago Taraíra... 

Já no sábado, combinei com meu velho para fazermos uma visita a irma dele e tia minha rsrs, em Mandirituba - PR. Aproveitei para levar as tralhas, pois foi neste mesmo lago que fiz aquela bela pescarias de Traíras a uns 2 anos (8 lapas de traíras criadas, fora as pequenas)...

Uma pena o tempo não ter colaborado, no sábado o tempo até estava agradável, tinha sol e tudo, mas só pesquei no domingo, onde o clima estava muito instável, bastante vento...

Batalhando um pouco sabia que as bocudas apareceriam, pois a estrutura prometia, apesar do lago estar com apenas 20% da sua capacidade:




Logo cedo, iniciei uma uma baby torpedo preta, vi que uma veio atrás, mas não quis atacar, então mudei rapidamente para o ratinho da Frogline e não deu outra:
760gr, já é um bom porte, briga boa.




Depois continuei insistindo e mudei para um frog zara, que é maior e consequentemente mais pesado, pude varrer uma área maior, mas ainda no mesmo canto que iniciei, pois sabia que era raseiro e que elas estavam por ali, logo apareceu o troféu do dia, 870gr (pesadas na balancinha digital que ganhei de presente), gordinha que só, pelo visto estão comendo bem:




Aqui quero fazer uma dedicatória ao amigo Taraíra, graças ao Blog dele foi que capturei esta, pois antes de sair no Sábado, fui olhar as ultimas atualizações no http://tudosobretraira.blogspot.com.br/ , onde encontrei o texto sobre o Buzzbait, isca qual, a muito não usava, coloquei na caixa e está aqui o resultado:




E por fim, a mais suada de todas, batia na isca muito manhosa, foram 4 botes no trabalho mais lento, até que resolvi fazer mais barulho com o ratinho e ela veio valente para o bote certeiro:


Perdi outras 3 que não saíram para foto, mas que pude sentir na ponta da linha, todas nesta média de tamanho e tive ao menos mais umas 7 ações. Praticamente tudo isso ocorreu até o meio dia, a tarde o vento trouxe o frio e mudança do clima, acredito que deva ter alterado a pressão também, pois as dentuças se aquietaram e parei a pescaria antes das 16h, até porque teria uma a jornada de volta para casa.

Equipamento:
Vara Sumax The First, carretilha Shimano Scorpion XT, linha Power Pro 30lbs, líder 0,57mm.

Iscas: 
Além das que estão na foto, usei uma Sticknina osso, spinnerbait, spinner duplo com shad, Poderoza 60, Biruta 90 e Shad de perereca.


Autoria do texto e Fotos: TARCISIO MACHADO

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EXPLOSÃO NA ISCA MARIPOSA!!!

VOCÊ PROCURA UMA ISCA QUE, ALÉM DE NÃO ENROSCAR TENHA O PODER DE ATRAIR TRAÍRAS PARA A SUPERFÍCIE? A RESPOSTA PODE ESTAR NA AÇÃO “IRRITANTE” DE UM BARULHENTO BUZZBAIT.
Ótima isca pra levantar a mais renitente traíra dorminhoca
À primeira vista, o pescador que não está familiarizado ao buzzbait pode até confundi-lo com o spinnerbait. Conceitualmente, no entanto, são iscas diferentes, principalmente no que se refere à profundidade de atuação: os buzzbait são projetados para trabalhar eminentemente na superfície, o que pode ser percebido pelo desenho diferenciado de seu arame e sua(s) hélice(s). E é ao ser tracionada na flor d’água que essa isca mostra seu grande diferencial: uma perturbação constante na superfície, conjugada com barulho e com uma ação que, dependendo da intensidade do recolhimento, levanta bastante água e é capaz de trazer à tona o mais preguiçoso dos peixes.
Bela Hoplias no Buzzbait

Dentre as diversas espécies predadoras que temos à disposição em nossos ambientes de água doce, podemos destacar as violentas traíras e os astutos Black Basses como peixes com alto potencial para atacar um buzzbait. Ambos são predadores que costumam atacar vorazmente iscas que, ao adentrarem seu território, são reconhecidas como intrusas e tratadas como tal, ou seja, atacadas de imediato. É o caso deste tipo de isca, cujo ruído e vibração são percebidos através da linha lateral dos peixes, órgão sensorial que muitas vezes chega a ser mais significativo que sua própria visão.


RÁPIDO E VELOZ
Quando comecei a pescar com buzzbaits, costumava recolhê-los em velocidade bem baixa, suficiente apenas para que a hélice girasse vagarosamente na superfície. Após algum tempo, percebi que acelerando o recolhimento poderia instigar mais os peixes em determinados momentos, provocando ataques certeiros e violentos. Outra vantagem é poder realizar mais arremessos num mesmo intervalo de tempo,  cobrindo maiores áreas de pesca. Da mesma forma, é possível “frear” o trabalho, reduzindo o giro da manivela quando um peixe persegue a isca ou mesmo quando erra o primeiro bote.


Trabalho: uma medida necessária para pescar com buzzbaits, não importa o modelo, é iniciar o recolhimento assim que a isca toca a água. Caso afunde, além de não trabalhar da forma correta, ela pode enroscar em algum obstáculo. Parar repentinamente não é interessante, mas reduzir a velocidade é um artifício válido em situações como as descritas acima.



Ponto de pesca: é importante que estes não sejam muito fechados por estruturas. São ideais, por exemplo, locais com capim submerso ou mais espaçado, condição encontrada em represas logo que seu nível começa a subir, inundando  boa quantidade de vegetação que estava fora da água e ainda não cresceu a ou se proliferou.


Boa pra barranco:  o fato do buzzbait não enroscar tanto na superfície torna-o uma ótima opção para quem pratica a pesca desembarcada atrás de peixes como traíras, basses ou tucunarés.

Aspecto técnicos à parte, o fato de trabalhar o tempo todo na superfície coloca os buzzbaits entre as iscas campeãs quando se trata de emoção. Ora tímido e sorrateiros, ora literalmente explosivos, os ataques são sempre visíveis, causando grande descarga de adrenalina independentemente da espécie-alvo. Não tire os olhos da isca em momento algum, mesmo quando ela já estiver bem perto do barco (ou barranco) – o estouro pode acontecer tanto quando a isca aterrissa na água ou está prestes a sair dela!

Dica final: A isca varrerá uma área maior e executará sua ação por mais tempo, levando ao limite a paciência do mais ZEN dos peixes predadores...


TRABALHO TURBINADO:
Modificações e dicas que podem aumentar o poder de atração e captura do seu buzzbait

1 – HÉLICE FURADA: alguns modelos possuem furos na hélice que fazem a isca emitir barulho diferenciado e produzir bolhas ao girar na superfície da água.



2 – CHAPINHA DO BARULHO: há também iscas com uma “chapinha”  presa no arame da isca que bate na hélice quando ela gira e também modifica seu som.


3 – MATERIAL DAS HÉLICES: estas podem ser de metal (as mais comuns) ou acrílico (transparentes), em diversos acabamentos: marteladas (com textura), brilhantes, foscas, pintadas... Há modelos de três pás, que geram um ruído mais “choco” (menor) e cadenciado na superfície.


4 – EM PARALELO: buzzbaits desenvolvidos com duas hélices independentes provocam verdadeira algazarra na superfície, fazendo mais barulho que os de hélice única.


5 – FORMATO DA CABEÇA: as mais achatadas ou finas funcionam como uma quilha que corta melhor a superfície da água, também fazendo com que a isca venha mais rapidamente à tona logo no início do recolhimento.


6 – TITÂNIO: o material, usado em alguns modelos, confere maior flexibilidade e resistência à isca, com a vantagem de ser menos espesso.


7 – TRAILERS: podem ser acrescentados aos anzóis, “turbinando” a isca. Os mais comuns são os grubs, simples ou de cauda dupla (twin-tails).Também é possível acoplar uma lâmina tipo Willow Leaf ou Colorado ao anzol, com o auxílio de um girador e uma argola (split-ring).




8 – AMARRE DIRETO: amarre o lider diretamente ao vértice (extremidade do “V”) do arame, seja ele aberto ou fechado, evitando os snaps (grampos). A isca responderá mais rapidamente aos movimentos executados pelo pescador.


9 – ENDIREITANDO O NADO: se a isca trabalhar pendendo para o lado, basta entortar a hélice para o lado contrário. O correto é que o buzzbait desenvolva uma linha reta na superfície. 


Resumindo a prosa moçada: Isca perfeita pra levantar uma bocuda da sua toca e fazer ela explodir sua isca na flor dágua sem choro! 
Faça uns pinxos com esta isca e depois você comenta neste post pra ver se pegou alguma baitela ou não, ou pelo menos fez alguma Hoplias voar na isca sem fisgar.

Autor da matéria e fotos: CESAR PANSERA - Revista Pesca Esportiva

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

HOPLIAS, SINÔNIMO DE AVENTURA!

AVENTURAR-SE POR TRILHAS COM UMA MOCHILA NAS COSTAS E UM CONJUNTO DE VARAS E CARRETILHAS NAS MÃOS É UMA IDEIA QUE ATRAI VOCÊ? ENTÃO NÃO PERCA A OPORTUNIDADE: O VERÃO É A ÉPOCA CERTA PARA FAZER ISSO, PRINCIPALMENTE QUANDO O ALVO DOS ARREMESSOS É A VORAZ TRAÍRA.
Traíra na Frog, famiiinta como sempre!
Ao alcance da grande maioria dos pescadores de nosso país, lagos, açudes, pequenas represas e até alagados podem ser explorados com as iscas artificiais. E não é necessário estar embarcado para isso! Basta ter disposição e um pouco de espírito aventureiro para percorrer estes locais arremessando paralelamente à margem ou em direção a estruturas um pouco mais afastadas dela. Cantos com capim, drop-offs (degraus submersos), galhadas, píeres, ilhotas e até pequenos córregos que formam os lagos são algumas das estruturas que podem resultar em inesperados e muito bem-vindos ataques.


Dentre todos os nossos peixes de água doce com potencial para propiciar boas pescarias nesse estilo, o topo do pódio é ocupado pela traíra. Capaz de habitar os mais improváveis locais – às vezes, literalmente pouco mais que uma poça d’água – ela marca presença de norte a sul do país. Sua resistência e capacidade de adaptação a grandes oscilações de temperatura e nível de água fazem, em conjunto com o intuito predador inato, explicitado por seus afiados dentes, fazem dela prato cheio para qualquer praticante do baitcasting. E não há época melhor que o verão para fisgá-la pinchando a pé.

SAPOLÂNDIA
Uma vez pescando no barranco, é preciso escolher bem que isca usar. Normalmente, as de superfície são as mais indicadas. Além de proporcionarem o visual dos ataques, dependendo do modelo, não enroscarão em praticamente nenhuma estrutura, por mais que esta seja fechada. O próprio corpo de algumas iscas é propositalmente encostado aos anzóis, tornando-as anti-enrosco (weedless).

Entre os diversos formatos que esse tipo de isca pode assumir, as imitações de sapo são as grandes vedetes. Rígidas ou macias, sua riqueza de detalhes às vezes é tão grande que realmente se parecem com sapinhos reais. Presença quase certa em qualquer alagado, açude ou lago, o anfíbio é presa natural de uma série de predadores associados a esses ambientes. Na água, a traíra é um deles.

Em relação às iscas macias (softbaits) que reproduzem sapos, é importante dizer que as de material mais macio permitem fisgadas mais eficientes. Além de facilitarem a exposição das pontas dos anzóis na hora do strike, elas chegam a se deslocar até a linha com a força da fisgada, facilitando a penetração do anzol na óssea mandíbula das traíras. E para retornar a isca à posição original é fácil, basta puxá-la para baixo, no sentido do anzol.

Logicamente, a dentição superafiada das traíras pode acabar danificando, com a intensidade e quantidade de ataques, qualquer modelo de isca soft, independente de sua consistência. Por isso, é importante possuir na caixa, ou melhor, na mochila, uma boa quantidade. E o ideal é ter um bom leque de cores, pois isso pode ter influencia nos ataques. A principio, faça a diferenciação entre iscas claras e escuras, e coloque-as à prova, lembrando que tons escuros tendem a surtir efeito maior quando a luminosidade é baixa (em dias nublados ou ao entardecer) ou quando a água encontra-se um pouco mais turva que o normal.

Para trabalhar um sapo soft com dispositivo weedless, basta dar toques curtos de ponta de vara, intercalando-os com o recolhimento. Assim, ele virá batendo na superfície da água. Também é possível fazer alguns modelos ”zarearem”, ou seja, trabalharem descrevendo um “Z” na superfície. Intercale o trabalho com paradas repentinas, deixando a isca imóvel por alguns instantes, principalmente nos buracos existentes no meio das estruturas mais fechadas ou em pleno capinzeiro. É nesses pontos que os ataques fulminantes acontecem! Procure também arremessar mais de uma vez no mesmo local. Muitas vezes, a traíra só ataca a isca quando bastante provocada.

SÓ NA SUPERFÍCIE!
Mas não se esqueça de levar consigo alguns plugs tradicionais de superfície. Zaras, hélices e poppers sempre rendem boas capturas desde que os locais explorados por estruturas. Plugs modernos imitam com perfeição, em formato e riqueza de detalhes em sua pintura, os sapos. O ruído interno dos modelos rígidos é outro atrativo extra para as traíras, que não só se orientam pelo barulho para localizar suas presas como se “irritam” pelo som produzido internamente pelas iscas.

Pescar com artificiais de barranco é uma prática que também pode trazer grandes alegrias na captura de outras espécies, como Black bass, tucunaré e peixes de água salgada, como o robalo nas margens de rios e canais costeiros. Caminhando rumo ao mar, barras de rio, costões de pedra e até mesmo praias sempre serão pontos de moradia ou passagem de algum peixe em seu cardápio. Aproveite, o verão é a estação mais do que perfeita para realizar esse tipo de pescaria.


TEXTO E MATÉRIA POR: CESAR PANSERA - REVISTA PESCA ESPORTIVA